fanzine Tertuliando (On-line)

Este "blog" é a versão "on-line" da fanzine "Tertuliando", publicada pela Casa Comum das Tertúlias. Aqui serão publicados: artigos de opinião, as conclusões/reflexões das nossas actividades: tertúlias, exposições, concertos, declamação de poesia, comunidades de leitores, cursos livres, apresentação de livros, de revistas, de fanzines... Fundador e Director: Luís Norberto Lourenço. Local: Castelo Branco. Desde 5 de Outubro de 2005. ISSN: 1646-7922 (versão impressa)

quinta-feira, dezembro 18, 2014

Fotossíntese cap. 14


 Fora das aulas as raparigas imaginavam-se já num livro de aventuras  e viam o primeiro elemento base como relevo neo-assírio de Lisboa . Viam-no como uma espécie de pressão psicológica  que podia ser explicada  de uma forma bem simples. Assim pensara da mesma forma o artista da discoteca “OVigário “ e ambas  sabiam que continham fórmulas  bem simples para aterrorizar os visitantes . Agora , não imaginavam como uma fórmula de poder onde é que era fixada  a força da natureza e ao mesmo tempo com a força intemporal  (Senhor da Assíria ) e o seu Deus (ASSUR) . Entramos então no campo sobrenatural pois a imagem é fixada em caracteres  iconográficos , os rituais estão subjacentes  num período correspondente ao terreno de caça . Estamos então  em pleno período de efervescência militar, as cidades vizinhas  são tomadas  destruídas  para que o seu novo soberano possa reerguer  e estabelecer uma nova ordem . Essa ordem é dotada por duas entidades, o rei e o Deus . O Deus emana a ordem ao rei  que o encarna , perspectiva poder  sobrenatural . Mas se a imagem é caracterizada como um elemento mágico ou se abordamos  como fotográfico , podemos ver que a barba , o cabelo, a roupa  ou os traços do corpo  e as veias são mostradas ao mais ínfimo pormenor . Se o autor ou os vários autores  quiseram transmitir uma mensagem ela figurou  dentro da alma da mensagem  que nos permitia descortinar a época histórica, o papel político, militar e económico da Assíria  e por último a estratégia   da mensagem .

 

Estes três pontos são essenciais  para estruturarmos  o nosso problema . Eles são  a voz das  nações  e podemos contribuir  para a destruição  do elo mais fraco. Esta não é de longe nem de perto  a afirmação  dada por um génio alado, entidade semi-sobrenatural  que ousa surgir  no corredor dos palácios transmite uma força descomunal. Ao observarmos  que estes  seres  não só estão ao serviço  do império  como nos permitem trazer segurança e heroicidade . Sabemos  que eles detém vigor , força e virilidade . Esses  elementos são nos dados pelos braços , pernas e pelo carácter guerreiro. Pois é meus senhores , estes homens não brincam em serviço , fazem parte das forças do bem e do mal . As batalhas costumam ser feitas no início do ano , na altura  da subida do novo rei . E se de repente esse homem lhe desse uma flor , um ínfimo grão ou pólen das flores ?  Não seria este homem  conhecedor das belezas  da fertilidade ? Não  seria  o rei uma espécie  de abelha  e o Deus caberia o papel de abelha rainha? Seria um papel duplamente fertilizante? Não  estariam  a jogar entre as sacerdotisas e as colheitas agrícolas ?O bom princípio  feito  no início do novo ano , nas festas cultuais  onde se  denotavam  as famosas festas onde o rei  e uma sacerdotisa do clero de Isthar  comandavam um papel importante ?

O rei caminha sobre o universo  , sobre o seu povo e nele detém a força o poder perfeito do céu e da terra  e nele hão  de respirar as normas da Terra .Nele contagiam  o homem e a vida , um público virado para a imagem  da qual o turista , o diplomata estremecem diante daquele  que é o inimigo. E elas próprias que conversam sobre aquela discoteca . Vigário  ou Shippar era a representação  do Deus na Terra da civilização assíria. Naram- Sim isntalara-se lá  com outro disfarce diferente daquele  que observara as duas jovens , sorriu-lhes. Sabia  que para ter a cesso a todas  as informações de que dispunha a discoteca havia uma larva , espécie de composto que era provavelmente a  descoberta mais revolucionária de todos os tempos . Nesse aspecto Naram- Sim optara por roubar um dos  instrumentos mais importantes do empresário da discoteca : a larva Inanna.. Inanna  seria uma mulher  e teria o nome da sua deusa preferida , Inana. Chamar-lhe-ia carinhosamene Naná . Carlota Joaquina inventara Naná para a ajudar nas suas pesquisas  sobre tudo o que se pudese passar naquela discoteca e de esta adivinhar quem seria  o misterioso jardineiro, mas o que naná não sabia é que quando esta deixasse de ser utilizada seria destruída para todo o sempre . Naná era extremamente fria e cruel . Ela  achava que a larva era lésbica  e que tinha um fraco por ela , mas  não sabia  que a larva lhe lia os pensamentos  e que se irritava  com isso . Tinha  o composto para criar a pessoa , a primeira mulher  que iria produzir  oxigénio  . De súbito ouve-se um canto tão triste  que anunciava uma nova des. Os grifos lados anunciavam  a presença do poder bélico.

 

- Quem está aí ? –perguntava o segurança . O segurança desconfiado  abre lentamente a porta . Vê um vulto a sair  do laboratório.

 

 


Fotossíntese cap. 13


 Alguns milénios atrás chamava-me Naram-Sim . Naram-Sim chegava à cidade de Lisboa com um único propósito o de infiltrar-se na discoteca “O Vigário”. Sabia  que num dos recantos da discoteca se encontrava um laboratório que iria recriar o mundo vegetal , mas de início não sabia o que estava ali a fazer. Sabia que o falso detective François era testemunha de que a placa  que ele procurava pertencia-lhe por herança a um familiar seu nele estavam contidas de um jogo didático “O Conto do Vigário “. Ele sabia que aquela placa tudo faria sentido para ele e faria qualquer coisa para o apanhar . Nesse sentido devia proteger as três entidades Desde menino que ele chegava perto daquelas três imagens como às três jovens a elas o Conto do Pecado do Mortal do Jardineiro faria todo o sentido tal como Samuel Noah Kramer descrevia . Ao mesmo tempo o famoso laboratório apoderara-se dessa importantíssima jóia da arqueologia  mesopotâmica e nela figuravam algumas das informações que lhes eram administradas a par e passo como de um jogo se tratasse . A história da mesopotâmia perseguia-os desde meninos Havia algo que na tese  François , Caetana e Carlota se sobrepunha e também à de Benedita . Eles eram os elos legais e ilegais deste puzlle .  No instituto da faculdade Naram-Sim fazia-se passar por um professor  que vinha para Portugal uma tese  sobre a “Hierarquia dos Demónios “ , nesse grupo estavam todos os elementos de que necessitava para os preparar de uma caça ao tesouro e neles estariam os traços iniciais em Assur-nar-sir-plaII.

_ Procuro em relevo-luz.

-        É disso que está à procura ? –perguntou a bibliotecária .

-        Alguém está a defender uma tese  de doutoramento     em que prova  que o relevo neo-assírio  em alabastro é uma espécie de fotografia . Procura ao mesmo tempo espelhar a imagem e o conceito de  magia simpática . O autor em  questão lera muito Carlos costaneda , dizia ele a certa altura enquanto pesquisava na tese  que os espíritos espreitavam a qualquer momento.

O falso professor preparava-se para ir dar a sua aula : Hierarquia  dos Demónios mas num outro plano os dos génios e dos grifos demónios . Num  dos pontos máximos uma das teses haviam sido adquiridas e isso o computador é que lhes diriam no final .

Durante a aula O misterioso professor iniciou a sua aula como devia ser o rei assírio rico, esplendoroso. Comparava  as imagens dos cartazes publicitários  que pretendiam  jogar através do vigor físico  e do poder . Aproximavam-se das congéneres egípcias , hititas , mas aos seus olhos tinham outro encanto. Encanto esse  que passava para um patamar acima . Eram os demónios que faziam o homem mesopotâmico um ser religioso e ao mesmo tempo poético.

Aquilo que vos conto aqui é só um grão de areia do que se passou à milhares de anos. O meu estado de saúde também  não é dos melhores e correr em busca de um documento por esse mundo fora não é tarefa fácil. Contam os anais da história que foi a primeira escritora de que desenvolveu uma profecia capaz de espantar os homens . Todos eles procuraram respostas e atravessaram o mundo. Só em sei porque me deram a resposta . Uns seres magníficos detinham  o poder da magia , só eles sabiam como se determinava a fotografia . Eu saí do meu corpo e falei com um touro de rosto humano , pujante de poder e força . Perguntou-me onde ia . Eu disse que ia avisar de que iam destruir o poder da luz e da ciência . eu gritava que era necessário fazer alguma coisa . Fui dizendo palavras e orações . Invocando todos os Demónios . Mas ele apenas me dizia que eu era mentiroso que queria unicamente as chaves para aparecer no futuro e restaurar o meu passado. Sabia  que o Touro era intemporal e que ele fazia a ligação com a discoteca “Vigário “Disse-me que tinha que ter uma visão provisória para aparecer por lá já que a noite era dedicada ao vinho.  Regressava agora ali aquele local onde vislumbrava aqueles alunos que me ouviam com toda a atenção. Apenas disse que deviam ter muito cuidado com aquilo que iam encontrar pois não eram figuras simpáticas .

Até de súbito uma rapariga perguntou:

-        Posso fazer uma pergunta?

-        Claro,  estamos aqui para isso-respondeu Naram-Sim .

-        Em todas as religiões à excepção do Cristianismo o sacrifício desempenha um papel importante . Todavia , o valor  que lhe é reservado na piedade reveste-se  de muitas modalidades . Há um primeiro grupo  de cerimónias sacrificiais que roçam a magia  e , por vezes, assim se mantêm , se bem  que regra geral, um sacrifício não seja um acto mágico. De que modo podem eles atingir o poder quer na sociedade ou no mundo sobrenatural ?

-        Tais serão sacrifícios dos demónios e é isso que está a ser desenvolvido numa das teses  que vim orientar , com os quais  se procura uma  protecção  contra eles , apaziguando-os  por meio de oferendas , ou ainda  mortos , em seguida , também os sacrifícios  de fundação , pelos quais são  esconjuradas as influências maléficas  que poderiam exercer  as divindades  que possuem o solo.

Depois da aula Naram-Sim suspirou . Preparou-se para se atirar de novo em volta do computador portátil. Mas havia algo que não jogava certo alguém entrara dentro do sistema e estava a tirar todas as fichas. Quem seria?

 

 

Fotossíntese cap. 17


NÌVEL II

 

Depressa tudo se moveu para um precipício de que  elas não sabiam estarem incluídas  na história . Bem feitas as coisas eram elas agora as herdeiras de dar conta do recado . Carlota Joaquina havia feito um trabalho sobre En-huanna , uma grande sacerdotisa de nana, filha de Sargão I  e que na altura o trabalho havia sido publicado na revista faces de Eva . A importância de do estudo En-Huanna para estudo da mulher de Ur, cerca de 2600 ac era considerada  a “Senhora de Todas Coisas “ . Juntara-se  com um estudante de história do século XX . Observaram as fotografias  que tinham em mãos sobre o famoso tratado e agora todo aquele projecto fugia-lhe das mãos . Alguém  mudara  o rumo da história . Agatha Cristie voltava a atacar do além . Quereria aquela mulher preparar alguma vingança ? Caetana atendeu o telefone .

-        Estou sim , quem fala ?

-        Tem os manuscritos que lhe falei ? –perguntou uma voz enigmática .

Deve deixar junto a um dos  contentores  do metro nos restauradores  até  às cinco e meia caso contrário a sua amiga morrerá !

O telefone desligou-se . Ela sentia-se mal . Por sua culpa já aconteceram várias coisas , mas tinha em mente seguir quem era  o misterioso telefonista que a fazia estar com a cabeça à roda . Como é que aquilo  podia acontecer ? Esperou até ao dia seguinte com  o coração nas mãos . Foi até à estação dos restauradores e aí escondeu-se . À espera . Mais tarde . Viu um vulto de gabardine . Viu o tirar o capuz  entrou  dentro de um carro. Lá estava  Benedita . Como é que era possível ? Ela enganara-os a todos .  Caetana estava  estupefacta . Uma mão agarrou-a .

-Sim ?

-Quem é ?

-Eu sou quem eles querem – respondeu a rapariga . Destruíram a discoteca como forma de me destruírem a mim , mas eu tenho as placas e pretendo transmiti-las a En –Huma. Devemos guarda-las num cofre de um banco. Eu sou o primeiro ser capaz de produzir Quem é afinal Benedita? –perguntou Caetana .

-        Chefe de uma organização que se diz seguidora da deusa Isthar. Ela procura virgens em idade  de casar , prepara os encontros  com membros da organização .Era isso que os baixos relevos da discoteca continham e ela destruiu-os .

-        Porquê ?

-        Para evitar que conseguissem decifrar as imagens .- respondeu a larva  Inana. Mas  eu gostaria de voltar a ver o DJ .

-        Porquê ?-perguntou Caetana.

-        Amo- 0-respondeu Nana.

-        Virgem Santíssima ! Não posso acreditar nisto !

 

 

 

terça-feira, dezembro 16, 2014

Fotossíntese cap . 12


  Labaredas imensas caiam diante das faces dos olhos do génio que permanecia ali quieto. Olhava para aquelas sem vida, sem alma ali caídas, à espera de um golpe final ditado pelo Deus Assur. Apenas cumpria as ordens do alto, do Senhor Deus que desde muito cedo transportara as suas ordens  para que um dia  lhe conduzisse à glória terrena conforme as estrelas  haviam ditado no livro da eternidade. Os cronistas que compõem esta história aos olhos dos homens determinam conforme o seu registo. Era um ser sobrenatural que relatava as suas viagens dos países onde estava escondido o Paraíso dos Génesis onde a Serpente revela a Eva   que ela era muito mais do que uma mulher ,mas naquele canto estava a chave da sabedoria, ao abrir essa porta ,esse segredo ele revelou-se despido como uma primeira vez. Não revelaram nada, porque ninguém gosta de pormenores sórdidos, mas a estranha visão confessava que os bairros de outrora das descidas das estátuas dos deuses por alturas dos festivais do ano novo, como os especialistas falam akitu. Ela renovava-se diante daquela visão. Protegera os reis da Assíria, conforme os livros das crónicas. Elas (Carlota e Caetana) não podiam saber o que significava a glória e a derrota e a imagem de um sonho previsto para um rei, apenas podiam partilhá-lo nas suas horas de fantasia e fazer dele um segredo entre eles os três.

O espaço que ali viam era uma pequenina parte de um palácio que comunicava com as pessoas, com os homens e fazia frente, fazendo tremer todo um grupo que os observava. Eram talhados para falar com Deus. Era aquelas as suas missões. A missão de onde era a origem  do rei, quem forma os seus pais e onde é que ele pensava levar o seu país. A mensagem dele estava expressa nos seus rostos, nas suas pernas  e nos objectos que usavam ao entrarem  naquela  discoteca. Ali não havia passado, ma sim  um terno presente. O que elas traziam vestidas também lhes dava a capacidade de argumentar porque as tinham dirigido até ali.  Recordaram-se de anos antes em épocas diferentes que saíram de outros lugares semelhantes querendo contactar com aquelas figuras que povoavam os seus imaginários de meninas. Mandavam-lhes beijos. Tomaram desde cedo o gosto pelas coisas estranhas da história e decidiram persegui-los. Quiseram então tomar o cavalo do tempo e domá-lo, enquanto seguiam os lamasssus e os grifos demónios. Olhavam para as árvores da vida frondosas e misteriosas. Caminharam pelas grutas da história andaram por Marrocos à procura de vestígios que agarrassem a história daqueles seres. Um dia quando lhes perguntaram o que queriam ser, elas disseram que queriam poder falar das coisas estranhas da vida, encontrá-las e falar das coisas  que as pessoas não ligavam nenhum sentido à vida. Olharam as asas enormes daquele e ambas disseram que queriam aquele boneco enorme nas paredes dos seu quarto.

Agora reencontravam-se as duas mulheres que sem saberem se escreviam sob pseudónimos de Agatha Cristie e de uma curiosidade voraz, mas tinham a certeza de que havia alguém que andava a gozar com elas e fazia-se passar por Agatha Cristie. Recordava-se então de uma das conversas que haviam tido algum tempo atrás “Muito antes de Nicolau Maquiavel ter escrito o Príncipe que o dedicou a Lourenço de Médicis, alguém pintou nas paredes  do palácio de Nimrud a primeira forma de fazer de fazer política .Como o Príncipe ensina como se deve anexar potentados e como se escolhem os intermediários internacionais para garantir a sua linha de força, os relevos do palácio de Nimrud mostram-nos como deve ser o Amado dos Deuses, dos representantes dos deuses na Terra, isto é o seu Vigário.

Chamemo-mos a estes livros ilustrados  de carácter educativo, publicitário e até propaganda no primeiro livro político que aborda religião e o desporto que estão contidos na arte de bem cavalgar. É desta forma que nasce o jogo “Cair no Conto do Vigário“.

Uma armadilha só podia ser! Recordavam-se de uma mensagem que haviam recebida que não era assinada só podia ser o misterioso correspondente. Ambas chegaram à conclusão de que aquele local tinha muito mais a haver com elas as duas e nesse sentido o papel desempenhado  pelo sacrifício nas diversas religiões sobre os diversos significados que tal cerimónia podia tomar com o decorrer dos tempos e segundo as civilizações punha-se ainda uma última questão: existiria um único motivo que poderia impelir o homem a oferecer sacrifícios ou encontramo-nos perante um mosaico de motivações?

Esperaríamos que seria Nram-Sim com o projecto já firmado e se divertia a escrever estas cartas  enquanto a esposa do famoso arqueólogo lhe ditava as cartas a cada uma das pequenas. O jovem monarca observava as duas belas historiadoras e ditava-lhes um jogo para que encontrassem um conto que seria essencial para desbravar a onda de crimes que vinha por aí. O assassino dizia tratar-se por jardineiro pois deixava as suas vítimas com um vaso e um pequeno saco de uma planta diferente. Era diante contexto que En –Huanna escrevia aflita. Uma onda de crimes vinha por ali. Naram-Sim prestava provas na discoteca e Benedita simpatizava com ele. Aquela era sua noite de estreia. As luzes ,os sons. Entravam no meu ser e explicava porque razão havia saído onde tencionava dar uma imagem de poder que tencionava dar agora aos visitantes. Ainda tinha no pack um jogo com os interesses musicais destes terrenos. Mas havia alo que não me saía. Quem andava a preparar aqueles crimes. Estava certo que fizera aquela brincadeira pela internet. Mas mandaram o “Conto do pecado do mortal do jardineiro “ a Benedita.  Agora era esperar a reacção delas. Enviara três cópias. Duas a Carlota e Joaquina que se iriam envolver numa discussão sobre a questão da privacidade da discoteca, assim como o projecto estava  envolvido. O terceiro era à própria relações públicas da discoteca. Nesse instante dera-se a briga entre Carlota e Caetana.


sábado, dezembro 13, 2014

Fotossíntese cap. 11


Não podia acreditar no que estava a ler . Diante de si estavam o misterioso DJ que o achava estranho, François que tinha as suas sérias dúvidas e Caetana que começava a dar cartas . Seria por isso que ela se unira ? Tinha ideias contrárias ás suas , mas a tese de que uma placa de produzir fotossíntese  e libertar esses mesmos gases seria o sonho de mulher cujo o seu avô tivera nas mãos o destino do mundo . A história que ela escrevia era um pouco a sua . Ela não se chamava Carlota Joaquina mas sim Mercedes e desde cedo começara a achar a vida militar muito mais interessante do que as das mulheres . Aspectos que falavam de estratégia determinavam-lhe aspectos muito mais interessantes que aquelas teorias que lia nos livros , por isso história antiga posse pela cultura dera-lhe motivos muito mais que suficientes para si. Necessitava de voluntários para poder continuar o trabalho no quartel onde vira crescer o seu gosto e era tratada como boneco da instituição militar. Vira-se em pequena a brincar com a sua popée , nada mais nada menos que a sua boneca . Estava prestes a criar o maior projecto da sua vida , mas tinha-o guardado em segredo . Deveria guardar parcelas para esses mesmos objectos em relatórios em que encontrara na discoteca “O Vigário “. Sem ninguém saber era ela que escrevia sob o nick “Agatha Cristie “ para se divertir ás custas das várias pessoas , mas ouvir a conversa de caetana a sangue frio fora um golpe dura , teria que se afastar por uns tempos daquelas aventuras ou seria desmascarada dali por pouco tempo. O Vigário era  a discoteca  que estava na moda mas que era o nome para chefe militar na Civilização Assíria onde assumia dois papéis um de chefe religioso e outro o de chefe militar .

-Representante de Deus na Terra –sorriu . Quem frequentava a discoteca observava a sua decoração , imagens de Naram-Sim e de Sargão de Akad . Rei dos quatro quatros e das Quatro regiões era um epíteto que era usado por estes dois reis.  Começou por estudar a civilização assiro - babilónica para compreender o local que tinha à sua frente . A própria discoteca assumia uma personalidade estranha a que muitos poucos sabiam a que universo correspondia, algum tempo depois procurou registos daquelas inscrições  e verificou na biblioteca de uma faculdade que alguém havia escrito um tratado profético que  no futuro a sacerdotisa de Sin afirmava que os seres humanos seriam capazes de fazer fotossíntese daí partiu para as bases culturais  hititas e que foram a partir destas duas versões  que se dera a primeira guerra mundial . No entanto descobrira um artigo de  que o texto detinha algumas semelhanças com o “Pecado Mortal do Jardineiro “. Esse mesmo texto fora escrito por Benedita fora por esse mesmo motivo que decidira escrever um crime a partir do Conto do Pecado Mortal do Jardineiro e próximo do génio alado da Gulbenkian ? O que é aquelas três peças tinham a ver umas com as outras ? A luz e uma espécie de jogo determinado por alguém superior que estaria  ali remendar ou evitar que o passado se repetisse . Precisava de pensar se devia continuar naquele trabalho. As suas pesquisas estavam por um fio . Estava em vias de ser despedida . Até que lhe veio à ideia de apresentar a ideia ao mecenas da noite . Acontece  que ninguém sabia quem ele era . Só apenas Benedita contactava com ele e mesmo assim não lhe via a cara . Era apenas um computador . Começava por agora integrar-se nos computadores das bibliotecas para pesquisar  nos ficheiros  das bibliotecas do mundo inteiro que  abordassem vários temas sobre a arte assíria uma placa de alabastro comprada por Calouste Gulbenkian comprada a um particular francês . Tinha em mente o que ia fazer e não ia perder tempo . Prestes a ser desmascarada , Carlota começou a tremer . Sentia o coração a subir-lhe pela boca . O misterioso  segurança começava por investigar a zona , mas ela começava a desconfiar de que tinha um adversário à altura . Mas eis que naquele instante um pré-ser , uma espécie de larva lançou um ataque . Prestes a espirrar com o odor do perfume lançado pela larva e uma árvore a que o proprietário diziam ser a árvore da vida . Aquela árvore estava movida a um sistema de alarme quando atacada  ou se preparavam para  invadir os seus tesouros . As luzes acendem-se . A porta da discoteca  abre-se e uma infinidade de mulheres corre até à árvore , julgam que se trata de um novo perfume do criador do momento. Meu Deus como sair daqui ? –pensa   Carlota . Os jornalistas  invadem o laboratório . Seria altura  de escapar-me daqui para sempre ?

Do outro lado estava Caetana com um sorriso de escarneo:

-        Doutora Agatha Cristhie  o que está aqui a fazer ? Eu disse-lhe que isto era  um local de trabalho ? Como permitiu isto ?


Fotossíntese Capítulo Décimo


Começo por preparar a  vítima. Aquela  que está diante dos nossos olhos  parece ser a mais  adequada: Como tentar de um momento para o outro o suicídio? Bem vistas as coisas se você for bastante observador não lhe dará  o direito de pôr em dois lados a Igreja como o Suicídio como forma de  projectar o Inferno a Católicos não praticantes. É verdade que essas era umas temáticas dos meus romances .Mas como explicar que o suicídio é uma formula minimalista de decoração da casa , expor os sentimentos e valorizar a vida. Dizem alguns que o suicídio é uma  fórmula de puro ar de egoísmo e agora. Quando uma bomba rebenta, faz um clarão imenso, perfeito. No fundo a  morte é um espectáculo grandioso. Um teatro magnífico! Os inimigos têm sempre a oportunidade de redimir os mortos! Afinal ,eles  já não estão cá para refutarem! Os outros, os amigos guardam-nos nas suas caixinhas de recordações! Fazem-se memorandos, epitáfios tão ridículos que  mais parecem caixas de sardinhas. No fundo todos temos o mesmo destino sermos recordados. Assim passamos ao passo seguinte: Como arranjar um culpado? Onde é que  ele está? Aquele que tem a cabeça quente e que ferve em pouca água! É tão bom arranjar vítimas! Arranje então uma  meia verdade para destruir a pessoa  que quer atingir! É desta forma que eu quero escrever o meu novo romance intrometo-me com as personagens e questiono-as sobre as obras que estão a fazer e como se posicionam, tudo isto é como um jogo de estratégia. Eu Agatha Cristie, mulher de um arqueólogo baptizei uma estátua como a Manlisa de Nimrud. Sem dúvida a primeira mulher a batizar outra sem água benta. Voltando ao  nosso caso anterior desta vez aconselho-vos a ler A Criação do Suspense de Patricia Hismith de que ainda não vos falei e que este livro À espera do Crime se insere. Sem destruirmos o nosso amiguinho não seríamos nada, não é verdade? O assassino nunca perde a sua cabeça em combate, apenas ajuda a resolver  uma forma rápida de resolver os problemas que têm e damos-lhe um bilhete de  viagem sem cobertura amodo de não ter acesso a retorno do longo passeio que é a morte. Empenhe-se então por ser uma vítima, conte os seus problemas a um desconhecido  e ele tratará de fazer a cama. Só não quero deitar tudo a perder. Não deixe que nenhum momento de distracção deite tudo a perder  a não ser que você dê um tiro no seu próprio pé. Dinamite faz barulho , resolvemo-nos por outro género de criações mais sofisticadas as literárias aquelas que nos passam despercebidas. Passemos ao próximo nível!

NÍVEL 1

 Regras do Jogo

  No centro da acção está uma criança que penetra  num universo fantástico. O ponto central desse jogo  é o sacrifício da personagem que entrando na casa encantada de sua mãe tentará  descobrir  o ponto essencial  dessa maldição para a quebrar: a amizade. A serpente criança tinha medo das pessoas e daquilo que  elas lhe podiam fazer. Ora podiam usá-la para pintar quadros, para experiências ou para se servirem dela como tema de livros. Fora o bisavô daquela criança que descobrira aquelas placas que detinham o segredo daquele jogo, fora esse mesmo jogo que declarara a primeira guerra mundial. A sua mãe ficou de tal modo obcecada por tal demanda em encontrar o responsável pela morte do seu pai. Empenhou-se então em descobrir o que acontecera à muitos anos atrás. Tal como fizera Laranja tentou desenvolver histórias que o seu avô  lhe contara. Como fora assassinado o seu bisavô? Laranja entendera-o logo. A serpente conheceu o seu bisavô em criança  elevou-o a penetrar num universo mágico, procurava então conhecer então a floresta mágica que o seu bisavô. Fora uma história mirabolante que ela desconhecia de todo. Era uma história de um processo de fotossíntese que os deixara a dormir completamente nas aulas de Biologia. Deu-se conta porque razão fora estudar a história revolucionária da fotossíntese, estaria a resolver uma parte da história da sua vida. A história de Laranja era a sua própria história. Tinha a certeza de que a história que encontrara no museu onde fizera serviço de voluntariado  em piquena  antes de entrar para a faculdade era mais uma daquelas razões. Aquela era a sua história com um formato infantil, mas que de certo iria ser visitada m breve pelo misterioso assassino. Por uma serpente que era a  má da fita  ditava aquele ponto necessário para chamar os super - heróis que tanto gostava a Hanana (uma super-avó  que procurava seu neto quando ele desaparecia para uma floresta e era encontrado por uma abelha tal como a história da Bela adormecida. Agora tencionava repetir a proeza invocou a deusa  e contou-lhe o que se passara. A anciã escutou-a durante algum tempo, depois disse-lhe:

- Sabes da história da luz? Da lenda que os seres humanos podem produzir oxigénio. Não ouvis-te? Essa resposta só a abelha que picou Telepiu te pode responder, mas só onde ela estiver é que lhe podes pedir ajudar entendes-te? Tens que encontrar uma forma de destruir a serpente. A serpente é astuta. Ela envolve todos aqueles que a encontram. Existe por isso um grupo que a venera. Uma espécie de religião. Encontram-se ali todos aqueles que podem ser seduzidos por ela ao longo dos séculos ,poucos foram aqueles que conseguiram sair dali. O teu bisavô possivelmente nunca saiu de lá... e o monstro das trincheiras é uma manifestação das cobra. Onde estaria agora? Com quem estaria a sua filha? Porque desaparecera ? Lera ela o texto que estava a traduzir? SE fosse isso então estaria tudo explicado. Ela já pertenceria à Irmandade da Serpente. Laranja sabia que a Serpente era poderosa. Nada a fazia demover: Como dizia no texto: Ela alimenta-se do medo dos concorrentes.

Carlota ia a fechar o computador quando viu que tinha uma mensagem:

Que leão alguma vez consultou oráculos?

quinta-feira, dezembro 11, 2014

Fotossíntese Capítulo Nono


Quem me fez isto? É crente? Tem divagações filosóficas? Então podem começar a escrever. Aliás existe um provérbio eslavo que nos acentua  que nem uma luva –disse Caetana ao grupo depois do susto ter passado. Aquela era sem dúvida a divina dramática onde a comédia se torna tão negra  que os crimes se tornam demasiado desdenhosos e onde se pode determinar as façanhas do homem através do crime. Nisto todos temos um único meio ao nosso alcance. A internet. Eu já nem sei se falo a verdade se estou a sonhar. Mas aconteceu-me estar a falar nomsn com alguém que diz ser a Agatha Cristie. Agora temos que fazer o jogo dele. É usual dizer-se que o criminoso volta sempre ao local do crime. No momento do ritual é que se posiciona a agilidade do assassino, perante a sua vítima é o momento de ataque, é a hora em que a vítima luta pela sua vida. A vida consegue ultrapassar a arte, a literatura proporciona os jogos mais subtis, sejam eles “espelhos“ da sociedade ou “fórmulas“ para atingirem um determinado objectivo. Daí que o crime e o jogo andem por vezes de mãos dadas proporcionando ao observador que descubra o quebra cabeças, gerado na civilização assíria o primeiro passo para esta investigação.

-        Mas o que é isto tem a ver com o que se passou? –perguntou François um pouco tenso.

-        Eu tenho –me contacto à já algum tempo  com um pirata de informática e que pretende brincar conosco, entra nos sistemas dos computadores da faculdade. Um génio ele deu-me as dicas todas, mas antes fez-se passar por uma mulher a mais famosa escritora de romances policiais. Aqui disse ele  que se iria dar o primeiro  ponto do seu jogo , iria ditar as regras do jogo.

-        Então porque é que nós aparecemos na tua vida? –perguntou Caetana já irritada .

-        Qual era uma das bases de sistema da civilização hitita? Muitos das lutas passaram pelo sistema oral e é aí que nós nos ligamos. François é tudo aquilo que nós não imaginavamos. Veio para Portugal para perseguir este menino. Em Paris teve-o às mãos e acima e tudo a nossa bem amada Madalena anadava de amores com um técnico de informática que andava a orientar-lhe a sua tese de doutoramento “A Hierarquia  dos Demónios“. Eram esses demónios que surgiam no texto e se complementavam como jogos, maldições que davam pistas e acima de tudo fábulas que eram deixadas pelo assassino em forma de bombas naqueles livrinhos que não trazem nada escrito, pois bem ele fazia o seguinte escrevia-os. Deixava-os debaixo da porta  do interessado e fazia o resto. A casa ia para baixo. Esta é a minha reportagem. Sei que a Carlota está a escrever um texto acerca de um jogo milenar em que a serpente espreita, algo para  se libertar da sua tese nas horas vagas. È esse o próximo jogo. Ele comunica-se com pessoas com pretensões a escritores. Nós sabemos que Madalena escrevia para um público infantil ,mas não sabemos muito mais da sua vida e é partir daqui que nos temos que unir.

-        E François é ele o responsável?

-        Não, François poderá  pôr fim a este enigma veio para Portugal com uma bolsa da Gulbenkian em Paris quando esteve muito perto de apanhar este menino. Ele usa mil disfarces até dizem que muda de cara e tudo o mais. Mas como reconhecê-lo? Ele nunca dá muito nas vistas  está diante de nós para nos apnhar. Como François tem aptidões para a comédia ele será o elo de ligação e para além disso vem investigando crimes de natureza idêntica a esta desde que esteve em Paris, Londres, São Petersburgo e obviamente para não falar de outro sentido figurado em Nova Iorque.

Comecemos pelo crime (um jogo de azar) capaz de fazer à nossa memória , medos ancestrais  numa tarefa sobrenatural de magia simpática onde a figura presente é substituída pela  pessoa. É neste sentido que o crime e o jogo andam de mãos dadas , primeiro que tudo pela sua inovação ao transmitir  uma estratégia capaz de “colar” uma população debaixo do papel manipulando-os  para determinado fim. Se Maquiavel tivesse vivido antes teria sido destacado aqui esta parte dizendo que os fins justificam os meios, presenteando-nos com um jogo didáctico “Conto do Vigário“. Como todos nós sabemos o vigário é o papel do rei assírio, representante do Deus na Terra (Assur) e dessa mesma fórmula o jogador terá que chegar até ao fim estando na sala do trono. A primeira das peças a serem entregues neste jogo é o ambiente local, com quem podemos contar, onde pesquisamos o terreno e daí partir para a aventura. “Cair no Conto do Vigário“ pode ser um jogo de estratégia  feito ao  gosto do monarca, sendo ele o amado e o escolhido por Deus. Tentar compreender como foi feita cada peça, cada nível e desse ponto enfrentar as feras, griffos  e leões imaginários que nos ameaçam são alguns pontos essenciais. A destreza do jogador é saber onde começa o “terreno de caça“, saber para onde vai o empreendimento nacional que se pretende eliminar. Que meios tiveram os primeiros jogadores? Como é que eles se depararam com as armas bélicas, com a destreza da sua força e sobretudo com os instrumentos de propaganda. Assim ao pensar neste jogo de estratégia “Cair no Conto do Vigério“ o ponto de partida é a campanha de Assurnarsirpal II (883-859 ac ) é conhecer também o ser humano é aqui que entra François...

Nesse momento foi a vez de François expor as suas ideias:

- Quando olhamos para as imagens dos baixos relevos que estão dispersos por vários museus da Europa estamos longe de imaginar quais seriam as características iniciais desses mesmos relevos por uma campanha política. Ao escolher como tema de estudo estava ciente que tinha em mente ir ao encontro do famoso jogo enigmático que se caracteriza na inovação da Alta Antigidade. Assim somos levados a pensar que o palácio do NW descoberto  no século XIX teria sido pensado um jogo avançado onde o sistema  visual e iconográfico. O que teria sido pensado para a entrada  triunfal de Assur-nar-sir-pal II em 883ac? O que teriam pensado os embaixadores, soldados e sobretudo os funcionários de Nimrud? Hoje em dia com as técnicas avançadas de marketing e publicidade, os avanços da ciência demonológica conta-nos muito em que os Assírios nos ultrapassaram, já que foram eles os Senhores do Mundo. Dizem as estatísticas que num determinado período onde a evolução científica sobe em flecha os fenómenos religiosos não param de crescer, pois se o número de disparates pagasse imposto ele seria o maior contribuinte  do país.
-        O que é que isto têm a haver  com o que temos estado a falar? –perguntou Carlota.

-        Religião e Ciência não podem viver uma sem a outra, isto no sentido que este misterioso comunicador nos diz. Quer brincar conosco quer dar-nos diferentes formas de fé. Um jogo da razão e da fé é assim que eu vejo este “Conto do Vigário“ - disse Caetana.

Nesse instante chegaram Benedita e Sim. Vinham ver o que se passava. Naram-Sim ouvia vozes à sua volta:



-        Tu entras na gaiola. És um animal. Este é o teu jardim, meu bom pecador. Rega-o meu bom menino, pois a deusa determina três tempos onde beberás sangue, e virão ventos e a última é a mais vergonhosa das pragas. Voltara a ter sonhos e visões , não sabia porque aquilo que estava a acontecer de novo com uma certa continuidade, mas sabia que no ar havia algo de estranho. Não havia Inana, mas sim Pazuzus e vingança de um segredo  esse que ainda hoje estava nos campos da mente e da memória...

Uniendo caminos*


Hoy, he conocido a mi alma gemela de insomnio, ha llegado hasta mi cuando bebía la dosis de café vespertino, acompañada de una lectura placentera, me ha preguntado si puede sentarse a la mesa que estoy ocupando, y le he contestado con un, claro!.

Hemos platicado de cómo es que vivimos el insomnio, lo que dicen nuestros amigos y familiares del mismo, lo que pensamos nosotros y las conversaciones que de lso especialistas hemos escuchado.

Estamos de acuerdo en que poco nos convence el uso de medicamentos para tratar lo que es llamado por algunos “problema” y comentamos que es preferible, tomar esa taza de café, que, aunque llegue a cooperar para que aparezca nuestro amigo ya mencionado, cuando la bebemos deja un exquisito sabor en los labios. Ya en confianza, respectivamente declaramos que amamos y disfrutamos el placer que nos provoca el café, claro acompañado de la lectura y sin más reímos a carcajadas como si nos conociéramos de toda la vida.

Ah, pero no es todo, le he contado y se ha sorprendido favorablemente al enterarse que me interesa esto de la poesía, de que me intoxico con ella, de mañana, tarde o noche, sin importar cómo vaya el día.


Claro, la sabiduría que marcan su edad y su manera de expresarse es superior a la mía y me refiero a la sabiduría que solo te puede dar la vida. Nos hemos despedido con un, mucho gusto y un, que tengas buen día, fue ese fugaz momento en el que todo conspiró para guardar una hermosa experiencia de vida.


*Por: Imelda Lizbeth Chávez Flores

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quarta-feira, dezembro 10, 2014

NOCHE EN OAXACA: EL RELATO DE UNA ENAMORADA*

Ver texto com fotos e também na sua versão em inglês no blogue da autora, aqui.


Las luces cálidas brillaban en las calles de Oaxaca de Juárez. El atardecer se desenlazó en una escena de blanco y negro. Era mi última noche en Oaxaca y mi pasión de explorar me elevó a una dimensión contemplativa.
Embarque en esta jornada para acudir un sueño que tenía desde niña, para crecer, y recrear mi pasión por el arte y en particular por el lente artístico de ver la vida y todo lo que me rodea. Sabia que estaba ahi, no mas no sabia exactamente lo que era. Todo lo que he descubierto, no lo podría haber concebido sin no haber decidido lanzarme en esta aventura. Esta noche, en una forma mágica, me cautivo, revivió mi amor de arte. 
Tomaba un cortado doble en Café Los Cuilos con un amigo. El lente de mi cámara Canon se situaba en frente de mis ojos y las fotos monocromáticas que capturaba encarnecieron mis sentidos con profundidad.
Saboreaba mi café sentada bajo el marco de la ventana. Descansé mi cabeza contra las barras de metal y miré hacia afuera. Contemplé la plaza, la fuente, la gente alrededor, la charla que llenaba el aire. Las sombras de las barras de la ventana cortaban las caras que pasaban frente a mis ojos. Mi cortado era perfecto.  Azúcar morena bailaba con la cafeína provocando un aroma de placer. No pensaba nada. Probé. Sentí. Dejé que me tomaran fotos. Blanco y negro. Retratos serios. Relaja tu cara. Lo hice. Ojos sonrieron en el reflejo en el lente frente de mí. Fijé la mirada en la eternidad capturada por este arte. La inmortalidad existe.
Era el tres de Noviembre. Recordaba. Mi más reciente memoria de Muertos desvanecía la división de vida y muerte. La noción de lo mortal se agotaba en mi ser. Recuerdo sentirme como una nube en los cielos de Monte Alban, Mitla y Atzompa, cómo formé parte de las tradiciones, ceremonias, y prácticas religiosas de la vida y la muerte en Tlacolula de Matamoros y en la ciudad. Recordé cómo la banda, el son jarocho, el conjunto norteño tomaban turnos tocando en el Panteón General el 31 de Octubre. Cempazuchitl y Cresta de Gallo adornaban las lápidas. Nuestros ancestros vivían esa noche en la luz de las velas, las fragancias, la comida, por medio de la alegria y nostalgia evocada acusticamente.
Viajaba en una longitud de onda mística que la ciudad escondía, una que me encantó—una química sin esfuerzo, un romance. No faltaban las palabras. Solo la mirada fija de mis ojos reflejados en los ojos de mi amante.
Fue un amor juvenil, esta noche—un cierto tipo de ebriedad que me entrelazó con mi alrededor. Noté las sombras de las hendeduras en las calles de cantera; canales escondiendo memorias de todos los que han atravesado su camino. Tal vez ellos también se enamoraron.
Una escena se llevaba acabo en frente de Santo Domingo—la charla de amigos, sombras, carcajeadas, gente enamorada, gente discutiendo de amor, música y arte. “La Llorona” lloraba por medio del acordeón, la letra resonando en mi mente.
Ay de mi, llorona

llorona de azul celeste
y aunque la vida me cueste, 
llorona, no dejaré de quererte

Y aunque lloremos, la alegría de amar nunca cesará de existir. El muchacho tocando el acordión vivía la canción. Grabé el momento en el margen de mi vista. Él sonrió. Parejas que no conocían edad se besaban en frente y detrás de este escenario melódico. Un chavo creaba un dibujo de gis del ex-convento en un papel negro. Se sentaba en la esquina de la banqueta; sus herramientas y otros dibujos al lado de él. Ahí, un retrato de una mujer. Los vendedores de comida, mandaban al aire los olores de tacos, esquite, elotes, hot dogs, hamburguesas y papas a la francesa.
En Café La Nueva Babel tomé; brindando por la vida. En el marco de mi cámara puse los labios que tocaban el micrófono, un testimonio de amor, una construcción lírica infiltrando recuerdos, incluyendo los míos.
Sobre papel

declaro que te extraño
cada amanecer
te haré saber
qué lento corre el tiempo
lejos de tu piel
haré que sepas
de algún modo que te quiero


Las emociones sobrepasan el muro de la vida y la muerte, de pérdida y encuentro, de presencia y ausencia. Sonreí. Celebré el vivir, el compromiso de aquellos que crean una estadía lícita, existencia común, una experiencia compartida de sentimientos—sean los que sean.
Entendí el significado de una persona artística como alguien que tiene una perspectiva creativa de todo aquello que percibe.
Reconocí que yo no sólo observaba, sino que también formé parte de esta estructura armónica. La noche fue también mi noche, como la era de todos aquellos que participaron en la construcción evocativa de emociones. Esta última noche en Oaxaca, me enamoré de los artistas a través del lente de mi cámara, a través de las miradas que penetraban. Nos sumergimos en un inexhaustible momento del tiempo.
Caminaba por las calles de noche; la violencia, el crimen, la injusticia también presentes. Los estudiantes de Ayotzinapa en mis pensamientos. Pasé por una pared con pintura roja que trataba de negar la historia pintada sobre el escrito en la pared, “FALTAN 43.” Tomé parte de una verdad compartida—mediante las sombras, los amores, las penas—de lo que existe palpable a mí; el mundo.
Tengo gratitud por todos aquellos que con su arte, su ser, deciden crearse oportunidades para otros de sentir alegría por vivir, para que tal vez, tal vez, de alguna manera esto prevalezca y se vuelva una revolución de existencia, de una lucha por amor, por ser, para encender la conexión que tenemos unos con otros, empezando con poder vivir una sangre compartida, ya sea dentro de nuestras venas o sangrando, esparciéndose por nuestro mundo.
Yo elijo amar.

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