fanzine Tertuliando (On-line)

Este "blog" é a versão "on-line" da fanzine "Tertuliando", publicada pela Casa Comum das Tertúlias. Aqui serão publicados: artigos de opinião, as conclusões/reflexões das nossas actividades: tertúlias, exposições, concertos, declamação de poesia, comunidades de leitores, cursos livres, apresentação de livros, de revistas, de fanzines... Fundador e Director: Luís Norberto Lourenço. Local: Castelo Branco. Desde 5 de Outubro de 2005. ISSN: 1646-7922 (versão impressa)

domingo, dezembro 04, 2016

Registo de doutoramento da universidade da Carrapeta


  Todos  nós sabemos um dia  que  a  vida não dura mais que uns  míseros  oitenta anos no máximo , e quando   temos essa perceção olhamos  a morte ,como um dado  adquirido e uma  forma de vermos os  outros como iguais , talvez por isso os antigos egípcios ,sumérios , hititas , pais de toda a civilização que continuamos e por formulas estranhas como divindades extraterrestres ...
Tornamos a história contemporânea , mais  chata que  filmes de Manoel de Oliveira e   livros de António Lobo Antunes . 

Não entendemos a ponta de um corno da  vida , mas  achamos o máximo as notas de rodapé , e  olhamos  com desprezo as pessoas que são felizes , ou  que na realidade  fazem  de tudo para mostrar que são felizes .

Desprezamos completamente  as pessoas  que  por vias das dúvidas estudam  em centros de formação , e que  por algum motivo querem  apresentar  um trabalho de pesquisa  saudável , outras pessoas   que se acham dignas da verdade científica  que  por alguma razão se sentem donas de um tesouro científico que  não lhes pertence , mas que ao mesmo tempo são alpinistas científicos , pois  já terminaram os seus estudos  e que  agora não pretendem  estudar mais , pois  já o  fizeram  antes e agora esses alunos seus  lhes permitem pagar os seus  salários , contas da luz , e os restantes membros da família . Esquecem que  são na realidade  tão ignorantes ou estúpidos que os seus alunos , eles recusam-se a fazer ou a investir noutras áreas de estudos , ou mesmo que os  seus mestrandos ou  doutorandos lhes apresentem  um resultado diferentes daqueles que  eles profetizaram daqueles alunos que eles  viram como os novos messias da investigação científica , admiram-se que as novas gerações se recusem a ler em francês , inglês , ou espanhol , ou mesmo na sua língua materna .
Preferem sebentas do professor ou mesmo os apontamentos dos colegas , depois quando  surgem pessoas  que nada têm  a ver  com as áreas académicas vomitam impropérios ... escarneiam as pessoas que não são os pensadores que  lhes fazem as vénias .

Os catedráticos portugueses  lembram-me os  artistas  em  fim de carreira e que vêm precisamente os novos atores de teatro  como uma afronta à sua genialidade  ....mas quem são essas pessoas para fazerem resistência aos  novos temas e  outras pessoas que chegam ?

Todos os  anos celebramos o Natal , damos presentes aos nossos familiares , a seres  que amamos e a outros que desprezamos , porque  queremos mais   e mais  e talvez seja uma  forma muito subtil de lhes dizer qualquer  coisa  nos presentes  que damos ,só os mais  iluminados entendem as entrelinhas , porque  não seguiram  o rebanho , por isso mesmo as ovelhas tresmalhadas ....

OU melhor ,  os  jovens   saiem das suas escolas e vão para centros de formação , não e porque gostam de estudar , mas porque preferem arranjar uma alternativa  ao seu  futuro . Em  vez de  ficarem  apenas com um canudo e  fazerem  carreira  com outras pessoas  tão frustradas  como seus mestres , porque não lhes permitiram desenvolver as mentes , eles  não permitem que  outros lhes façam frente ou questionem .

O mesmo se passa  com algumas pessoas que se vêm  por momento seres iluminados pela  associação  científica de tolos  que nos lambem as botas , eles até podem  ver as  nossas limitações , só nos podem  fazer vénias, lembrem-se  que  todos aqueles que quiserem  entrar no nosso  clube  terão que sofrer  as consequências ...


Quem quiser  afinal , fazer uma pesquisa decente , seja ele aluno de um centro de formação ou não , docente universitário  ou não saberá que terá que sair  do  carreiro e fazer pesquisa por conta própria , longe da  ditadura  das modas , dos desfiles académicos que são os  congressos  em que se tem que pagar pelo saber . Longe vão os tempos  em que o saber era algo saudável , e que se ficava pela licenciatura , fazia-se um  trabalho de  200 ou  300 páginas e depois cada um ia à sua vida , hoje  não todos têm que seguir o seu capataz e seguir as ordens  da linha de montagem .

Por essa razão decidi criar em 2011 uma espécie de   Inimigo Público académico neste  blogue , admiro  muito as pessoas que se dedicam à pesquisa , aos seus mestres  e doutores , mas  hoje essa linha  do saber desiludiu-me muito , porque  não vi grandes diferenças entre o ensino público e o privado , nem diferenças entre uma licenciatura e  um mestrado . O que  vejo é  a continuação  da construção de uma casa que se faz pelo telhado e não se dão  ferramentas aos novos  construtores para as fazer. Os  arquitetos vêm  as casas ruir , porque  não têm  a capacidade de assumir a solidão que as novas viúvas Penélopes têm perante  os novos  candidatos a esposos e decidem destruir  o enxoval no  final do  dia .

As Penélopes têm medo  da mudança e de que os seus Ulisses tenham  novos modelos de mulheres que  conheceram pela  guerra de Tróia , porque  nestas  coisas das lutas e das guerras também é preciso saber pensar e  ver o que se faz , e já não é preciso cometer harakiri .
Não , meus amores , há uma coisa que se pode  fazer é escrever sob pseudónimo e é para isso  que o humor serve . Quem ler isto , lembrar.se -á da  entrevista de  Ricardo Aaújo Pereira a propósito do seu novo livro  "  A  Doença , o sofrimento e  a Morte entram  num  Bar " esta sexta feira no Ypsilon
" Tenho uma auto estima baixa  . Isto tem uma  vantagem que é : se eu  fosse uma  pessoas confiante, esforçava-me menos e durante menos tempo , mas eu não me  satisfaço com a primeira   coisa  que me  ocorre (...) "


Daí   que escrever sobre pessoas ,animais que se misturam com ficção , desenhos animados  são tudo uma questão de géneros  e uma  forma de falar sobre as coisas que gosto e que me dececiona , porque o mundo  da carrapeta é tão mais próximo do que aquilo que imaginamos , é só uma  forma de desejar um feliz Natal a todas as pessoas que se dizem   moralmente  democráticas , são de esquerda  , somo pela igualdade de  oportunidades , mas na realidade não conseguimos respirar aquele fedelho e aquela  fedelha que ainda começou e hoje  olha  de igual para igual , sabe melhor o inglês do que eu , pode por a minha  carreira em risco , consegue analisar  aquele  tema por outro  prisma, mas é favor da  igualdade de oportunidades , que  todos possam  frequentar , mas se  estudar ou  ter tido a "desoportunidade" de rer feito qualquer coisa por um instituto de formação não pode .... porque não sabe  pensar ?  OU porque não teve a possibilidade ?Ou será que  temos  todos a mesma  mentalidade  que tínhamos à  100 anos atrás mas  que  hoje é se politicamente  correcto ser se de esquerda e  vergonha sermos de direita ? Não será por estas e por outras que a direita ganha pontos à esquerda e que a crise  veio abrir buracos, por essas razões que a comédia e o  humor sejam a melhor  forma de dizer as coisas e que  sempre  são formulas de  guerra de  sobrevivência .
POrque  eu acredito que é melhor rir sobre a campa de um defunto do que  fazer um dilúvio , e afinal ao preço que água está é melhor  coloca-la  numa  garrafinha e verter   lágrimas sobre ela , palavra de Nero . Ave  Nero para  que te quero . Hoje  deitamos  fogo a Roma e amanhã perseguiremos os cristãos. Há como gosto de ver que  a vida está mesmo no fim ...Oh , morte , podes-me trazer um vodkazinho com cicuta ? É aqui para o Sócrates que está a escrever a história dele ...só não sabe é colocar o título do  livro " HIstória de um  canalha "ou outro livro  qualquer , enquanto assino uns quantos autógrafos na minha apologia ,pode ser ?

terça-feira, novembro 08, 2016

Experiências com outras culturas, de Esau Camacho Vargas

Experiências com outras culturas*

Eu tenho tido quatro experiências principais com outras culturas e acho que aprendi muitas coisas de cada uma delas.
Minha primeira experiência foi com a cultura canadense. Na universidade participei num intercambio e fui para a cidade de Winnipeg, na província de Manitoba. Foi também a primeira vez que saia do México. Gostei muito da cidade porque era um lugar muito grande, com muitos parques, limpo e muito seguro. As pessoas não fecham as portas com chave e gostam ter bandeiras em todos os prédios públicos e também nas casas.
Também gostei da pontualidade. Tudo chega e passa na hora que está planejado. Nunca tive que esperar um ônibus porque sempre chegava na hora, ou mesmo acontecia com as aulas, os almoços e os jantares. As pessoas gostam da tolerância e há uma diversidade cultural muito grande.
Todos esses aspetos positivos da cultura canadense têm influído na minha personalidade e desenvolvimento individual e profissional.
A segunda experiência com outra cultura foi quando morei na França. Lá trabalhei como assistente de língua espanhola. Gostei muito de seu amor pela arte, pela gastronomia e pelo vinho. Comer era todo um ritual que eles adoram. Também é uma sociedade que ama muito a pontualidade, algo que para os mexicanos é difícil de fazer. As pessoas são muito amáveis, mas precisamos tempo para fazer uma amizade verdadeira.
À diferença dos canadenses, os franceses são um pouco racistas. Eles falam sobre as origens das pessoas que conhecem. Isso é algo que no México não fazemos muito e que tampouco era um tema de conversação no canada. 
Gostei muito de morar lá e conhecer todos esses lugares bonitos e aprende sobre a arte.
Depois, comecei a trabalhar no Cinepolis. Os primeros dos anos não tive contato com outras culturas, mas ao terceiro ano mudei de posição e tive meu primeiro contato com a cultura indiana.
Trabalhar com os indianos foi muito difícil. As culturas são muito diferentes e tampouco ajuda a diferença de horário. Temos 11 horas de diferença.  Outra coisa que é difícil: todo o tempo dizem sim. Não compreendo bem porquê, mas peço os relatórios e dizem que sim, que enviam. Depois tive que mudar minha táctica e agora peço os relatórios, mas digo o dia e a hora quando eles devem enviá-los.
Finalmente, comecei a trabalhar com os brasileiros. Eles tampouco são muito formais. Este ano estive lá durante três semanas. Conheci um pouco mais sobre sua cultura. Eles amam a beleza física e gastam uma grande quantidade de tempo fazendo esporte. Trabalham sim, mas sabem que tem coisas mais importantes, como sua vida pessoal.
Posso dizer que estas quatro culturas tem feito uma mudança na minha visão de mundo. Também tem mudado meus objetivos pessoais e profissionais.
Acho que cada cultura tem muitas coisas boas e algumas coisas que podem melhorar. É preciso que todas as pessoas possamos ter contato com outras culturas porque só assim vamos viver num mundo mais tolerante e justo.

*Esau Camacho Vargas (México)

Nota editorial:
Este texto foi elaborado numa aula de Português, o autor é meu aluno no ITESM, Campus de Morelia.

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terça-feira, outubro 25, 2016

A minha experiência com outras culturas, por Juan Manuel Tovar Ramírez

A MINHA EXPERIÊNCIA COM OUTRAS CULTURAS*

México 
Dentro desta empresa eu tenho tido a oportunidade de trabalhar com pessoas diferentes de todas as partes do México. E aqui está o meu primeiro comentário: apesar de falar a mesma língua, as palavras não significam a mesma coisa no norte do que no centro ou no sul. E também as questões culturais são muito diferentes: no norte falam com dureza (parece que falam um pouco aos gritos ou batido), no centro é muito comum o uso de palavras em diminutivo e no sul as pessoas são mais submissas e silenciosas.

Outros países 
Por outro lado, com a expansão da Organização, tive contato com os povos de: Guatemala, Honduras, El Salvador, Costa Rica, Panamá, Brasil, Colômbia, Peru, Chile, Espanha, Estados Unidos e Índia. Também através da formação tive contato com pessoas da Coreia do Sul, Inglaterra e Canadá.

Em primeiro lugar a forma de estar entre os países latino-americanos é muito semelhante, uma vez que eles têm uma origem comum, embora com a manta de retalhos de raças têm sido gerados muito diferentes padrões culturais. O povo da América Central têm uma forma de estar um pouco conformista e devido aos problemas nestes países, o seu sonho é emigrar para outros países como México, Estados Unidos, Canadá ou qualquer país europeu. O povo da América do Sul em geral são mais calorosos no seu tratamento.

Particularmente as pessoas da Colômbia são muito respeitadoras e sempre falam com respeito e não tuteiam [tratar por tu] ninguém apesar de ser conhecidas há muitos anos.

No Brasil, as pessoas são muito trabalhadoras e sempre proativas e quando tive relações com eles para diferentes projectos de formação, em um primeiro momento foi complicado de não conhecer a língua, mas ao aprender Português e Inglês, o tratamento tem-se tornado muito melhor e as coisas são muito mais evidentes quando se trata de questões laborais, além de que também se estreita laços de amizade. As pessoas do Peru são mais silenciosas e é difícil fazê-las participar, mas eles são responsáveis.

No caso do povo do Chile, são bastante felizes e têm um papel muito especial no tipo de trabalho: são bastante aplicados em ideias que são transmitidas e gostam sempre de ser informados de todos os projectos. No caso dos americanos, é um pouco mais complicado trabalhar com eles porque eles estão habituados a que sempre têm a razão e os temos de convencer de que o que está sendo proposto é a melhor opção.

No caso do Canadá, estão abertos para ouvir as opiniões e a ser tomadas em conta, independentemente de que não são semelhantes às suas ideias. Em especial eu tinha algum tratamento com pessoal da IMAX (cuja sede está no Canadá) e adaptaram muitas de suas ideias e formas de trabalho para fornecer um melhor serviço aos seus quadros da América Latina, particularmente do Cinépolis. 

Com as pessoas da Coreia do Sul, as pessoas gostam de trabalhar muitas horas por dia (12 ou mais). No entanto, algo que me chamou a atenção foi que cada 45 minutos há uma pausa para fumar e deixar de fazer o que você está fazendo para poder sair a dar uma fumada. Praticamente todas as pessoas que eu conheci eram fumadores e que era algo que eu não tinha visto em qualquer parte do mundo. Por outro lado, tivemos de comunicar numa língua que não era nativa para eles (Coreano), ou a minha nativa (Espanhol), ou seja em inglês e isso gerou uma certa confusão quando não chegam a compreender cada outros perfeitamente.

As pessoas da Inglaterra são tranquilas, respeitadoras e cordiais no tratamento.

O caso mais especial que tenho enfrentado é com as pessoas da Índia. Em várias ocasiões temos tentado implementar alguns projectos (tais como o sistema de gestão da manutenção de equipamentos chamado Máximo de IBM) e fazem orelhas moucas às coisas que você pretende implementar. Mesmo em algumas reuniões onde estávamos a falar em inglês e não chegávamos a um acordo, eles começaram a falar na sua própria língua ignorando-nos completamente, o que é frustrante e desesperante. No entanto, há que ser paciente com eles porque eles são algo fechados.

*Juan Manuel Tovar Ramírez (México)


Nota editorial:
Este texto foi elaborado numa aula de Português, o autor é meu aluno no ITESM, Campus de Morelia.

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segunda-feira, outubro 24, 2016

Minha experiência trabalhando com outras culturas, de Sergio Garcia

Minha experiência trabalhando com outras culturas*

No ano 2012 eu coordenei o Projeto de Digitalização dos Cinemas No México, América Central e América do Sul. Para isso, eu tive que viajar a muitos países e trabalhar com pessoas de muitas culturas diferentes. Foi interessante, mas difícil, especialmente quando chegamos ao Panamá, porque a equipe de trabalho tinha pessoas com origens variadas: os técnicos do fornecedor eram americanos, dois técnicos de Cinépolis eram colombianos e o outro era peruano, as pessoas do cinema eram locais (panamenhos) e eu, o líder do projeto, mexicano.
Os nossos técnicos (os colombianos e o peruano) falavam um pouco de inglês, mas nunca gostavam de falar diretamente com os americanos. Eles sempre vinham comigo e falavam dos seus problemas com os americanos, queixavam-se muito, e eu então, juntava-os, e tentava entender as diferenças que eles tinham, chegar a um acordo, e que todos voltassem a trabalhar. A coisa funcionava bem algumas horas, mas depois, algum outro problema acontecia. Por exemplo, numa ocasião, o colombiano veio comigo para dizer que os americanos tinham “roubado” as suas ferramentas de trabalho. Os americanos já tinham voltado ao seu hotel, então eu tive que chamá-los por telefone, e eles, muito zangados, disseram que não foram eles.... Depois duma longa investigação, descobri que um panamenho as arrumou na despensa do cinema.

No final, pudemos completar os trabalhos no prazo estabelecido, e não tivemos que fechar as salas do cinema nenhum dia, mas decidi trocar completamente a maneira de trabalhar com os técnicos, deixando as responsabilidades e as faculdades mais claras, e procurando que as diferentes equipes falassem entre si, sem a necessidade de que eu estivesse sempre no meio.

*Sergio Garcia (México)


Nota editorial:
Este texto foi elaborado numa aula de Português, o autor é meu aluno no ITESM, Campus de Morelia.

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Minha experiência no mundo do trabalho, por Víctor Ponce de León

Minha experiência no mundo do trabalho*

Ao longo do tempo tenho tido a oportunidade de trabalhar com muita gente de diferentes países ao largo da América, a Europa e na Ásia, todas as culturas são muito diferentes e é importante conhecer as culturas deles. Dentro do México há muita diferença também da cultura, as expressões não são as mesmas no Norte que no Sul e é muito engraçado ouvir o contexto dessas dependendo de onde você fique.
Uma das primeiras experiências que tive com pessoas do estrangeiro foi minha primeira entrevista de trabalho com os coreanos eles disseram para mim “se você gosta de trabalhar 12 horas ou mais e gosta de trabalhar baixo pressão este é seu lugar”. Obviamente não fiquei lá porque isso não é vida.
Depois trabalhei com pessoas do Panamá, eles são boas pessoas, mas não são tão dedicados a seu trabalho, gostam da festa e eles têm um mês de férias depois de trabalhar um ano [no México, por lei, a generalidade dos trabalhadores tem direito a 6 dias].
O terceiro país onde trabalhei foram as Honduras, um país muito trabalhador, mas eles têm um problema, a gente busca sair para os Estados Unidos em vez de trabalhar lá, então há muita pobreza e a gente não têm muitas aspirações para sobressair e ter uma melhor vida. São pessoas conformistas e podem ficar em seus trabalhos toda a vida.
Agora trabalho perto de pessoas da Colômbia, do Brasil, da Índia, da Espanha, do Chile e dos Estados Unidos e todos têm diferentes formas de fazer as coisas, cada país tem suas vantagens e desvantagens por exemplo, as pessoas mais responsáveis são do Brasil, depois as pessoas da Costa Rica.

As pessoas da Índia são as mais desorganizadas, você tem de tratá-los mal para que façam as coisas e gritar para eles. Os americanos têm sua forma de fazer as coisas e eles não vão trocar para nada e isso quando trabalhas com eles esperando algo é muito difícil que eles o façam.

*Víctor Ponce de León (México)


Nota editorial:
Este texto foi elaborado numa aula de Português, o autor é meu aluno no ITESM, Campus de Morelia.

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segunda-feira, maio 30, 2016

O livro Manifiestos contra el miedo foi apresentado em Celaya



Fotografias do evento da autoria de Beatriz Mayor.

A Casa Comum das Tertúlias marcou presença em mais um evento cultural no México, desta vez a primeira fora do estado de Jalisco, já que decorreu na cidade de Celaya, no estado de Guanajuato, onde se realizou uma nova apresentação do livro  "Manifiestos contra el miedo: Antología de una intervención cívica (Lecturas)", da autoria de Luís Norberto Lourenço


A obra é a versão em castelhano do original português "Manifestos contra o medo: Antologia duma intervenção cívica", numa edição luso-mexicana, da Casa Comum das Tertúlias (Castelo Branco) e da Editorial Edhalca (Guadalajara).

Esta apresentação decorreu no âmbito da "II Feria Metropolitana del Libro", em Celaya, a qual decorreu entre 21 e 29 de Maio de 2016, no Parque Xochipilli, desta cidade guanajuatense.


A apresentação realizou-se no dia 28 de Maio, pelas 16h e como sempre tem feito em todas as apresentações do livro o autor tem procurado promover apresentações participadas.
Respondendo ao desafio do autor, o público que assistiu ao evento fez intervenções com perguntas sobre o livro, sobre a realidade portuguesa, como um autor português percebe o México e como compara as experiênias democráticas portuguesa e a mexicana, sobretudo preocupando nessa questionamento as fraudes eleitorais nas variadas eleições mexicanas e que preocupam muitos mexicanos, a que o fenómeno abstencionista não é alheio, também uma pergunta ao escritor português relativamente à eventualidade duma vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais dos EUA... uma pergunta em especial resultou algo surpreendente... sobre a "portugalidade", como é vivida em especial fora de Portugal, como se explica esse amor à Pátria que este mexicano que fez a pregunta tem sentido nos contactos que tem tido com portugueses em várias partes do mundo, mas também de descendentes de portugueses em várias antigas colónias portuguesas, referindo-se ao Brasil, a Macau, a vários países de África...

Celaya, a terceira cidade deste estado mexicano, tem meio milhão de habitantes.



Fotografias de Celaya (Guanajuato, México), por Luís Norberto Lourenço...

O convite para esta presença foi feito José Juan Ruiz Colunga, livreiro, da Libería de Ocasión - El Libro Dorado (Celaya), Presidente da "Fundación para la Cultura del Centro A.C." e organizaodr do evento.
Nesta livraria "celayense" pode comprar-se o "Manifiestos..." nas terras do Bajio, estando ainda disponível em Irapauto e em Salamanca (Guanajauto).

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sexta-feira, maio 13, 2016

Leitura de poesia portuguesa, hoje em Guadalajara

O cartaz do evento...

Decorre hoje ao final da tarde, nesta sexta-feira um evento sobre a poesia portuguesa promovido pelo Grupo Laberinto, "Lectura de Poesía Portuguesa", que terá lugar na Livraria José  Luís Martínez, do Fondo de Cultura Económica (Chapultepec) em Guadalajara, Jalisco, México.

Grupo LABERINTO prepara su primera edición de “‪#‎TERRITORIOS‬, la literatura del mundo“ en la librería José Luis Martínez del Fondo de Cultura Económica.
En Jalisco ‪#‎somoslectores‬ como lo dice la ya famosa Feria Internacional del Libro, misma que es la segunda más importante a nivel mundial solo después de la feria de Frankfurt en Alemania. Guadalajara en lo particular es la segunda ciudad con mayor venta de libros, solo después del Distrito Federal. Nuestra tradición literaria la presiden plumas como las de Juan José Arreola y Juan Rulfo, por mencionar algunos que han compartido su talento con la escritura.
Esto ha impactado tanto la formación de los lectores como el fomento de la lectura siendo una ciudad donde se leen más libros que periódicos y revistas. Teniendo en su agenda como dos fechas importantes el día internacional del libro el 23 de abril y 12 de noviembre como el día nacional.
Siguiendo esta línea que los mismos lectores han trazado, nuestra editorial con #TERRITORIOS busca crear una nueva experiencia para los amantes de las letras.
Nuestra primera ruta inicia en Portugal, acompañados de Luís Norberto Lourenço quien nos dará un panorama de la poesía portuguesa y coordinará una lectura de textos en portugués con su traducción en español.

O convite partiu do nosso amigo Miguel Angel Avilés Mendoza, sendo que a Casa Comum das Tertúlias (CCT) não poderia deixar de se associar à iniciativa.

Página do evento no Facebook:
https://www.facebook.com/events/1031619286914707/

Pela CCT,
Luís Norberto Lourenço

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quarta-feira, março 16, 2016