fanzine Tertuliando (On-line)

Este "blog" é a versão "on-line" da fanzine "Tertuliando", publicada pela Casa Comum das Tertúlias. Aqui serão publicados: artigos de opinião, as conclusões/reflexões das nossas actividades: tertúlias, exposições, concertos, declamação de poesia, comunidades de leitores, cursos livres, apresentação de livros, de revistas, de fanzines... Fundador e Director: Luís Norberto Lourenço. Local: Castelo Branco. Desde 5 de Outubro de 2005. ISSN: 1646-7922 (versão impressa)

quarta-feira, agosto 24, 2011

Projecto Sherazade-Façam as vossas apostas

Desde 4 de Dezembro de 2009 o projecto Sherazade. Muitas foram as histórias aqui apresentadas. Nada vingou, ou pelo menos temos tido notícias que ninguém tenham dado opiniões. Parece que tudo isto é um deserto cibernaútico. Cheguei à conclusão no passado fim de semana que num folhetim não pode haver inovação nas histórias, nem na sua escrita, nem se quer é literatura , nem possivelmente se deve colocar questões filosóficas. O folhetim é a mâe das radionovelas e das actuais telenovelas. No início deste mês recomecei com o projecto onde pensava ligar DExter, Agatha Cristie, Miss Parple, Rabicó e Emília e colocar Cuca no circo. Pesquisei outras histórias, Pipa, Pastilha, Veruxa, nem pensar. Na sua grande maioria os portugueses lidam mal com O Santo Padre Oliveira Salazar. Basta ver os escaparates das livrarias onde livros sobre Salazar gravitam... Na minha opiniâo considero-o um ditador à maneira portuguesa, uma espécie de sacerdote medieval onde aparecia à janela, onde em Saudade Pastilha pretendia ser uma caricatura desta personagem. Nem pensar, Salazar venceu os grandes portugueses. Dona Maria Gomes da Costa dona de uma pensâo chamada Estado Novo, onde era mãe de três filhos, António, Primavera Marcelista e Neutralidade Colaborante (estas últimas duas gémeas separadas à nascença).
Tentou-se romances de fantasia, Ficção Científica, mas ao que parece POrtugal não é adepto destas histórias, ou pelo menos uma parte. Passada em séculos diferentes entre o passado, presente e o futuro. REgresso a Casa era passada numa Discoteca o Vizir, numa escola de Circo onde detective era bisneto de Hercule POirot, palhaço e ao mesmo tempo historiador das religiôes onde encabeçava uma investigação centrada num objecto que dera ínicio à Primeira Guerra Mundial. Tal como as anedotas, um português, uma inglesa e um russo tinham razôes suficientes para obterem a qualquer custo esse objecto.

Outra história que todos se recordam , ou quem a leu dava doii elos deligação o céu e o inferno, entre Deus e o Diabo, Martim e Sancha, a direita e a esquerda, Deus e o Diabo, a Virgem e Lilith, S. Pedro, bibliotecas do Além e Discotecas, Call Centers, e por fim uma historiadora que se centrava num dos pontos mais importantes como estudar um homem que deu cabo de Portugal... Não é só de hoje que os governantes empenham um país por uma mulher...
De todas estas amostras, vale a pena rever estas histórias? Ir ao bolor bafiento, recordar este grupo de heavy metal, ou pelo contrário ao encontro de uma história alternativa apresentada em Abril de 2008? Pensou-se ainda rever todos os passos e mudar as linhas da história e continuar onde tinha acabado... ou melhor recriar tudo, mas não. A história alternativa é um sub-género da ficção científica. E tal como diz o inimigo público, se não aconteceu podia ter acontecido. È o que acontece com a Universidade da Carrapeta iniciado em Novembro do ano passado e continuamos com este género de humor
Vale a pena criar uma história nova? Daqui a uns dias iremos regressar à Carrapeta, num folhetim onde grande parte das personagens se ligam com os registos apresentados e fortes ligações às histórias infantis e ao mesmo tempo que se pretendia iniciar no início deste mês. Por falta de ideias, ou procura daquilo que se pretendia apresentar. Tivemos que retirar a história ... mas ela vai voltar. Darei conta da história nos próximos dias. Como dizem os grandes vilões " Vocês, nem sabem no que se estão a meter."
História Contemporânea

Cipralexalis Cistalopran Radiopharm Génerica

Título da tese: Os engates de Jessica Rabit na Kapital durante a sua visita ao Estoril durante os anos quarenta
Data da defesa:

Júri: Professora Doutora Muiquelina Oléo de Fígado de Bacalhau (orientador e arguente, Universidade da Madragoa, Professora Doutora Ana Malhoa (orientadora científica e coordenadora do mestrado, Universidade Plaiboy) Professora Doutora Ainda Saraiva de Canela (arguente, Universidade da Carrapeta)

Jessica Rabit esteve em Portugal durante os anos 40 à procura de Salazar e de António Ferro para que a sua nova morada fossem em Coimbra no POrtugal dos Pequeninos. Jessica Rabit definia-se como o próprio Lewis Carrol e ao mesmo tempo Madame Bovary e Ema Bovarinha de Vale Abraão. Cipralexis definiu a personagem como uma mulher de personalidade múltipla que terá vindo a Portugal para que Fernando Pessoa lhe fizesse o seu mapa astral e quem é que seria o pai da criança que estava à espera. Num livro que Citalopran teve acesso ela foi amante do piloto Major Alvega durante a segunda guerra mundial .Num livro de memórias nunca publicado, a autora afirmou que ela foi a autora " Mas quem é o pai da criança " " E eu vi um sapo " na qual Maria Armanda cantou em 1980. Na parte conclusiva da tese Cipralexis afirmou- que Jessica Rabit deu as letras de Quim Barreiros num mercado municipal numa banca de peixes que estes fossem levantar todo o dinheiro num multibanco perto do bar onde estes cantavam " Quem quer mamar nas tetas da Cabritinha..."

" Jorge Amado deve estar a dar pulos no Túmulo... " disse um crítico quando a tese foi publicada nas contra-indicações dos medicamentos... ou será efeitos secundários? Ai meu Deus, que me está a dar uma soneira... O melhor é deitar-me já!

Arqueologia

Heinz Ketchup Kerlozk
Título da TESE: O mundo subterrâneo após a III Guerra Mundial descrito por Miazamki nas Crónicas de Conan o Rapaz do Futuro
Data da defesa: Entrega de documentos na segurança social
Júri: Professor Doutor Snow Bord (orientador e arguente, Boston) e Professor Doutor Chateau Gateau Rien Personne (Paris) ( orientador científico )
Num momento em que se apela à reciclagem Heinz Ketucup fezcomo os seus colegas vidros e latas e passou para um campo das letras , opotou por se inscrever num doutoramento em Arqueologia Subaquática.

A tese que agora apresentamos divide-se em três partes a partir de um modelo desenvolvido ao longo de oito anos (2003-2011).
A primeira parte o autor apresenta "O sistema da Segurança Social", na segunda parte diagonostiocou-lhe um cancro e na terceira e última parte apresenta soluções face a este problema: Como não perder a paciência durante as apresentações à sua segurança social para que não lhe tirem os bens pessoais e imóveis que possam usufruir.

Na segunda parte da tese Heinz Ketcup apresenta a simbologia da Segurança Social como uma flor de lótus, já que a própria instituição pode conter um outro modelo ser uma escola de ioga. Face à actual situação, diz o autor. O EStado devia excluir estes colaborador e ter consigo mestres de yoga e reicky nos dias em que grupos de ciganos se apresentem a esta instituição, pessoas de idade que não se podema presentar, desempregados que venham-se apresentar quinzenalmente. Nos anexos da tese Heinz Ketchup apresentou um molde das empregadas da segurança social usando a hipótese de Hamlet " Ser ou não ser funcionário da segurança social", apresentou todos os minutos em que podiam ir beber café, tomar pequeno almoço, lanchar e ir -se embora. Para o autor tudo contabilizado dá cerca de sete horas já que os cafézinhos e a conversa, compras, saldos, ir à consulta, ir à psicologa para a baixa é uma constante. Conan foi o modelo directo em banda desenhada. Ao mesmo tempo o autor centrou-se na questão como é que a manga sobrevive à realidade portuguesa?
-Porque pode ser comida e ao mesmo tempo vestida é o que nos serve se formos assaltados pela Segurança Social - afirma Heinz Ketchup.
Durante a III Guerra Mundial Miazaki deixou Conan orpaz do futuro ao abrigo da Segurança Social, foi através deste fenómeno que Heinz Ketochup deixou as prateleiras dos hipermercados e ouviu as conversas dos portugueses. Num terceiro livro de anexos estão registadas todas as conversas dos donos de Heinz Ketchup: Deitaram-me água para cima e fiz como Maquiavel, os fins justificam os meios. Dívidas, medos, FMI, Troica. A Culpa é de Durâo Barroso, do Cavaco Silva, diz Donas Migas reformada e defensora dos frigorifico e que foi a orientadora de Heinz Ketchup na área da arqueologia subaquática. Foi pela minha orientadora que fiz a tese e é ela que dedico a tese, não pode sair à rua, guarda o telefone, o frigorifico não vá a segurança social confiscar-nos os bens. "Finaliza o autor:"Eles acham por ela ser viúva e ter em casa um jovem chamado Conan Miazaki é muito rica. A pobre senhora nem pode dizer que já deixou de ser trabalhadora independente. "
Após a introdução desta tese o autor centrou o estudo num enquadramento histórico no período em que Durâo Barroso deixou o cargo de Primeiro Ministro em 2003 para se tornar Presidente na União Europeia. No final da tese, o autor apresenta um modelo de Segurança Social perfeito: o aquário. Por fim, os únicos candidatos a empregados deste género são os Peixes Falantes do Filme "O sentido da Vida" dos Monty Pyton.

Assunção Pau de Bico de Grão( Santa Muerte- Carrapeta )

Título da tese: O degredo de Carochinha no livro de Culpa no Confessionário do Tribunal Militar na fuga durante as suas viagens alucinogéneas

Júri: Bambi Macho Rosa Chiclete (orientador científico, Universidade da Chafarica), Professora Doutora Ilusão Óptica Marada de Chamon (arguente e co-orientadora) Professora Doutora Micas Cocha Rainha da Madrogoa (presidente e coordenadora do mestrado), Professora Doutora Tancinha da Perna da Cocha Grossa (Universidade " Olha Os Melão Fresquinho , São Paulo, Instituto Sassaricando)


Nos últimos anos um grupo de investigadores dedicou-se ao estudo de histórias comparativas em diversos países europeus , neles Assunção Pau de Bico de Grâo e Bambi Macho (orientador científico) especialista no Sítio do Picapau Amarelo. Outra investigação já apresentada revelaram que houve um grupo de Clones de carochinhas que se multiplicaram em diversos países da Europa. As diferentes Carochinhas saíram da imaginação Mary Shelley. Uma das grandes antagonistas da Carochinha é a boneca de trapos, e poderá ser ela a grande vilã de Santa Muerte, o nome do nosso folhetim onde estas e outras personagens se exibem já na próxima semana. Faltam ainda encontrar as principais personagens e pedir-vos que nos escrevam a dar sugestões. Tenham medo, muito medo!

segunda-feira, agosto 22, 2011

Sherazade de volta? Façam as vossas apostas

Depois de termos anunciado o regresso do projecto de Sherazade propomos uma história banal.
O folhetim não necessita de ter uma escrita delirante, maravilhosa ,nem original, não, nada disso. Tem que ser uma história que aproxime todos. É isso que se define pelo género popular, foi isso que António Munõz Molina fez à alguns atrás com O mistério da Cripta ,publicado em português pela extinta Editorial Notícias ou ainda Eduardo Mendonza com a Verdade do Caso Savolta nas letras de Espanha nas Publicações Dom Quixote. Há dois anos atrás frequentei um curso de Literatura Espanhola e Francesa na Faculdade de Letras de Lisboa coordenado pelas Professoras Fátima Mornas e Cristina Ribeiro. Neste curso falou -se deste género folhetinesco com laivos fantásticos cheios de casas assombradas. Noutros países vários autores renovaram este género através dos jornais e mais recentemente pela internet, recriando em cada capítulo tensões capítulo após capítulo. O policial dizem a maioria dos escritores não é um género menor, mas sim, pura e simplesmente um mostrador clínico da sociedade. Como é que conseguimos descortinar uma sociedade se não for através da literatura? Como é que se pode analisar a sociedade se não for através dos costumes e olhar a biografia de um escritor? Muitos livros que li, outros que ouvi comentar nestes últimos anos trouxeram-me a esperança de recriar este mesmo género. Por isso, ousemos sonhar queremos o folhetim de volta. Façam-no e criem um grupo deste género destes no Facebook. Têm coragem? Cá vos esperamos...

domingo, agosto 21, 2011

Projecto Sherazade- Façam as vossas apostas

Depois de anunciarmos este projecto em 2009 e termos publicado algumas histórias chegamos à conclusão , pensamos sair por uns tempos e vermos aquilo que seria útil de rever e demostrar ao público aquilo que ele gostaria de ter em mãos ou ler pela net .
Depois de ler "o Super- Homem de Umberto Eco" através da dinâmica da intriga e do folhetim decidi recriar e trazer das cinzas este género . Que género de história é seguida ? Na minha opinião, o folhetim nasceu com Sherazade , a mulher que tinha inventar novas sensações para que o soltão não a matasse . E assim nasceu o folhetim . Assim nasceu este projecto em Dezembro de 2009 , construído com diversas histórias que ainda povoam neste blogue , mas que não segue os pârametros de intriga . O jovem justiceiro , a sede de vingança , monstros , casas assombradas , seres diabólicas , as irmãs gèmeas . Todos os grandes escritores da literatura portuguesa , não só experimentaram este género como também o desenvolveram . Eça , Camilo , Vitor Hugo. Se eles fossem vivos hoje escreveriam para uma qualquer estação de televisão .Esperemos que agora se resolva a fórmula de escrever uma história cheia de mistério e suspense , onde mulheres más , meninos malévolos , casas assombradas , músicas satânicas , invadam as páginas deste blog . Até amanhã ,se o Sultão quiser .

sábado, agosto 20, 2011

O Palácio do Picadeiro, em Alpedrinha acolhe exposição de pintura do Mestre Barata Moura


B.M.100 é o nome da mostra.

A realização de um salão de pintura ao ar livre e uma exposição de pintura do mestre Barata Moura são os momentos altos do programa evocativo do centenário do pintor natural de Castelo Novo. As comemorações vão ter lugar em Alpedrinha pela “centralidade” que aquela vila apresenta na geografia da Gardunha. A Serra que foi motivo de inspiração na obra de José Barata Moura.

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sexta-feira, agosto 19, 2011

De visita ao Museu Nacional do Azulejo

Painel de azulejo de c. de 1700, atribuído a Gabriel del Barco (N. Siguenza, Espanha, 1649 – M. Lisboa, antes de 1708), mostrando a cidade de Lisboa antes do Terramoto de 1755. Existente no Museu Nacional do Azulejo (Lisboa, Portugal). Painel de 23 metros, representando 14 km de costa, entre Algés e Xabregas.

Imagens recolhidas por Luís Norberto Lourenço.


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quinta-feira, agosto 18, 2011

Azul Corvo: Memória da ditadura militar

Pedimos desculpa por não incluirmos o nome da editora , o ano e autora .
Não que se saiba quem seja a autora , mas na realidade penso que seria bastante útil para quem vive no Brasil , ou mesmo aqui em Portugal para saber o que se via fazendo do outro lado do Atlântico .
Obrigado pela vossa atenção
Aqui vai a referência :

Adriana Lisboa , Azul Corvo ,1 Ed. , 2010 , Ed.Rocco

terça-feira, agosto 16, 2011

Azul Corvo: Memória da ditadura militar

A actual literatura brasileira consegue surpreender-me sempre . Não é por acaso que já vos falei dos meus autores favoritos, e em especial uma jovem escritora Adriana Lisboa . Falo-vos é claro do seu mais recente romance Azul - Corvo . Um livro de memórias entre diversas personagens , Evangelina , Fernando ( ex-padrasto ) ex- guerrilheiro do Araguaia e um menino salvadorenho de 9anos . Aqui estão presentes três histórias que se cruzam a partir da morte da mãe da protagonista .

Adriana Lisboa não é uma escritora desconhecida do público português . Em Portugal publicou Rakushisha ( ed. Quetzal ) editado em Março de 2009 ,já aqui recenseado à cerca de 3 anos atrás . Vencedora do Prémio Fundação José Saramago em "Sinfonia em Branco ". Descobri Adriana Lisboa através de uma amiga que me emprestou " Um Beijo de Colombina ". Foi uma amizade à primeira vista . Os livros , meus amigos . São como as pessoas também temos empatia ou não , por eles . Há autores que nós até podemos ter um livro que gostemos e depois nos desiludem . Agora a Adriana não , Adriana consegue surpreender-me sempre . E é por isso que hoje vos falo do seu mais recente livro , Azul- Corvo .
Podemos afirmar que a morte, a memória e o passado são temas recorrentes ligando-se com a poesia desde Manuel Bandeira, Basho e a este último que recorre a Marian Moore ao poema " The Fish ". Além destas fases de escrita, Adriana Lisboa escreve sempre num tom musical e consegue descrever a recente história brasileira num tom musical. A metáfora de " azul corvo " poder-se-á comparar aqueles homens da polícia militar que causaram inúmeras feridas e danos nos milhares de militantes e pessoas que viveram estas experiências dolorosas .

Outro aspecto interessante neste livro é o lado autobiografico da autora e o uso da sua área de especialização, a literatura comparada. Desde um Beijo de Colombina que a morte é a personagem principal liga pessoas, memórias e antes de tudo poesia. A poesia dos mortos que entra em contacto com os vivos. Digam o que disserem este é um livro a não perder. Na opinião da autora uma espécie de autobiografia, mas também se escreve como pode. Mas se alguém escreve como pode, poderíamos aconselhar este livro a alguns escritores portugueses onde escrever um bom livro não é necessário escrever em palavras gravadas a ouro e romances tipo tese período anterior a Bolonha. Esperamos a sua edição em Português. Mais uma vez só possoagradecer a Adriana a sua escrita simples e melódica e o encanto que se renova cada livro seu.

sexta-feira, agosto 12, 2011

O que fizemos nós para merecer isto ?

Doutoramento : Carrapeta(Assiriologia)

Autora da Dissertação:Casuleta Dente ´Ouro

Título da dissertação:A hiena e o leão nos cilindros - selos de Walt Disney no período aqueménida na fábrica de loiça de Sacavém
Data da defesa : Tempo dos Mais Novos , RTp1 , 1800 , 1983
Júri: Professora Doutora Zuleica Cinderela e Professora Doutora Boa noite Cinderela

Nos últimos anos Casuleta Dente de Ouro bateu a Cassuleta e descobriu junto da antiga Fábrica de Loiça de Sacavém , alguns objectos plásticos da Disney do filme " Rei Leão " onde surgiam duas personagens a hiena e o leão que faziam parte duma campanha da MacDonald´s . Numa segunda parte foram encontrados folhetos do período persa aqueménida . Teria a fábrica de loiça de Sacavém sido fundada durante o período aqueménida ? Esta foi o tema da dissertação da tese . A tese será publicada em fascículos através do happy-meal durante 90 anos .

Doutoramento: História Clássica



Autor da dissertação: Tulicreme Barrado Com Pão



Título daTese: A abelha maia na cerâmica de Ceca com massada de peixe



Data da defesa :Ida para o Jardim de Infância Estrela Vermelha (1980)



Júri : Professora Doutora Jogar à Sueca (Universidade Vai para o Inferno-Hotel California) e Professora Doutora Bisca Lambida (A time goes by- EUA )


Ao contrário dos desenhos animados a abelha Maia não teve a sorte da sua mãe e decidiu fazer o mesmo que a sua congénere Abelha que trabalhava numa fábrica de pólen . Apesar de ser uma abelha anarquista que decidiu opor-se à morte e exploração de milhares de plantas . A abelha sofre de renite alérgica e acabou por sofrer um acidente de aviação num prato de massada de peixe . É de salientar que a junção de história de arte , arqueologia e política é uma mais valia para a resolução dos problemas actuais .

Doutoramento: História Medieval
Autora da Dissertação : Prantelhana do Enfartio do Miocárdio

Título da Tese: A peregrinação da ideia peregrina a Santiago de Combustela em busca do milagre da aceitação uso do preservativo pelo papa Bento XVI nos livros secretos do Vaticano

Data da defesa : 15 de Agosto de 2011

Orientação Professora Doutora Pé de cabra (Rien Personne) e Come Facas (Cova da Moura)

O grupo de estudantes que se reuniu junto do Santo Papa em ESpanha apelou para o grito do Ipiranga . Prantelhanta apresenta-se como uma espécie de interlocutora dos jovens e do catecismo . Ao longo mais de noventa décadas Prantelhana foi uma mulher dedicada ao Estado Novo e que uso do preservativo deve ser prevertido para não se preverter . A ideia peregrina foi uma viagem humanitária para que não hajam mais pobrezinhos pelas ruas , pois diz ela " Tal como os cãezinhos , adopteum pobrezinho. Eles são como nós . Apenas não têem é sobrenome , nem nome de família . Nem comungam , como nós . Vejam o Japão , depois de vários acontecimentos traumáticos eles conseguem sobreviver . Até os pobrezinhos têm um salão de chá ao ar livre e vendem peças de arte . Por isso Prantelhana representa a última das guerreiras que desejam o regresso do SAlvador da Pátria e do respeito . "Todos aqueles que aparecerem na minha catequese de havianas e camisas do Benfica são excluídos das minhas aulas . Nada de voluntariados que dêem aos pobrezinhos mais do que um preservativo.Estamos em contensão de despesas e é uma vergonha , uma senhora como eu , "pedir preservativos por dá aquela palha". Resta saber onde será publicada a tese , possivelmente nos sacos de uma associação humanitária ...



Autor da Dissertação: Chaparro Alentejano




Título da Dissertação: A invenção do Buddy - Jumping à designação de defenestração para a Guerra dos Trinta anos (1618-1638) à Restauração portuguesas (1640)




Data da defesa : Intervalo dos folhetins das novelas




Júri: Professor Doutor Jerupiga Pingas Tortas (Universidade Tá se Bem) e Professor Há que dizê-lo com tranquilidade




Chaparro Alentejano descobriu a prova para a origem da defenestração . Ao longo do século XVII foi uma prática de desporto iniciou-se com a defenestração durante a guerra dos TRinta Anos . Diz Chaparro Alentejano "È a mema coisa que o Werstling , só que no lugar da pessoa se levantar e ofender quem o atira pela janela , não se levanta .Seria muito bom ainda hoje resolverem.seas coisas assim . Já viu no Alentejo ... só se atirar alguém na barragem da antiga aldeia da Luz . Mas nâ faz nada , é só água ."





Tudo o que você queria saber sobre o mundo académico

Autora da dissertação: Pochete Pompidou Capricho Caldeirão

Doutoramento : Letras (História Contemporânea)
Título da Tese: O inquérito policial da morte de João Ratão relatado por sua mulher Carochinha durante a Ditadura Militar Portuguesa

Júri: Professor Doutor Não me Interrompa se faz Favor( orientador , arguente , presidente do mestrado)
A tese que agora se apresenta nestas linhas segue em base o processo policial decorrido nos últimos anos da Primeira República . Pochete Capricho Caldeirão defendeu que Carochinha teria sido uma das maiores defensoras e ideólogas do Regime do Estado Novo . Como é que alguma vez a mulher pode ser deputada?Pochete Pompidou ouviu as letras de Beatriz Costa em " Três corpetes e um avental ",e "Aldeia da Roupa Branca ".Durante as vinte mil e duzentas páginas de anexos de discos em música vodoo Carochinha apresenta as razões para matar João Ratão .
As hipótese são o Cladeirão , estar envolvido na morte de D .Manuel no fatídico dia 5 de Outubro de 1910 . Carochinha definia-se como amiga íntima da rainha D. Amélia , dizendo que aprendeu toda a etiqueta e protocolo das boas famílias . Ainda afirma que várias mulheres que escrevem livros de etiquetas e boas maneiras seguiram os seus conselhos , entre elas estão Paula Bobone .
Para além destas profescias de etiquetas , Carochinha adverte os seus leitores que as palavras de conjuro que todos eles virem serão muito mais fortes que o Livro de São Cipriano e dá exemplos .
Nelas estão descritas mil euma maneiras de matar um homem, fazer uma amarração.Aliás POchete Pompidou defende que foi Carochinha que inventou os nós da gravata dos homens para ver se eles se enforcavam ,por fim a amarração foi uma forma de conduzir o escutismo , Marcelo Caetano à Primavera Marcelista.

Em anexo , estão descritas não só algumas páginas de Portugal e o Futuro de António de Spínola foram escritas na realidade por um insecto . Como é um livro daqueles pode ser decifrado ? Como é que pode ser comprado por toda a gente ? Pochete Cladeirão apresentou as suas conclusões afirmando que"António de Spínola é o José Saramago do fim do Estado Novo "tornou-se num dos pontos finais da tese estãos os Livro de Daniel( Antigo Testamento ) , o V Império de Padre António Vieira e por último , o " romance Dolores Colbordone" de Stephen King .
A autora está neste momento a prestar declarações sob processo de difamação , pelágio dos respectivos livros e pessoas que usa nos anexos e ainda afirma : " O caso Gallindez previa isto . Não tenho mais declarações . A minha consciência está tranquila . Vi a Irmã Carochinha em sonhos e ela disse-me que iria passar por tudo isto ."
Mais uma tese impossível , num país sem retorno ...


Doutoramento: Letras (História Clássica )
Autor: Lenhador Machado de Motossera

Data da defesa: Saldos de Verão de 24 a.c
Título da tese: Os gemidos latinos da avózinha diante do cesto da menina na visita – Histórias da Loba a Rómulo e Reno nos saldos de El- CorteInglês durante a Ocupação Romana na Lusitânia Júri: Professor Doutor Deixa que te Leve (Coimbra), arguente e orientador, e Professora Doutora Vale Tudo até Arrancar Olhos, universidade da Carrapeta, presidente, arguente e directora

A tese de Lenhador Machado Motosserra apresenta inovações a nível de arqueologia : saldos do El Corte Inglês na ocupação romana . Apesar de se acreditar que os romanos vinham a Espanha e a Portugal pela sua costa , pela comercialização de peixe e negócios . Machado Motossera apresentou um modelo idêntico ao Corte Inglês . Os estilos são idênticos e na zona da restauraçâo encontram -se bancos típicos dos jantares romanos . O autor apresentou ainda na sua tese vários capítulos onde regista que o incêndio de Roma foi dado pela avózinha como aviso do lobo mau na impossibilidade de se defender . O autor defende a inocência de Nero e crê que a culpa não forma só dos cristâos como também dos saldos do El-Corte Inglês"Rebajas ". Avózinha era sacerdotisa de uma seita chamada Come e Dorme provocada por anti-depressivos Seroquel e ideias pós morte provocadas pelas religiões orientais . Nos escritos encontrados Romulo e Remo eram os principais difusores de histórias junto das crianças e de pessoas de idade junto daquilo a que se chama hoje em dia voluntariado .

quinta-feira, agosto 11, 2011

A Volta a Portugal chegou hoje a Castelo Branco e em 2012 parte da cidade

A minha cidade recebeu mais uma etapa duma Volta a Portugal e o Tertuliando cobriu a chegada a Castelo Branco. Castelo Branco acolherá a partida da Volta de 2012.

6.ª Etapa da 73.ª Volta a Portugal em Bicicleta (2011)

11-08-2011 – Aveiro - Castelo Branco – 215,9 Km
NOME PAIS EQUIPA TEMPO
1.º Francesco Gavazzi ITA LAM 5:52:34
2.º Sérgio Ribeiro POR BEF 5:52:34 (novo Camisola Amarela)
3.º Timofey Kritskiy RUS KTS 5:52:34
4.º Danail Petrov BUL KTS 5:52:34
5.º Samuel Caldeira POR PRT 5:52:34
6.º Diego Milan ESP CJR 5:52:34
7.º Bruno Sancho POR LAR 5:52:34
8.º Delio Fernandez ESP BOA 5:52:34
9.º Benjamin Giraud FRA LPM 5:52:34
10.º Márcio Barbosa POR LAR 5:52:34

Velocidade média: 36,7 km/h

Fotografias nossas da etapa:


Na primeira passagem pela meta em Castelo Branco.


O vencedor da etapa.


O novo Camisola Amarela

Ver mais aqui e aqui.

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domingo, agosto 07, 2011

tudo o que você queria saber sobre o mundo académico e nunca viu we-site da faculdade

REGISTOS DE DOUTORAMENTO NA UNIVERSIDADE DA CARRAPETA

A Universidade da Carrapete pretende ser uma espécie de sátira universitária . Não tencionamos de qualquer forma atingir ou ofender ninguém. A Universidade da Carrapete pretende fazer aquilo que o Inimigo Público faz às sextas feiras do jornal semanário Público . Quem me conhece , sabe o meu interesse pela história e as suas diferentes áreas de especialização . Não há qualquer forma de ofender ninguém . Considero o humor uma área tão séria como qualquer outra , onde se deve tratar qualquer assunto de forma cuidada , com sensibilidade . Ao contrário do que a maioria dos portugueses pensa fazer humor não é por só uma banana para alguém escorregar . Humor fácil , não . Não queremos ofender ninguém . Consideramos todos aquele que fazem investigação e que dão aulas nas universidades fazem das "tripas o coração ", para que todos os dias possam trazer cultura e fazer história . Daí que a Universidade da Carrapeta seja só um nome . Para uns um enigma , para outros um qutidiano . Muitos são aqueles que todos os dias lidam com alunos, com os seus colegas e problemas , muitos .

Não pensem que considero estas pessoas ( investigadores das diferentes áreas ) possam ser parasitas , não de modo algum, são pessoas como todos nós . Todos os dias lidam com os mesmos problemas que nós , e mais ainda sentem-se frutrados que a maioria dos seus alunos fiquem muitas vezes pelo caminho . Outros não conseguem seguir os seus sonhos , as suas candidaturas de investigações ficam a caminho . Outras vezes o próprio sistema . Ao longo dos anos encontrei muita gente digna nas universidades que se debate com o futuro do sistema , e de que forma poderão trabalhar em português. Já aqui disse que em breve muitas das universidades portuguesas deverão começar a escrever em inglês . Por último, estes nomes não são ofensivos ... São uma forma de brincarmos com tudo isso , e que de certa forma não olhem estes mestres e doutores de forma mais natural , porque ao contrário daquilo que pensa poderá haver um sorriso, sem ser boçal , nem de forma alguma escorregar com alguma casca de banana. Antes de terminar esta brincadeira breve diremos que :

Aqui brincamos com a história . Queremos desconstruir um universo muito sério . Onde ninguém sorri, ou faz sorrir .Façam o favor de ser felizes .



História Pré – Clássica

Autora : Verónica Viu Vultos

Título da tese : : A descoberta dos Mucassins na época Primavera Verão de 1947 em Kmran

Júri : Professor Doutor Não Roubarás, orientador , presidente e arguente (Universidade Arroba tudo quanto Puderes) e Professora Doutora Não Cobiçarás a mulher do Próximo( Universidade de Colher de Chá) , arguente eorientadora


Durante a primavera de 1947 um pastor criou um novo estilo de sandálias Haviana Boticário que haveria de dar sucesso no calçadão de Mar Morto . Este estilo de sandálias seria muito utilizado para o género dedetectores de mentiras junto da praia do Mar Morto no dia 31 de Outubro e no Fim de ano . Este género de sandálias exportado de Kmran para a América do Sul numa tournée usada pelo grupo musical Sepultura .

História Contemporânea




Kikas Mau- Mau


Título da tese ; A política externa de Leonor Silveira para o bom andamento dos filmes de Manuel de Oliveira na adaptação dos romances de Agustina Bessa Luís
Data da defesa : 34 de Janeiro de 4566

Júri : Professora Doutora A Galinha da minha Vizinha é sempre melhor do que a minha

Da sua experiência como figurante em filmes de Manuel de Oliveira , Kikas Maumau decidiu fazer a sua tese de doutoramento em História Contemporânea sob o tútulo : A política externa de Leonor Silveira para o bom andamento dos filmes de Manuel de Oliveira na apdaptação dos romances de Manuel de Oliveira .




Manuel de Oliveira te,m adaptado a maior parte dos livros de Agustina Bessa Luís " Vale Abraâo " (1993 ) , " As terras de Risco" (1998 ) e outros que encontramos sob a linha de Manuel de Oliveira . Este autor centenário tem trocado alguns presentes menos próprios com a escritora Agustina Bessa Luís . A tese é repartida em 4 partes : Como todos devem saber .... O que nunca foi escrito . A autora apresentou a licenciatura de Leonor Silveira : licenciatura em Relações Internacionais ( Universidade Lusíada ) . O que é uma licenciada em Relações Internacionais poderá fazer como actriz ? "Pôr paninhos quentes em brigas de autora e realizador " Todos conhecem o sentido de humor da autora e da tranquilidade de Manuel de Oliveira . Todos sabem , diz a autora que a maioria dos diplomatas tentam resolver os grandes conflitos europeus e que ela seria muito melhor no cargo de Ministra dos Negócios Estrangeiros no actual governo de Pedro Passos de Coelho .




História de Arte

O Chefe tem sempre razão




Título da tese : Do cartaz de El generalíssimo à representação do Cavaleiro das trevas na Guerra Data da defesa : Por ele mesmo




Júri : Por ele mesmo e Professor doutor Não me interrompa se faz favor


A presente dissertação tem como objectivo analisar o cartaz de El generalissimo e a personagem do cavaleiro das Trevas . Ao longo de setenta anos o Chefe tem sempre razão foi coleccionando cartazes da falange espanhola e de cartazes do filme " A Guerra das estrelas " . Entre esses estudiosos estão o rapaz do condomínio do filme " A Comunidade " de Alexis de Iglésia que após ter conseguido encontrar uma mala cheia de dinheiro . Fez uma análise à história do seu país e num momento de transe escreveu para uma discoeca afirmando " lo tio Franco es El cabalero de las trebas " . É de salientar que o autor amante da houe music encontrou Franco como dj numa discoteca da moda sob o efeito de extasy . A tese será publicada sob a forma de hou se music com os efeitos música onde se houvem os comentários do júri ...." DJ Chefe "

sexta-feira, agosto 05, 2011

Autora : Rata Minie Pomposa de Leitão
Título da Tese: A política externa de Topogigio durante o governo de Mussolini em plena invasão à Etiopia
Data da defesa : 33 de Fevereiro de 1333
Doutoramento em Letras : História Contemporânea
Júri: Professor Doutor SApo Cocas (Universidade Marretas Sénior, arguente e orientador) Professor Doutor Pastel d Nata de Belém(presidente, co-orientador ,Universidade Pastelaria Suiça), Professora Doutora Ana Malhoa (Universidade Playboy)

Como definir a política externa do rato Mickey durante o período de governo de Mussolini? Enfiar areia pelos olhos dentro? Como é que um homem decide invadir um país que não tem meios próprios? Grande parte da disertação da tese de Rata Minie centra-se na comparação entre o período biografico do rato e de Mussolini .A vida imita a arte? OU a arte a vida? Desta forma a autora usou o livro de John Steinbeck para apresentar a sua tese. Definindo que ambos rato e Mussolini sairam dos EStados Unidos durante a grande depressão. Mussolini deixou a máquina de escrever e pensou que a Etiopia seria a Terra Média? Nas conclusões a autora apresentou em anexo o manuscrito que no futuro POrtugal seria alvo de atentados, onde a potencial vítima seria Durão Barroso. A autora foi dada como louca e deu entrada às vinte e horas e trinta minutos no Hospital Psiquitrico SEm Obras para Dirigir.

O crocodilo Danilo vivia no rio Nilo
Candidata : Menina da MataTítulo da dissertação : Recitação da música " O crocodilo Danilo vivia no rio Nilo "nas cerimónias de celebração da deusa Neit durante o reinado de Meritneit"
Data da defesa : 6 de Junho de 2006
Júri : Cão Piloto ( co-orientador e presidente , Universidade Boa Noite e Um Queijo ) , Arlete Méme Negra ( Universidade da Carrapeta, arguente) , Grão a Grão Enche a Galinha ao Papo ( Universidade a Galinha da Minha Vizinha é sempre Melhor do que a Minha, arguente), Professor Doutor Vai Chamar Pai a Outro ( orientador )
A recitação de canticos religiosos foram difundidos durante toda a história do Antigo Egipto. - afirma Menina da Mata que trouxe consigo o cão piloto. Na opinião da jovem Egipóloga Menina da Mata, a Conhecida música " O crocodilo Danilo vivia no rio Nilo " é sem sombra dedúvida usada para adormecer o crocodilo enquanto é amamentado pela sua mãe a deusa Neith . Menina da Mata descobriu então uma imagem do crocodilo a ser amamentado por um ser humano. A investigação deste trabalho gira à volta do mistério como pode Neith amamentar o seu filho.
Em 250 páginas Mata apresentou mais de 50 próteses mamárias roubadas por si própria quando fora Voluntária num hospital próximo da sua residência e que experimentou fazer isto mesmo no Jardim Zoológico de Lisboa.
- Os crocodilos não gostavam destas próteses achavam-nas demasiado moles. Perguntavam-me se eu tinha posado nua para a Penthouse ou para a Maxmen. Eu dizia-lhes que não, que tudo fazia parte de uma investigação para a minha dissertação de doutoramento.
Foi então que o meu co-orientador Cão da Mata me falou dos funis de plásticos usados por cães e gatos. Num dos últimos capítulos da tese Menina da mata usa como hipótese para a representação da cerimónia da deusa Neith um funil - mamário com MP-3 a três dimensões que fazia com que Sobeck visse o seu herói o crocodilo Danilo fosse apresentado na época como uma espécie de mascote réptil que evitasse que as amas de leite não fossem mordidas pelos dentes do crocodilo. A autora foi agraciada com o livro " Menina da Mata e o seu Cão Piloto " numa reedição Fax-símile ao qual justifica toda a recolha oral infantil em infantários. Por último a autora dedicou o trabalho ao cabeleireiro Danilo no Alice Studios que vive no Montijo. O grande amor da sua vida embora ele não saiba que ele exista.
Braunie Oliana Bundinha de Cachacha: Entre a Memória Oral e Culpa da Carochinha no Livro de Cozinha de Maria de Lurdes Modesto entre os Riscos de Coca

Autora : Braunie Oliana Bundinha de Cachacha
Júri: Professora Doutora Micas Cocha Rainha da Madragoa ( Universidade Portuga, presidente e orientadora) e Professora Doutora ILusão Òptica Marada de Chamon (Universidade da Carrapeta, arguente e orientadora), Macaco Adriano Cor de Burro Quando Foge (arguente, Universidade da Carrapeta)
Doutoramento: Letras ( História Contemporânera)

Data da Defesa: 66 de Fevereiro de 333

Na nova tendência da historiografia Braunie Oliana Bundiñha de Cachacha decidiu apresentar um volume curioso nas memórias orais das suas avós: A Memória Oral e Culpa de Carochinha .Na apresentação deste trabalho a autora dividiu-o entre a crença da inocência e a culpa da Carocinha (personagem Infantil que passa de heroína a vilã na obra de Monteiro Lobato) Braunie Oliana é descente em linha colateral da boneca Emília de Rabicó e definiu a Dona Caroca como uma possível criminosa nos atentados europeus para obter dinheiro para snifar Coca. No segundo capítulo e em jeito de confissão na esquadra de polícia são definidas as linhas mestras: Será carochinha a assassina de João Ratão? Acrescente-se que o livro de culinária de Maria de Lurdes Modesto foi apresentado como prova de venda de cocaína .No livro de memórias que Braunie Oliana escreveu afirmou "É uma forma de emagrecer , disse Carochinha.
Quinta-feira, Maio 20, 2010

Autor da dissertação : Bambi Macho Rosa Chiclete
Título da dissertação : O património económico do Doutor Caramujo nas Memórias de Emília no inquérito da Morte de Rabicó sob a investigação de Miss Marple
Especilidade: História do BrasilData da defesa : 30 /6/2009Júri: Professora Doutora Sandalinha Eu Te Amo (Universidade Sapatona à Moda Antiga) e Professora Doutora Ninguém Merece Isso (Universidade L´Oreal)

Miss Marple no Brasil ? Que provas tem Rabicó contra a sua mulher Emília de Rabicó? Que segredos traz o livro de Memórias de Emília que a tornem suspeita da morte do médico que lhe deu voz ? Estas são as questões iniciais de uma dissertação que faz o paralelo entre literatura comparada brasileira e inglesa.Bambi Macho Rosa Chilclete aponta casos semelhantes na literatura brasileira e inglesa .Carolina Nabuco e Daphne du Murrier? Grande parte dos especialistas brasileiros afirmam que existem semelhanças entre os romances " A Sucessora " que deu origem à novela da Globo ( 1978 ; exibida em POrtugal , Jan- Jun- 1985) e " Rebecca " (com adaptação cinematográfica de Alfred Hitchcock). Na segunda fase desta tese Bambi Macho desenvolveu uma biografia cor de Rosa ( sendo ele próprio editor da Revista Caras Brasil ) onde explora em 3456 páginas curiosidades do género: Houve um romance de amor entre Agatha Cristie e Monteiro Lobato ? Terá a escritora inglesa roubado a personagem de Miss Marple a Monteiro LObato ? Ou será Emília uma cópia de Miss Marple? SEria Monteiro LObato espírita? SEria o Doutor Caramujo do signo Caranguejo? E se for porque não participou ele nas duas versões de " O Astro "? Terá sido essa arazão da morte de Janette Clair? Na terceira parte deste trabalho o autor desenvolveu várias hipóteses até chegar ao título referente da tese O património Económico como móbil da dissertação incluídos no manuscrito onde Bambi reconhece o estilo literário dos dois escritores.
Nas conclusões Bambi Machado defendeu que Miss Marple não só passou uma temporada no Brasil , como também foi hipnotizada por Cuca julgando que esta era Dona Benta. Nas hipóteses apresentadas esteve presente dentro um membro da Academia Brasileira de Letras, Ellis Peters Murder Historical Books e Maria Teresa Horta( a autora do mega romance As luzes de Leonor). O autor não só ganhou uma medalha de mérito, mas também foi agraciado com o prémio Ellis Peters Historical Award 2011. Neste momento autor está em Londres onde irá receber 3000 libras.

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Uma história de vampiros diferente !

Há muito, muito tempo atrás no país da Pensilvânia havia um vampito mais estupido que eu conheci. Verdade seja dita que nunca entendi aqueles seres que só saiem à noite, e dormem num caixão com ar condicionado. Alguma coisa deve estra mal. Sim, porque geralmente todos os vampiros têm todos aquelas manias de não terem nenhumas manias. Apenas este decidira comer apenas Donuts. A bem da verdade, meus amigos. Este vampiro se fosse vivo havia de ter diabetes, ou se já não tinha…. Até a sua noiva , uma vampira de nobre condição social que só vestia do bom e do melhor, mas que pagava tudo com cartão de crédito, ou na melhor das hipóteses porque tudo o mundo fugia a sete pés , porque a menina viscondessa tinha os dentes todos podres. - Donuts Valproico. - Muito gosto, o meu nome é Necessidade Compulsiva. Sou vampira zumbie. Sou de uma linha nobre que não consegue morder pessoas em idade de abate para nos alimentar , só gosto de velhinhos e pessoas com os pés para cova. - Ai homem , não diga uma coisa dessas, está me a confundir com o rei dos Gnomos. Cruzes canhoto , mil vezes ir ao Corte Inglês aqueles saldos fantásticos onde os pobrezinhos que não têem onde cair mortos pagam tudo com cartão de crédito… - Isso quer dizer que você é uma daquelas tias que não tem onde cair morta? , perguntou Donuts Valproico (O vampiro ET). - Não, nada disso Senhor Valproico. Naqueles dias estava lá de férias o Vampiro Chefe 666 Cadeado Canino que lhe disse : - Isto assim não pode continuar uma vampira com dentes podres? Tens, mas é que tratar desses dentes. - Ai , isso é que não chefinho eu tenho tanto medo dos dentistas, eles são como nós, descobrem-nos a carapaça… E foi assim que a Viscondessa ficou a podre. Guardada numa parede, numa galeria de um consultório de dentista de vampiros para lhes mostrar como é que eles ficavam se não mordessem ninguém. É o que dá morder nas pessoas de idade. Ah! Ah! E assim eles ficaram dentados para sempre.

quinta-feira, agosto 04, 2011

Resumo das teses de Doutoramento na Universidade da Carrapeta

Cuca Não Mete Medo a Ninguém
Título da tese: “À procura da ilha de Caras de Walt Dysney na procissão religiosa dos tarados sexuais da Hatusa Dysney “
Doutoramento: Letras ( Hititologia )
Júri: Professor Doutor Servilhetas e Tortilhas Oviedo, co-orientadora e arguente (Andorra)
Professora Doutora O que fiz eu para merecer isto?, arguente , (Universidade da Carrapeta)
Data da defesa: 31 de Fevereiro de 2345 a.c .

Como é que Pinóquio passou férias naquela colónia de férias? Como é que ele pode ter sido enganado? A autora catalogou mais de 20 mil folhetos de agências de viagens hititas encontradas nas actuais imediações da sua gruta . Entre as figuras estão J. Barrie, Gepetto que procuraram Peter Pan e pinóquio que fez a sua primeira incursão nas eleições no País dos Brinquedos com o Palhaço Tiririca apelando ao voto dizendo " Pior que está não fica, vote no Tiririca ". Diante deste método turístico a autora apresnetou os maus tratos e a exploração pela imagens sexual dos bonecos onde os tarados ao comerem gelados ebolas de Berlim nas praias da ilha foram identificados como potenciais tarados sexuais. Eles contractavam pratos de programa estipulados nas viagens como punheta de bacalhau ,licor de merda e franco à maricas. Cuca não mete medo a ninguém identificou todos os tarados tais como Shereck , Homem de Gengibre estarão incluídos no Processo Casa Pia.

Capuchinho Vermelho Pará, Escuta e Olha
Título da tese: “Entre as pedras retiradas da barriga do Lobo Mau – Comparação entre o Mito de Hesíodo e a lenda de Kumarbi “(1999)
Júri: Professora Doutora Lilith Vai de Retro , orientadora e arguente(São Paulo) e Professor Doutor Pé de cabra Equivocado (Universidade Concluída depois do Crack 1929)
Data da defesa: 34 de Janeiro de 8902
Doutoramento: Letras (História da Comparada da Ciência e da Literatura, especialidade Hititologia)

A obesidade como estudo de caso, foi desenvolvida a partir de uma encomenda feita à Televendas por Capuchinho Vermelho. Porque teria o lobo tanta vontade de comer? Após a inscrição do lobo-mau ao programa " Peso Pesado " apresentado por Júlia pinheiro. O programa foi um fiasco, defendeu a autora porque o lobo comeu todos os participantes devido ao seu apetite voraz. Capuchinho Vermelho defendeu que o grande problema do Lobo Mau é ele ser bipolar e não fazer bem a medicação. Num anexo de 1500 páginas a autora apresentou todas as dietas seguidas pelo Lobo sob a oruientação do Doutor Hanibal Letter. A autora não encontrou qualquer indicação à Depuralina ou a Herbalife. A tese irá ser apresentada brevemente na Fnac Suborbios e será o Livro do Mês São Nunca à Trade e terá a edição de Obras de Santiingrácia.

quarta-feira, agosto 03, 2011

Receita Mesopotâmica *

Certamente estarão recordados do fime Julie and Julia com a Meryl Streep no papel de uma " tia " que decidiu ser cozinheira baseado num caso real. Saiu o livro e o filme não se fez esperar. A Chegou a vez de vos trazer uma receita numa apresentação feita em 2008 no extinto Café Experimental. Em breve há um capítulo de um jantar destes no Folhetim inserido no Projecto Sherazade...

Para 10 pessoas :
1,5 kg de pernil de ovelha
2 dentes de alho picados
2 xícaras de grão-de-bico
2 cebolas picadas
sal e pimenta do reino
cominho
hortelã
azeite de oliva

- corte a carne em cubos e tempre com sal, pimenta, alho e cominho.
- deixe o grão de bico de molho em água por 8h
- cozinhe o grão de bico até que fique macio
- refogue a cebola em azeite de oliva
- refogue a carne em um pouco de óleo
- quando estiver dourada, abaixe o fogo e deixe cozinhando por 1h ou até que a carne fique bem macia
- se necessário acrescente um pouco de água no cozido
- quando estiver quase pronto acrescente o grão de bico e as cebolas
- acerte os temperos e sirva decorado com as folhas de hortelã

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salada de rúcula para 6 pessoas :
1 pacote grande de rúcula
200gr de cogumelos
400gr de camarões pequenos

* A equipa de Tertuliando agradece à querida amiga Kátia POzzer pelo envio das receitas .

Viagem ao Oriente através de Eça e Pessanha ( segunda Parte )*

Se recuarmos aos anos 80 do século XIX deparam-se-nos duas obras: O Mandarim e a Relíquia em que o mítico e o fantástico, o simbólico e o alegórico, se combinam com essa permanente tendência para o exercício da crítica de costumes.
N’O Mandarim prepassa alguma coisa da vida social lisboeta: a pensão da D. Augusta , a vida monótona de Teodoro. O facto porém, é que a novela aposta mais na moralização do que na crítica social propriamente dita, assim traduzindo, no plano da ficção, o que num prólogo dialogado se anunciava o culto sóbrio da fantasia, de mistura com “uma moralidade discreta”. Na obra em apreço é o próprio herói que relata os seus dissabores: tendo sido misteriosamente contemplado com uma herança fabulosa, Teodoro troca a sua existência modesta por uma vida de nababo; mas ao mesmo tempo, vê a sua tranquilidade burguesa ser sacrificada pela erupção de um remorso atroz, que o obriga a viajar para China para tentar devolvera fortuna legada.
Assim, Eça procura estabelecer nos pretextos das informações da estrutura narrativa que adoptara, bem como a orientaçãoa leitura da ficção, talvez com a acertada impressão de que os seus leitores poderiam estranhar a “fantasia”, que se encontara publicada no texto que vinha a lume, logo depois das histórias realistas. Desta forma a análise apontada por Michel Onfray numa leitura em que se procura viajar através da literatura onde se estabelece uma opinião etnocêntrica de um europeu.
Na nossa opinião não podemos considerar que possa existir realismo mágico n’O Mandarim de Eça de Queirós. Como afirma A. M. Campos , o Mandarim traduz tão só nesta obra uma forma satírica. Coimbra Martins dedicou ao Mandarim um exaustivo estudo nos Estudos Queirozianos, procurando diluir as múltiplas formas que Eça se baseia. A farsa Queirosiana baseia-se nos reflexos do autor e verdade, enquanto caricatura.
Ao escolhermos Camilo Pessanha como autor onde expõe a sua visão sobre o oriente e a imagem de decadência nacional sobre os acontecimentos a partir de 1890. Assim sendo Camilo Pessanha, figura da poesia singular portuguesa do início do século XX, é considerado o maior poeta simbolista. Inserindo este poeta no seu tempo, Camilo Pessanha destacou-se no meio literário português, pontuou-se entre a sua actividade de professor e jurista. Dessa mesma forma o Oriente em Camilo Pessanha existe a partir da ideia básica do exílio, funcionando como um vago meio de expressão para atingir um objectivo bem preciso: o da criação poética que lhe vai servir para exprimir o que já em Portugal o obcecava, uma decadência histórica de Portugal, consciência filtrada por uma sensibilidade e uma inteligência que souberam captar o elemento mais puro da poesia simbolista europeia.

* A primeira parte deste trabalho foi publicada ontem neste mesmo blogue

A visão do Oriente na literatura Portuguesa por Eça e Pessanha

Terminamos hoje aqui a nossa viagem sobre o Oriente de Eça e Pessanha . Pedimos desculpa pelos erros ortográficos , ainda não nos habituamos às mudanças orto-geográficas . As nossas desculpas .


O nosso interesse pela literatura e a sua temática pelo império levou-nos a traçar o percurso da literatura da viagens feitas pelos escritores que tivessem viajado ou que pelo menos estivessem num determinado posto diplomático. A nossa atenção centrou-se logo por dois autores portugueses, Eça de Queirós e Camilo Pessanha. Como é que se poscionam ou olham para esses luagres exóticos? Ou na melhor das hipóteses poderiam ter estado mesmo nesses locais que referem nas suas obras de ficção, escritas na época para os jornais como forma de fazer vender e lançá-los para a fama? Mas não era o caso dos nossos biografados, pelo menos de Eça. Imbuídos com a égide do pós colonialismo de estudos do orientalismo de Edward Said, ou mesmo até uma Geografia Poética da Viagem que nos alertam para a procura de um género nascido pelos antigos pastores bíblicos expulsos do paraíso. Mas viajar é muito mais do que isso, viajar é penetrar dentro de outro universo que faz com que os seus leitores penetrem num universo mágico. Será então Eça de Queirós o percursor de Realismo Mágico? Onde seres sobrenaturais entram na vida de uma pessoa e convivem com ela, e que as suas próprias viagens sejam elas estados de alma ou penetrem dentro da nossa essência passando noutros séculos ou fazendo viagens de um lugar para o outro, ou ainda neste caso seria possível uma simples sineta matar um mandarim? Seria esse o propósito de Eça ou quereria ele parodiar um determinado tema usando o género de literatura de viagens? Já outros autores comparam o ínicio da Relíquia como a introdução da obra de Garrett? Será então esse o tema de viagem que Eça quer dar aos seus leitores?
Para confirmarmos esta teoria socorremos da opinião da queirosiana Elena Losada Soler: “A antiga imagem do homem viator que maior viagem que a própria vida! Sobrepõem-no no Romantismo outras características . Entre elas, a e que a viagem deve ser solitária para ser mais amplamente iniciática. De facto, quando viajamos, mesmo acompanhados estamos sós , porque as emoções e a simpressões suscitadas pela viagem são individuais e apenas minimamente transmítiveis#. Viajar é aprender e o viajante volta diferente a si próprio,como afirma Eduardo Subirts: ‘La experiencia del viagem coincide de la pérdida de la identidad’O viajante moderno – não o turista que é outra espécie -,é o errático navegador (porque a viagen romântica é por mar ) em busca de uma Ítaca inexistente. No fim do século XIX essa viagem romântica ressurge nos simbolistas e decadentistas quase com a mesma filosofia, mas com o itenerário levemente alterado.
Enquadramento histórico
O olhar europeu sobre os povos extra-europeus alimentou-se em larga medida, em “campos de observação” e com recurso a uma ferramenta criada pelas práticas coloniais. É certo que diversos autores portugueses da segunda metade de oitocentos e princípios do século passado, se sentiram atraídos pelas culturas orientais em ópticas que nem sempre se ajustaram ao ponto de vista desses poderes coloniais. A posição crítica de Eça de Queirós relativamente ao colonialismo inglês no Egipto – o orientalismo de Eça é aliás idealizado a partir de uma viagem ao Próximo Oriente no tempo da sua juventude e traduz-se frequentemente em juízos etnocêntricos, desfavoráveis em relação às civilizações islâmicas, ou ainda nos mundos diversos com as vivências no Extremo Oriente (China e Japão) que se apresentam nas obras de Camilo Pessanha# .
No final do século XIX, face ao declínio dos sistema antigo e a entrada de uma nova estética literária. A nova fase artística estava interiorrizada naquela a que a precedeu. O naturalismo tendia então a corrigir “as estravagâncias imaginativas e sentimentais do romantismo”.
Procurava-se então submeter a realidade objectiva, não só retirar todo o idealismo da existncia sensível. Estes exageros começavam a enfraquecer, onde se procurava traduzir na conquista da verdade pela arte, na descoberta de factos humanos, dado que havia necessidade de disciplinar a inteligência. O naturalismo fazia-se antes através da descrição das realidades humanas, dando primazia a uns temas, deixando de lado outros. A estética naturalista traçou então uma evolução na literatura nacional, experimentando neles pura e simplesmente o declínio do naturalismo. Em primeiro lugar, o despontar da literatura simbólica, cheia de espiritualidade e idealism, pôs em circulação uma concepção do homem, onde a suas energias inferiores superavam as superiores, dado que o instinto primava sobre a razão. A vida moral é incompreendida, onde a mentalidade naturalista é demasiado obcecada pelas pretensões do cientismo, acreditando no apocalipse da arte, levando ao protesto vários pensadores e críticos #.
E é neste ponto que iremos ser recebidos por Eça de Queirós e a lírica apocaplítica e decadentista de Camilo Pessanha .
Denúncia ao imperialismo Britânico
As Cartas de Inglaterra ancoram-se na exploração de um único caso de apreensão e julgamento de uma mesma realidade. Se de um lado, os textos das cartas dão conta desses processos de apreensão e julgamento de uma mesma realidade, sem dúvida que estas suscitam limitadas bases de reflexão, pelas diferentes possibilidades, formas e níveis de observação do jornalista. Nas Cartas de Inglaterra podemos inicialmente distinguir aquelas que focalizam os aspectos políticos da vida inglesa e as de cunho nitidamente político. Nestas, a crítica severa ao imperialismo ocupa uma posição de primeira plano, quer qualitativo, quer quantitativo: a invasão do Afeganistão, a campanha do Egipto, a questão Irlandesa, pautas da actualidade são integradas dentro do contexto amplo da orientação de política externa seguida então pela Inglaterra. A denúncia do imperalismo está claramente evidente na primeira das cartas, quando considera sarcasticamente as medidas que se pronunciavam para abafar a possível insurreição irlandesa, como as fatais necessidades de um grande império#.
Que “bagagem literária” para um Oriente Queirosiano ?
Que bagagem literária levava Eça para a sua grande viagem? Fontes, são claro francesas. Entre outras possíveis a Constantinople de Théphile Gautier (1855) e talvez também o romance Le roman de la momie, o Voyage en Orient de Gérard de Nerval (1851), a viagem foi feita em 1843, e Le Nil, Égypte et Nubie de Maxime du Camp (1854) crónica de viagem que fez com Gustav Flaubert entre 1849-1851.
Como afirma Michel Orfay em Teoria da Viagem toda a viagem inicia-se geralmente numa biblioteca#, numa agência de viagens ou pura e simplesmente em revistas de viagens. Mas em pleno século XIX que meios teriam se não os autores que quisessem escrever ou visitar um país distante, exótico e conhecido , não fora por acaso que este seu livro O Mandarim apresentado ainda em vida sem o seu conhecimento, Oliveira Martins envia uma cópia do Mandarim para uma revista francesa onde costumava celebrar, a Revue Universelle Internacionalle, de Paris. Na nota apresentada no livro de Maria Filomena Mónica esta tradução francesa não foi famosa, pois foi redigida uma tradução tão má, que na maior parte dos casos os franceses e estrangeiros preferiam pagar do seu próprio bolso as traduções a preços astronómicos#.
Na obra mágica em análise O Mandarim rejeita todos os seus elementos clássicos paar se apropriar de um Fausto mais “trapalhão” onde se põe toda a liberdade literária do escritor. Não queira dizer que ele se tenha aproopriado de Goethe ou mesmo até de Thomas Maan , mas antes de tudo que a maior parte das fontes usadas para escrever este mesmo romance fantástico foram obras como Peter Schlemeil de Adelbert von Chamiso#.
Neste sentido Michel Onfrray chama a atenção para o desejo da viagem. Aqui colocamos Eça como um turista/escritor que se predispõe a eleger um destino não só para cumprir uma crítica do seu próprio país, sobre o Portugal Constitucionalista, as próprias alterações políticas face ao rotativismo vigente na época#.
A viagem começa numa biblioteca ou numa livraria. A riqueza de uma viagem necessita, antes de mais, a densidade de uma preparação da mesma forma que nos expomos a experiências espirituais convida a alma à abertura, ao acolhimento#. Nesse sentido Eça durante as férias pesquisou numa biblioteca sobre os temas orientais para escrever o seu romanceno nos temoos livres.
A leitura age como um rito iniciático, revela uma mística pagã. O aumenmto do desejo culmina num prazer requisitado. Em que momento começou realmente a viagem? Na vontade, no desejo, é claro, na leitura, tudo isto define o projecto dessa viagem literária#.
Animação turística satânica ?
Primeira Paragem : O Mandarim
Como temos visto não foi fácil de qualquer forma seguir a famosa campainha e a sua posição estratégica. Como impulsionar a sua vontade a um homem que apenas desejaria ficar com o dinheiro daquele que morrera? Não, Teodoro não queria apenas isso ele queria ir a outros locais, ter um estilo de vida que nunca tivera. Portanto qual será então a melhor forma de começar ? Senão desejar a morte de alguém por um folheto? E é aqui que começa a nossa viagem. A partir da Feira da Ladra, a partir do desejo de uma outra transformação pessoal. O Mandarim é um conto no qual Eça de Queirós abandona “a preocupação naturalista” que segundo ele mesmo serviu para distrair o espírito .
Se nas palavras do filósofo francês o princípio de uma viagem inicia-se com o seu desejo, é aqui na obra de Eça que ela prepara todo o seu cenário quer através de escolher um destino. E esse destino remete-nos para um espaço fictício através da narração de Teodoro.
Estando o lisboeta Teodoro a ler uma obra que comprara na Feira da Ladra, toma conhecimento de que, no fundo da China, existia um mandarim “mais rico que todos os reis de que a fábula ou a História contam”, cuja fortuna poderia ser sua, caso ele tocasse uma camapinha aparecia, enquanto uma “voz insinuante e metálica”, a do Diabo, o convidava a usá-la. Teodoro gostava de se rico, mas também apreciava a rotina da vida pequeno-burguesa, a escolha não era simples, “A vida humilde tem doçuras: é grato, numa manhã de sol alegre, com o guardanapo ao pescoço, diante do bife da grelha, desdobrar o Diário de Notícias; pelas tardes de Verão, nos bancos gratuitos do passeio, gozam-se a suavidades do ídilio; é saboroso, à noite no Martinho, sorvendo aos golos um café, ouvir os verbosos injuriar a pátria”. Mas a expectativa do pecúlio acabou por o vencer. Todos os hóspedes ouviram o tinido da campainha, nas estepes chinesas, Ti-Chin-Fu morria.
E vos quereis também ouvir o tinir da campinha para nos seguirdes? Poderia nos questionar o próprio Diabo Queiroziano impulsionador de desejos, cobrador de almas, este Diabo é quase tão mordaz e irónico como Eça. Satanás é desta forma o nosso guia que nos levará à ascenção e queda de Teodoro, quase numa posição de remissão e culpa vista na literatura cristã. Será este o propósito? Ou será para criticar os costumes daquele mandarim que sucumbiu ao dar um suspiro a milhares de quilómetros de Lisboa?
A capainha é objecto mediador que atesta uma verdade inequívoca, por ser campainha, tirar a vida de um desconhecido. O objectivo mediador, também, na literatura fantástica, está intimamente ligado à passagem de uma dimensão a outra. O facto de ser uma conquista é também uma mediação de um mundo para o outro, da cultura europeia para a asiática (que iremos abordar seguidamente).
O escritor persegue com o mesmo tom discursivo, enfantizando as indicações que fizera um primeiro paratexto, ou seja, advertir, orientar e precaver o público leitor acerca dos sentidos que o texto poderia representar, levando em consideração a estética naturalista que vigorava e da qual era muito próximo.
Continuando a ideia de Michel Onfray sobre a viagem, como devemos nós lidar a embreaguez induzida pela viagem? Escrever? Tomar notas? Desenhar? Enviar cartas? E, se for o caso, breves ou longas? Pelos postais? Fotografar? Transportar consigo cadernos de couro?.
O Mandarim possui a particularidade que não se pode deixar de mencionar quandonão se pode deixar de mencionar quando se empreende qualquer tipo de análise sobre a história: o livro tem dois pretextos um prólogo e uma carta-prefácio que são importantes complementos para a sua compreensão. O prólogo fora publicado com o texto quando veio a lume a carta prefácio que Eça escreveu ao editor da Revue Universelle Interntionale, periódico francês que costumava colaborar em 1884, por volta da publicação de O Mandarim na França e somente seria um complemento.
A conciliação entre a maneira realista de narrar a realidade entremeada com o aparecimento de elementos ligados ao campo da fantasia, será seguida por Eça de Queirós na Carta Prefácio “A propos du mandarim, lettre que aurait du être un preface".
Depois desta previsão literária e um desejo de fazer uma viagem pelo Oriente e pela China vistos sob o ponto de vista de Eça, podemos agora ver se houve um Oriente ou vários através do nosso ponto de vista.
Oriente ou vários orientes de Eça de Queirós ?
Iniciando agora a análise deste “mito do oriente” na obra de Eça de Queirós, começaremos agora pelos comentários das crónicas jornalistísticas e livros de viagens. Veremos depois como a experiência real se litearaturizou nos textos de ficção. Os quatro folhetins “De Port Said a Suez” são a consequência mais imediata da viagem e a sua justificação, como correspondente do Diário de Notícias. Foram publicados em Janeiro de 1870, no regresso da viagem e reproduzidos postumamente no volume Notas Contemporâneas. Essas mesmas crónicas foram sem dúvida uma aprendizagem de Eça de Queirós no realismo. A sua tarefa de jornalista. que deve ser testemunha realista e imparcial, levou-o a um novo mundo estético, cheio de exotismo, é certo, mas libertado dos “abutres” do romantismo tardio das Prosas Bárbaras. Eça de Queirós serve-se do orientalismo oitocentista num plano de escrita bem diferente, assim lemos O Mandarim ( 1.ª edição em livro, em 1881), sendo a sua primeira versão publicada no Diário de Portugal (1880), como exemplo flagrante desse culto orientalista “à la mode de fantasie”.
Eça utilizou a fantasia do exotismo oriental num modo para melhor caricaturar o espírito português. E, ao longo do texto, esta intenção confirma-se abundantemente, sendo por outro lado, utilizado o discurso exótico para exprimir por contraste o doloroso sentimento de exílio do português no estrangeiro e a obcessão que o narrador tem por esse mesmo exotismo. Mas se essa mesma curiosidade orientalista de Eça já se manifestara durante a sua viagem ao Egipto, da qual resultou a colectânea notas de viagem ao Egipto .
O Cairo que Eça visitou, com as suas mais de 300.000 aldeias (fora as outras 30.000 populações flutuantes “que vem, compra, fuma, reza e volta para o seu dromedário e nas suas caravanas”#.
Pela introdução de “O Egipto - Notas de Viagem “verifica-se que os dois jovens que partiram de Lisboa a 23 de Outubro de 1869, após o que “chegou a Alexandria a 5 de Novembro, depois de terem parado em Cádis, Gibraltar e Malta. Em Alexandria pouco se demoraram, seguindo logo para o Cairo, onde estabeleceram o seu quartel general, no sumptuoso Sheperd’s Hotel. Daí irradiam: visitam Heliopólis, as pirâmides de Guiza, os templos de Sakara e as ruínas de Mênfis”.
Os jornais do Cairo anunciam a presença do Conde de Rezende e Eça numa linguagem sonante e espalhafatosa “Le conte de Rezende, grand amirat du Portuugal et chevalier de Queiros.
O Egipto de Eça de Queirós é em grande parte, a descrição do país visitado naquele ano de 1869, o Egipto muçulmano “romântico”, terra dos califas das mesquitas, dos pachás, cadis, ulemas, derviches, felás. As passagens da obra onde Eça aborda a temática farónica, quer evocando personagens históricas, quer a vida das populações do Antigo Egipto, os deuses e os vestígios monumentais, distribuem-se de Alexandria ao Cairo:
1 – Alexandria – Visita à Coluna de Pompeu e às chamadas “Agulhas de Cleópatra”
2- O Delta de onde nos recordamos logo da célebre frase de Heródoto “O Nilo é um dom do Egipto”
Eça tece considerações sobre o Egipto contemporâneo qur observando semelhanças entre as populações rurais (fellahs)e as figuras representadas nos baixos relevos faraónicos. No Cairo,Eça contempla ainda o Museu de Bulak e o seu encontro com o egiptólogo Mariette na Ópera.
Assim, e da recolha das grandes linhas em que assenta a visão queirosiana do Egipto faraónico, resultam quatro zonas historicamente milenares, qualquer delas remontam aos primórdios da monarquia das duas terras: Heliopólis (a Inu do templo de Ré, do obelisco de Sensértico), Guiza (das Pirâmides e da Esfínge), Sakara (o complexo de Hórus Netjerisket Djoser, o Serapeum e Mênfis, a cidade do Livro Branco, a cidade de Ptah).
A China de O Mandarim é apresentada como um espaço fictício através da narração da personagem. Como verificamos anteriormente a trama é iniciada pelo Diabo que faz com que Teodorico herde uma fortuna de um mandarim chinês, baste que ele toque numa campainha. Ora, é aqui que chamo a atenção, Eça abandona a sua pretensão naturalista de mostrar uma realidade .
Poderemos aqui questionar se a China que é representada n’O Mandarim corresponderia à realidade? Poderemos considerar que este Mandarim corresponde a uma fantasia, um desejo de olhar para um mundo exótico. Daí, podermos comentar sobre a utopia de um posicionamento sem lugar real.
Camilo Pessanha :
Convém situar Camilo Pessanha no meio literário português. Por volta de 1880, Cesário Verde escreve o seu poema mais conhecido: “O Sentido dum Ocidental”, e em 1889, publicaram-se em Coimbra as revistas que divulgam os princípios do Decadentismo e do Simbolismo, a Boémia Nova e os Insubmissos. Em 1890, Eugénio de Castro e Camilo Pessanha têm contactos com nefelibatas , fortmados no Porto por António Nobre, Alberto de Oliveira, Júlio e Raul Brandão. Há quem defenda que o simbolismo decorre directamente das correntes literárias que precederam Pessanha através do Romantismo e do Parnasianismo, pois assenta numa mesma tradição poética que tem como finalidade a arte enquanto conceito cada vez mais amplo de realização.
O Ultimatum de 1890 será a machada final naquilo em que Pessanha ainda possa acreditar no império português, e é com essa finalidade que surge o poema “Clepsidra”. De onde surge um passado nostálgico de um tempo onde o império português não fora abalado pelas circunstâncias políticas e diplomáticas que levará Portugal a desagregar-se.
Camilo de Almeida Pessanha nasceu em Coimbra em 1867 e faleceu em Macau em 1926. Descendendia da linhagem dos Pessanhas, almirantes do Reino, mas nasce como primeiro dos cinco filhos ilegítimos do pai magistrado. Camilo ficará para sempre marcado pelo sacríficio da mãe e pelo aviltamento da vida familiqar (poço de miséria e dor). Em 1891 forma-se em Direito em Coimbra, e três anos depois parte para Macau, como professor de liceu, onde conhece Wenceslau de Moraes. Em 1900 Pessanha assume o cargo de conservador do Registo Predial de Macau. Regressa à metrópole onde permanecerá um ano. Quanto à sua vida privada é marcada pelo vício de abulia, pelo vício do ópio e pelo amor à arte.
A admiração por Pessanha pela civilização chinesa remonta à sua juventude, muito antes de embracar para Macau, na linha, aliás, de outros conceItuados escritores como Camões, Fernão Mendes Pinto e Eça de Queirós.
Nos ensaios em que contempla a estética e a literatura chinesa, Camilo Pessanha utiliza uma metodologia socrática, equacionado os problemas em causa e exprimindo em seguida, dialecticamente, a sua opinião. O estudo em que Camilo Pessanha elaborou para prefaciar o livro do médico Morais Palha sobre a China, ao contrário do que pensam alguns teóricos, não colide com a franca adesão e a empatia que sentia pela civilização chinesa #.
Coincidiu com a chegada de Camilo Pessanha ao Oriente o começar a acumular, meticuloso e sistemático, da sua colecção de arte chinesa. Remonta a essa época a sua colaboração com Lourenço Pereira Marques na recolha de uma colecção etnográfica que constitui muito provavelmente, a pimeira do género enviada para Portugal para enriqucer o património da Sociedade de Geografia de Lisboa.
Nalguns poemas de Clepsidra, o sentimento da decadência da nação portuguesa também surge relacionado à degradação íntima do “Eu”. Em Camilo Pessanha o destino do sujeito poético não pode ser totalmente identificado de forma tão marcada com o da nação. Os dois poemas são singulares no conjunto da obra de Pessanha, por um lado, por fazerem sobressair a voz colectiva e um “nós“ em oposição às inumeras referências ao “Eu” individual. A maior parte das composições de Clepsidra evidência ainda que subtil vontade, como tentativa de sair da situação de crise, expressa na invocação de S. Gabriel. Não é por acaso que os poemas que tratam de barcos, sem dúvida como pequenas e frágeis embarcações, sem controlo sobre a sua vida e destino, sujeitos às inconstâncias de vida e de tempo.

O oriente português aos olhos de Eça e Pessanha

Edward Said afirmou que o Oriente era uma invenção do Ocidente. Foi desta forma que optámos também estudar, como é que os escritores olharam para o Império nos seus romances de ficção. Esse foi um dos aspectos que nos levou a seguir a viagem para Oriente empreendida por dois escritores portugueses: Camilo Pessanha e Eça de Queirós.
Ao mesmo tempo fomos ao reencontro de personagens ou caminhos deixados nos seus escritose que são a essência do espírito da época. Por ser um tema pouco explorado como tema de investigação partimos desde logo para os romances de cariz oriental como é o caso do Eça e para a poesia do Camilo Pessanha.
Quais são as fontes para o estudo? Romances, jornais, crónicas ou pura e simplesmente desvaneios de vaidade dos dois autores? Ou uma simples moda de época e de espírito?
A entrada “Mandarim” no Dicionário Eça de Queirós reponde muito bem à nossa questão, “O Mandarim, novela de carácter fantástico que Eça escreveu durante umas férias em Angers para o Diário de Portugal por ter falhado a entrega d’ Os Maias que se comprometera a publicar nesse mesmo periódico. Veio assim O Mandarim compensar a falta ao prometido”.
Ao que parece esta obra surge não só pela via das circunstâncias de um contrato, mas também uma especie de moda.
Decidimos explorar o Dicionário de Literatura, e o Dicionário do Eça, para o caso da “Relíquia” seguimos as análises de Luís Manuel Araújo, autor incontornável para quem decida estudar a viagem de Eça pelo Egipto.
O que não faltam são estudos sobre esta viagem e sobre o orientalismo de Eça no Egipto, quer em Portugal, quer no Brasil, onde já se encontram estudos dentro desta temática orientalizante. Ao mesmo tempo que não existem estudos sobre o “Mandarim”.
O nosso interesse por estas duas obras demarcam não só pelo tom satírico, mas ao mesmo tempo uma crítica acentuada à Igreja e um abandono a tudo aquilo que Eça fizera durante muito tempo: descrever a realidade portuguesa. Seguindo Maria Filomena Mónica é, desde já, nossa convicção seguir esta demanda pelo mafarrico queiroziano.
“À menor oportunidade o artista desertava da realidade: Eis a razão pela qual, mesmo após o naturalismo, nós ainda escrevemos contos fantásticos, dos verdadeiros, daqueles pelos quais aparecem fantasmas e em que podemos encontrar ao canto da página o Diabo, esse terror delicioso da nossa infância católica. Eça vinga-se das horas passadas com o conselheiro Acácio”.
Embora Eça o demonstre na história de Teodorico Raposo (“Relíquia”), n’O Mandarim já demonstra uma clara mudança de estilo ou mesmo, é o percursor de um outro género literário ou antecipa o estilo em que os escritores latino-americanos narram uma realidade para lá do tempo inexistente ou quem sabe até surreal, independente desse movimento claro que rompe com todas as convenções. Eça inscreve-se como o "Thomas Mann português criando um Fausto lusitano".
Aos amantes do Oriente e oriundos de outros ambientes, decidimos seguir talvez um demónio queiroziano. Sendo ele um viajante invulgar, impulsionador de desejos, ordens e cobrador de almas. O Diabo é desta forma nosso mais ilustre guia que nos fez seguir pelos quatro cantos do mundo para procurar a famosa campainha e o famoso Mandarim. Alguns autores afirmam que Eça não terá visitado Macau, mas apenas leu algumas dessas obras que lhe dão a cor e o desenho às imagens que vimos nos seus romances orientais. Será então “O Mandarim” um romance de viagens ou uma comédia de costumes? Siga-nos então nesta viagem nos próximos dias . Aguardamos por vós. Façam já as vossas reservas através da Agência de Viagens: Cobrador de Mandarins...

terça-feira, agosto 02, 2011

Miss Pigui Lavanda Moscatel

Autor : Miss Pigui Lavanda Moscatel
Título da tese : A epopeia dos animais fugidos do jardim zoológico para a selva de Madagascar
Doutoramento: Letras ( História da Expansão e Descobrimentos )
Data da defesa : 29 de fevereiro de 2012

Júri: Professor Doutor Estou-me a Fazer entender (Call Center Despede Toda a Gente, arguente e orientador ) e Professora Doutora Loira Heiken ( Universidade Kinder Surpresa )

A tese consta de um trabalho de campo durante um ano com os animais presos em jaulas .Pigui Lavanda Moscatel apresentou uma hierrquia escravocrata apresentando semelhanças com os reality -shows . Os animais eram estudados pelos seus tratadores que os preparavam numa série de provas , como rugir , dançar no gelo , ou pura e simplesmente comer batatas fritas Macdonald . A epopeia dos animais deu-se com a ante-estreia do filme Madagascar . Pigui Lavanda Moscatel comparou o filme com a " Expressão Ventos da Mudança " e "O último a sair" da RTP. Os animais reconheceram em Roberto Leal como a sua pomba africana .

Vicky Cristina Barcelona

Autora: Vicky Cristina Barcelona

Título da Dissertação: A descoberta do medicamento através dos tiques da deusa Kalli durante o governo de Afonso de Albuquerque
Doutoramento: Letras ( História da Expansão e dos Descobrimentos
Data da defesa: 16 de Março de 2960
Júri: Professor Doutor Nunca se fia a menores de 95 anos acompanhados pelos seus avós (Universidade Marreta Senior, arguente e orientador), Professora Doutora Nunca Fales com Estranhos (Universidade Todo o Cuidado é pouco ,co-orientadora e arguente), Woddy Allen (orientador ,e presidente)

Teria a deusa Kalli Alseimer ? Ou sofreria de Tiques ? Teria sido ela Hamlet travestido no filme a "Paixão de Shakeaspeare" ? Estas duas questões foram o cerne da investigação de vicky Cristina Barcelona durante mais de mil anos . Numa época em que se comemora a invasão da Índia às antigas colónias portuguesas . Depois de passar um milénio na Europa , América e noutros países foi a vez de Woddy Allen filmar um dos seus maiores filmes
" O colar de ossos na mala de uma viúva ".
Nas primeiras páginas da tese a autora apresenta os estilos da deusa Kalli durante o governo de Afonso de Albuquerque , na segunda parte todo o cenário da época e a farmacopeia para os tremeliques da deusa foram usados nas boticas dagrande metrópole.Na apresentação do filme de hora e meia a actriz e trigésima sétima filha e ex-mulher do realizador apresentou uma ligação da série da BBC " Doutor WHO " com Bolywood , " Caminho das Ìndias " e o filme " Poderosa Afrodite " que deram o mote para a mega-produção de Woddy Allen . Acrescente-se que nos último milénio a fita do realizador deixou as lojas de vídeo para apresentar a sua dissertação de doutoramento .

Na conclusão da tese , Vicky Cristina Barcelona apresentou uma cena de amor entre a psicopata Ivone da telenovela " Caminho das Ìndias " e o famoso terrorista norueguês, Anders Brevik saído recentemente da penitenciária casaram segundo o altar da deusa Kalli . Coisa nunca antes vista .

O que fiz eu para merecer isto?

Autor: O que fiz eu para merecer isto?
Título da tese: O modelo nacionalista de Spartakus em Vila Moleza na formação de Robi Reles para a fundamentação dos Discursos de Salazar?

Data da Defesa : 28 / 5/1925

Júri: Professor Doutor Nâo me interrompa se faz favor (UNiversidade da Carrapeta, presidente e orientador), Professora Doutora Ainda Saraiva de Canela ( Universidade Ainda Bem que Já Morreste, arguente e orientadora), Macaco Adriano Cor de Burro Quando Foge (arguente, Universidade da Carrapeta)

Como definir um modelo nacionalista no Universo infantil O Doutor O que fiz eu para merece risto apresentou uma tese que segundo ele lhe foi sugerida, isto é, que foi feita contra a sua vontade. Só o título da tese já de si é tendencioso porque apresenta características nacionalistas onde Spartakus é identificado como Rolão Preto e Robi Reles com Adolfo Hitler. Na opiniâo do autor"Vila Moleza é de certa forma a representação a aldeia mais portuguesa de Portugal. È de salientar, que o atentado norueguês foi inspirado na série a Vila Moleza." Centrando-se na questão do desporto, a autora apresenta as semelhanças entre todas as aldeias da Europa durante o período de 33-45. Só Robi Reles fugiu para Portugal enriquecendo com os doces desportivos que vendeu à Mocidade Portuguesa. O autor foi agraciado com a Pasta Medicional Couto e o Restaurador Aulex para ficar igual a Abel Xavier, ou melhor Faisal.