fanzine Tertuliando (On-line)

Este "blog" é a versão "on-line" da fanzine "Tertuliando", publicada pela Casa Comum das Tertúlias. Aqui serão publicados: artigos de opinião, as conclusões/reflexões das nossas actividades: tertúlias, exposições, concertos, declamação de poesia, comunidades de leitores, cursos livres, apresentação de livros, de revistas, de fanzines... Fundador e Director: Luís Norberto Lourenço. Local: Castelo Branco. Desde 5 de Outubro de 2005. ISSN: 1646-7922 (versão impressa)

terça-feira, março 06, 2018

O livro Llamados a misa foi apresentado no CAL em Lisboa, em evento da CCT

A Casa da América Latina (CAL), em Lisboa, acolheu a apresentação de "Llamados a misa" de Peggy Bonilla (México) pela mão da Casa Comum das Tertúlias (CCT) e da Editora Calígrapho, a qual decorreu lugar no dia 2 de março, pelas 18h30, o livro foi apresentado pela escritora Isabel Hagos (Portugal).
A inciativa contou com a presença do Conselheiro Cultural da Embaixada do México em Portugal, Pablo Raphael.
Durante o evento foram lidos vários poemas em português, traduzidos do original em espanhol por Luís Norberto Lourenço.


Um dos poemas de Peggy Bonilla:

Vem a mim[1]

Traz o teu cheiro a jacarandás
onde a garupa se volte
para balançar-se sem sentido
Vem, espero-te, esperarei…
Já tinha esquecido
tudo aquilo subtil
conquistador, sensual
mórbido, etéreo.
Hoje que te vi
és agasalho inusual
a fome que de ti tenho
a perpetuas no tempo
com um tímido beijo.

[1] Poema de Peggy Bonilla publicado no original em español na antología “Desde La Pasión” (2009).

Luís Norberto Lourenço fundador e coordenador da CCT, na impossibilidade de estar fisicamente presente em Portugal, por motivos laborais no México, enviou a seguinte mensagem por video dada a conhecer durante o evento:  https://www.youtube.com/watch?v=fIHUpavSt8Q 

Na mesa: Peggy Bonilla (à esquerda) e Isabel Hagos (à direita). 
Fotografia: Casa da América Latina.

A escritora mexicana Peggy Bonilla com 
o Conselheiro Cultural da Embaixada do México em Portugal, Pablo Raphael.
Fotografia: Embaixada do Méxio em Portugal

Autora e apresentadora durante o evento...
Fotografia: Embaixada do México em Portugal.

A obra apresentada, editada em espanhol e francês...

O livro...
A narrativa de "Llamados a misa" pode considerar-se parte da história oral do México, e aborda o tema da Guerra Cristera, que se consubstanciou no conflito armado entre Igreja e Estado entre os anos 1926 e 1929. Relata a história dos que não tendo combatido, sofreram os combates. A opinião oficial tem uma versão sobre os factos, e agora Peggy Bonilla, originária da região (Estado de Zacatecas) onde ocorreram os confrontos e que saiu imensamente afectada pela guerra, aborda o tema desde um angulo diferente. Nem com Deus nem com o diabo, explica.
Para isto documentou-se, acedeu às informações do seu pai e realizou interessantes entrevistas expostas neste livro, que vai na sua 3ª edição.

A autora...
Peggy Bonilla Castañeda (Valparaíso, Zacatecas, México, 1950 - ), é uma jornalista e escritora mexicana. Estudou jornalismo na Escuela de Escritores SOGEM Guadalajara e, na Universidad Autónoma de Baja California (UABC) frequentou Oficinas de Criação Literária. Autora de poesia, ensaios e narrativa, publicou várias obras como "Coloquio de Melancolías", "El cielo no es azul", "Los Secretos de la Doñita", "La Coronela Valentina", "De la lujuria al olvido", "Llamados a misa", "Leyendas y costumbres de México", e várias plaquetts como "Los hombres del túnel", "Escritores de Ensenada", "Charlie Chaplin", "Mujeres de la Revolución Mexicana" e "La Décima musa".
Peggy Bonilla ganhou vários prémios ao longo da sua carreira. Foi premiada de "Mujer Destacada" em Santiago del Estero (Argentina), venceu também um prémio pelo "Día de la Mujer" em Ensenada, Baixa California (México), um prémio por parte do IMSS [o SNS mexicano] em Guadalajara (México), e foi ainda premiada em Valparaíso, Zacatecas (México).
Publicou na imprensa escrita e trabalhou em televisão e rádio durante dois anos. Está incluída em 30 Antologias, mexicanas e internacionais, e atualmente produz "Las nueve musas", programa de rádio na internet emitida desde ICAVS, Arvisa Medios (Guadalajara, México).
Este evento cultural representou o regresso da Casa Comum das Tertúlias aos eventos em Portugal, depois de 5 anos em exclusivo com eventos no México: Guadalajara, Zapopan, Celaya, Morelia... Fundada em Castelo Branco no dia 5 de Outubro de 2001, para assinalar o aniversário republicano, com iniciativas em Portugal, na Espanha e no México.


Foi a primeira iniciativa conjunta organizada pela CCT com a editora Calígrapho, de Margarida Santos.
A apresentadora do livro, Isabel Hagos, é autora de vários livros de poesia, a nosso convite apresentou dois livros em Castelo Branco em 2006. 

À Casa da América Latina (CAL) em Lisboa, agradecemos que tenha acolhido um evento nosso pela primeira vez.
À Embaixada do México em Portugal, agradece-se a divulgação feita do evento.

Sobre nós:
http://casacomumdastertulias.blogspot.pt
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segunda-feira, fevereiro 26, 2018

Lisboa acolhe apresentação de "Llamados a misa" de Peggy Bonilla pela mão da Casa Comum das Tertúlias

CONVITE
NOTA DE IMPRENSA


A Casa Comum das Tertúlias (CCT) e a Editora Calígrapho convidam-vos para a apresentação do livro "Llamados a misa" [Chamados à Missa] de Peggy Bonilla (México), o qual terá lugar no dia 2 de março, pelas 18h30, na Casa da América Latina em Lisboa. O livro será apresentado pela escritora Isabel Hagos (Portugal).


2 de março
18h30
Casa da América Latina (Lisboa)

A obra a ser apresentada está em espanhol e francês, mas serão lidos poemas (um publicado no livro) em português de Peggy Bonilla, todos traduzidos por Luís Norberto Lourenço.

Luís Norberto Lourenço entrevistado por Peggy Bonill em "Las Nueve Musas"

A narrativa de "Llamados a misa" pode considerar-se parte da história oral do México, e aborda o tema da Guerra Cristera, que se consubstanciou no conflito armado entre Igreja e Estado entre os anos 1926 e 1929. Relata a história dos que não tendo combatido, sofreram os combates. A opinião oficial tem uma versão sobre os factos, e agora Peggy Bonilla, originária da região (Estado de Zacatecas) onde ocorreram os confrontos e que saiu imensamente afectada pela guerra, aborda o tema desde um angulo diferente. Nem com Deus nem com o diabo, explica.

Para isto documentou-se, acedeu às informações do seu pai e realizou interessantes entrevistas expostas neste livro, que vai na sua 3ª edição.

Peggy Bonilla Castañeda (Valparaíso, Zacatecas, México, 1950 - ), é uma jornalista e escritora mexicana. Estudou jornalismo na Escuela de Escritores SOGEM Guadalajara e, na Universidad Autónoma de Baja California (UABC) frequentou Oficinas de Criação Literária. Autora de poesia, ensaios e narrativa, publicou várias obras como "Coloquio de Melancolías", "El cielo no es azul", "Los Secretos de la Doñita", "La Coronela Valentina", "De la lujuria al olvido", "Llamados a misa", "Leyendas y costumbres de México", e várias plaquetts como "Los hombres del túnel", "Escritores de Ensenada", "Charlie Chaplin", "Mujeres de la Revolución Mexicana" e "La Décima musa".

Peggy Bonilla ganhou vários prémios ao longo da sua carreira. Foi premiada de "Mujer Destacada" em Santiago del Estero (Argentina), venceu também um prémio pelo "Día de la Mujer" em Ensenada, Baixa California (México), um prémio por parte do IMSS [o SNS mexicano] em Guadalajara (México), e foi ainda premiada em Valparaíso, Zacatecas (México).

Publicou na imprensa escrita e trabalhou em televisão e rádio durante dois anos. Está incluída em 30 Antologias, mexicanas e internacionais, e atualmente produz "Las nueve musas", programa de rádio na internet emitida desde ICAVS, Arvisa Medios (Guadalajara, México).

Este evento cultural representa o regresso da Casa Comum das Tertúlias aos eventos em Portugal, depois de 5 anos em exclusivo com eventos no México: Guadalajara, Zapopan, Celaya, Morelia... Fundada em Castelo Branco no dia 5 de Outubro de 2001, para assinalar o aniversário republicano, com iniciativas em Portugal, na Espanha e no México.


É a primeira iniciativa conjunta organizada com a editora Calígrapho, de Margarida Santos.


A apresentadora do livro, Isabel Hagos, é autora de vários livros de poesia, a nosso convite apresentou dois livros em Castelo Branco em 2006. 

À Casa da América Latina (CAL) em Lisboa, agradecemos que acolha um evento nosso pela primeira vez.

Sobre o evento:
https://beiranews.pt/2018/02/peggy-bonilla-mexico-com-a-casa-comum-das-tertulias-na-casa-da-america-latina-em-lisboa/ 
http://casamericalatina.pt/2018/02/22/apresentacao-do-livro-de-peggy-bonilla-na-cal/ 

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quinta-feira, dezembro 21, 2017

A Mãe da Mãe

sábado, agosto 12, 2017

Possível entrevista de Adèle Blanc Séque a Akenton


Aos meus mestres





“ (…)Os factos ? Muito bem . Então vou narrar-te  o que aconteceu . Após o coroamento , mais concretamente entre o terceiro e quinto ano do seu reinado , Amenohotep IV iniciou uma revolução sem procedentes  na história do Egipto . Mandou encerrar os templos dos deuses tradicionais . Depois, despediu os sacerdotes que aí oficiavam  e começou , lentamente , a preparar o caminho para uma  alteração profunda  na sociedade  Egpcia (…)”



Helena  Trindade Lopes , A Mulher que amou o faráo ,1 ed, Romance , 2011,  Esfera dos Livros , p.17





    POSSÍVEL ENTREVISTA DE ADÈLE  BLANC  SÉC  A AKENATON ….

“AKENATON O HERÉTICO OU  O REFORMADOR ? “







Numa tarde quente como aquelas dos desertos e mais propriamente , as da Cidade dos Reis , a jovem Adèle Blanc Séc através do intrepido egiptólogo decidem  dar vida ao famoso Akenaton . A jovem repórter quer fazer uma entrevista exclusiva  ao seu jornal antes que todos os outros arquéologos se apropriem do seu furo .

Apesar dos avisos do egiptólogo , a arquéologa correu diante das ruínas onde estava a luz e alma do faráo .

- Quem são vocês para me interromperem a minha meditação ? Eu assim não consigo receber os meus conselheiros com a paz e a tranquilidade  que sempre os recebo .

A jovem explodiu a rir .

- Nunca pensei que um ninho de víboras , fosse idêntico a um creme de beleza … Ah ! Ah ! Os eufemismos  a que uma pessoa tem que usar para trabalhar com os subalternos !



- Àdele  ! –gritou  o egiptólogo irritado .

 A jovem  arquéologa  tirou um cigarro e acendeu-o . O faráo olhou-a espantado :

- Mas … fuma incenso ?! Mas é uma verdadeira cantora de Amon !

- Não , meu caro , faráo , é uma honra estar consigo , mas gostaria de me apresentar , eu e o meu  professor , o meu mentor , gostaríamos de falar consigo , sobre  a sua  época . Sabe , é que as más línguas  do Paris Match , do Le Monde , Expresso e veja bem da revista Caras  dizem que você tem  um caso com a sua irmã …



- Ah , que disparate ! Isso é intriga ! Antigamente sim , mas a minha mulher é a mais bela das princesas hititas e rainhas  que o mundo já conheceu … Nefertiti ! A Bela Chegou …por onde ela passa  tudo pará …

- Ai ! Meu Deus que estou a ter uma inspirção para uma canção poruguesa … a Rosinha dos Limões !!!! Quando ela passa…

 O egiptólogo aproximou-se irritado com a impertinência da jovem , o faráo olhava-a fascinado , por ela o olhar de frente , como se fosse uma deusa , e ela como arquéologa sabia muito bem o que poderia acontecer …

- Deixe lá , amigo ! A sua mulher diverte-me ! Faz-me lembrar  quando eu conheci Neferti …na casa da Vida . As pessoas do futuro pensarão que casa da vida ,serão casas masl afamadas , mas são como as universidades , as escolas , onde nós aprendemos a ler , a estudar , uma profissão e eu por direito sagrado que me foi concedido …

- Já foi debicado pelo falcão Hórus a esta hora do dia ? –perguntou Adele ironizando o título da casa real .

Bem , o que nos trouxe cá , foi exactamente fazermos uma entrevista , pormos tudo a pratos limpos , a sua imagem foi denegrida , e nós queremos dar aos nossos leitores , na Nacional Geografic fotografias autênticas de que estivemos com o Senhor !

- Sabes  de fonte segura , de que a sua reforma religiosa não foi mais do que um pretexto político para atingir outros países , confirma ? –perguntou a jornalista , enquanto o historiador dava indicações que não devia fazer perguntas daquele género .

- Quem é que lhe disse isso ? –perguntou o faráo .

- As cartas diplomáticas , os historiadores e não são poucos , tais como Nicolas Reeves que lhe chama de falso profeta …

- Isso é mentira !-diz o faráo , devem ser coisas dos hititas , ou daqueles sacerdotes que perderam tudo , aumentavan impostos , mas agora as coisas serão diferentes …

-Huum ! Isto parece  a Revolução  Francesa só que não há guilhotina … -disse irónica a arquéologa . Sabe , Vossa Magestade que nós também tivemos um período assim à coisa de cem anos mais específicamente até que um senhor Napoleão e andou por aqui a fazer umas manobras de diversão …

- Àdele ! Já chega  !-ralhou o professor .

- Não , deixe-a falar , ela faz-me sorrir , tem um humor refinado , coisa que este reino deixou de ter ! De certeza que não foi cantora ?

- Não … mas você não me deixa responder … qual é que é afinal esse seu programa secreto que todos querem esconder que só Lepsius descobriu em 1875 ?

Todos diziam que você era um lunático , que vivia fora da realidade , mas sabe que alguns dizem que pretendia um programa muito maior , e alguns dizem que é quase uma forma de subir ao poder , você deu novos cargos e títulos …porquê ? –perguntou a jornalista .

  • Bem , Neith , Bat ou Hathor ? Acho que estes nomes acentuam-lhe que nem uma luva –disse o faráo .
  • Mas porquê ? O que quer dizer isso ? –perguntou a arqueóloga intrigada acendendo mais um cigarro pensando num belo banho revigorante do que estar ali a torrar ao sol.
  • Para saber essas informações de deusas , vá à reserva do Museu do Cairo , e lá verá muitas peças , depois vá até Basileia , mas vamos ao que interessa se não acusam-me de ser um político , e eu sou um deus com D grande
    Eu quero fazer uma campanha internacional , e nada melhor  do que usar um único deus , o Sol, já reparou que é ele  que acorda , dá vida às plantas , faz crescer tudo o que está à nossa volta , e ainda lhe digo é ele o digno escravelho Kepri , não ponha isto ( porque se nào dizem-me que  me estou a contradizer ) . A grande novidade nestes templos era que as pessoas nos pudessem ver , sem terem que esperar uma vez no ano . Decidiu-se construir uma nova cidade , longe de tudo , maior , magnífica que fosse inesquecível para que todos um dia , falassem dela , dos desenhos , dos quadros …

    - Há quem diga que foi o iniciador da nova era , que  o uso do sol , da energia muda a vida das pessoas …
    -Ah !  Agora  lembro-me quem você é , menina ! Eu sabia que você viria do futuro . E que eu me apaixonaria por si … Blanc Séc , mas teremos que colocar um outro nome , um nome mais egípcio …
    - Não , disse Adèle . Naò pudemos mudar a história , nem os seus acontecimentos , alterar a ordem das coisas , é rasgar uma página , apagar da memória tudo aquilo que fez , o seu amor por uma  cidade , por um ideal mais forte , por Aketaton , por Nefertiti , todos erramos , magestade . Mas não são os homens  que podem dizer que fizeram bem ou mal , mas as suas escolhas e a época em que viveram .
    O faráo saudou os aarquéologos :
    - Que  a Maat vos acompanhe , isto quer dizer que a ordem do universo vos siga sempre e ba vos leve a bom porto !
    Àdele  volta-se para o faráo e pergunta-lhe :
    - Que título gostaria de ser recordado ? Herético ? Ou Reformador ?
    - Herético é mais a minha múmia ….Ah ! Ah !

    BIBLIOGRAFIA

    Dicionário

    - Carrreira, José  Nunes , Dicionário do Antigo Egipto , ed . Caminho , 2001 , 1 Ed,

    Romance  -

    Lopes , Helena  Trindade , A Mulher que amou o faráo , Esfera dos Livros , 2011

    -Sales , José das Candeias , As Divindades Egípcias –uma chave para a compreensão do Antigo Egipto , Ed. Estampa , n. 38 , 1999, pp79-84

     Estudos

    Silva , Heitor Penedro Silveira da , Evolução e Apogeu do Culto solar no Antigo Egipto : A Época de Amarna  , Dissertação de Doutoramento em Egiptologia , sob a orientação da Professora Doutora Maria Helena Trindade Lopes , FSCH , 2009

domingo, dezembro 04, 2016

Registo de doutoramento da universidade da Carrapeta


  Todos  nós sabemos um dia  que  a  vida não dura mais que uns  míseros  oitenta anos no máximo , e quando   temos essa perceção olhamos  a morte ,como um dado  adquirido e uma  forma de vermos os  outros como iguais , talvez por isso os antigos egípcios ,sumérios , hititas , pais de toda a civilização que continuamos e por formulas estranhas como divindades extraterrestres ...
Tornamos a história contemporânea , mais  chata que  filmes de Manoel de Oliveira e   livros de António Lobo Antunes . 

Não entendemos a ponta de um corno da  vida , mas  achamos o máximo as notas de rodapé , e  olhamos  com desprezo as pessoas que são felizes , ou  que na realidade  fazem  de tudo para mostrar que são felizes .

Desprezamos completamente  as pessoas  que  por vias das dúvidas estudam  em centros de formação , e que  por algum motivo querem  apresentar  um trabalho de pesquisa  saudável , outras pessoas   que se acham dignas da verdade científica  que  por alguma razão se sentem donas de um tesouro científico que  não lhes pertence , mas que ao mesmo tempo são alpinistas científicos , pois  já terminaram os seus estudos  e que  agora não pretendem  estudar mais , pois  já o  fizeram  antes e agora esses alunos seus  lhes permitem pagar os seus  salários , contas da luz , e os restantes membros da família . Esquecem que  são na realidade  tão ignorantes ou estúpidos que os seus alunos , eles recusam-se a fazer ou a investir noutras áreas de estudos , ou mesmo que os  seus mestrandos ou  doutorandos lhes apresentem  um resultado diferentes daqueles que  eles profetizaram daqueles alunos que eles  viram como os novos messias da investigação científica , admiram-se que as novas gerações se recusem a ler em francês , inglês , ou espanhol , ou mesmo na sua língua materna .
Preferem sebentas do professor ou mesmo os apontamentos dos colegas , depois quando  surgem pessoas  que nada têm  a ver  com as áreas académicas vomitam impropérios ... escarneiam as pessoas que não são os pensadores que  lhes fazem as vénias .

Os catedráticos portugueses  lembram-me os  artistas  em  fim de carreira e que vêm precisamente os novos atores de teatro  como uma afronta à sua genialidade  ....mas quem são essas pessoas para fazerem resistência aos  novos temas e  outras pessoas que chegam ?

Todos os  anos celebramos o Natal , damos presentes aos nossos familiares , a seres  que amamos e a outros que desprezamos , porque  queremos mais   e mais  e talvez seja uma  forma muito subtil de lhes dizer qualquer  coisa  nos presentes  que damos ,só os mais  iluminados entendem as entrelinhas , porque  não seguiram  o rebanho , por isso mesmo as ovelhas tresmalhadas ....

OU melhor ,  os  jovens   saiem das suas escolas e vão para centros de formação , não e porque gostam de estudar , mas porque preferem arranjar uma alternativa  ao seu  futuro . Em  vez de  ficarem  apenas com um canudo e  fazerem  carreira  com outras pessoas  tão frustradas  como seus mestres , porque não lhes permitiram desenvolver as mentes , eles  não permitem que  outros lhes façam frente ou questionem .

O mesmo se passa  com algumas pessoas que se vêm  por momento seres iluminados pela  associação  científica de tolos  que nos lambem as botas , eles até podem  ver as  nossas limitações , só nos podem  fazer vénias, lembrem-se  que  todos aqueles que quiserem  entrar no nosso  clube  terão que sofrer  as consequências ...


Quem quiser  afinal , fazer uma pesquisa decente , seja ele aluno de um centro de formação ou não , docente universitário  ou não saberá que terá que sair  do  carreiro e fazer pesquisa por conta própria , longe da  ditadura  das modas , dos desfiles académicos que são os  congressos  em que se tem que pagar pelo saber . Longe vão os tempos  em que o saber era algo saudável , e que se ficava pela licenciatura , fazia-se um  trabalho de  200 ou  300 páginas e depois cada um ia à sua vida , hoje  não todos têm que seguir o seu capataz e seguir as ordens  da linha de montagem .

Por essa razão decidi criar em 2011 uma espécie de   Inimigo Público académico neste  blogue , admiro  muito as pessoas que se dedicam à pesquisa , aos seus mestres  e doutores , mas  hoje essa linha  do saber desiludiu-me muito , porque  não vi grandes diferenças entre o ensino público e o privado , nem diferenças entre uma licenciatura e  um mestrado . O que  vejo é  a continuação  da construção de uma casa que se faz pelo telhado e não se dão  ferramentas aos novos  construtores para as fazer. Os  arquitetos vêm  as casas ruir , porque  não têm  a capacidade de assumir a solidão que as novas viúvas Penélopes têm perante  os novos  candidatos a esposos e decidem destruir  o enxoval no  final do  dia .

As Penélopes têm medo  da mudança e de que os seus Ulisses tenham  novos modelos de mulheres que  conheceram pela  guerra de Tróia , porque  nestas  coisas das lutas e das guerras também é preciso saber pensar e  ver o que se faz , e já não é preciso cometer harakiri .
Não , meus amores , há uma coisa que se pode  fazer é escrever sob pseudónimo e é para isso  que o humor serve . Quem ler isto , lembrar.se -á da  entrevista de  Ricardo Aaújo Pereira a propósito do seu novo livro  "  A  Doença , o sofrimento e  a Morte entram  num  Bar " esta sexta feira no Ypsilon
" Tenho uma auto estima baixa  . Isto tem uma  vantagem que é : se eu  fosse uma  pessoas confiante, esforçava-me menos e durante menos tempo , mas eu não me  satisfaço com a primeira   coisa  que me  ocorre (...) "


Daí   que escrever sobre pessoas ,animais que se misturam com ficção , desenhos animados  são tudo uma questão de géneros  e uma  forma de falar sobre as coisas que gosto e que me dececiona , porque o mundo  da carrapeta é tão mais próximo do que aquilo que imaginamos , é só uma  forma de desejar um feliz Natal a todas as pessoas que se dizem   moralmente  democráticas , são de esquerda  , somo pela igualdade de  oportunidades , mas na realidade não conseguimos respirar aquele fedelho e aquela  fedelha que ainda começou e hoje  olha  de igual para igual , sabe melhor o inglês do que eu , pode por a minha  carreira em risco , consegue analisar  aquele  tema por outro  prisma, mas é favor da  igualdade de oportunidades , que  todos possam  frequentar , mas se  estudar ou  ter tido a "desoportunidade" de rer feito qualquer coisa por um instituto de formação não pode .... porque não sabe  pensar ?  OU porque não teve a possibilidade ?Ou será que  temos  todos a mesma  mentalidade  que tínhamos à  100 anos atrás mas  que  hoje é se politicamente  correcto ser se de esquerda e  vergonha sermos de direita ? Não será por estas e por outras que a direita ganha pontos à esquerda e que a crise  veio abrir buracos, por essas razões que a comédia e o  humor sejam a melhor  forma de dizer as coisas e que  sempre  são formulas de  guerra de  sobrevivência .
POrque  eu acredito que é melhor rir sobre a campa de um defunto do que  fazer um dilúvio , e afinal ao preço que água está é melhor  coloca-la  numa  garrafinha e verter   lágrimas sobre ela , palavra de Nero . Ave  Nero para  que te quero . Hoje  deitamos  fogo a Roma e amanhã perseguiremos os cristãos. Há como gosto de ver que  a vida está mesmo no fim ...Oh , morte , podes-me trazer um vodkazinho com cicuta ? É aqui para o Sócrates que está a escrever a história dele ...só não sabe é colocar o título do  livro " HIstória de um  canalha "ou outro livro  qualquer , enquanto assino uns quantos autógrafos na minha apologia ,pode ser ?

terça-feira, novembro 08, 2016

Experiências com outras culturas, de Esau Camacho Vargas

Experiências com outras culturas*

Eu tenho tido quatro experiências principais com outras culturas e acho que aprendi muitas coisas de cada uma delas.
Minha primeira experiência foi com a cultura canadense. Na universidade participei num intercambio e fui para a cidade de Winnipeg, na província de Manitoba. Foi também a primeira vez que saia do México. Gostei muito da cidade porque era um lugar muito grande, com muitos parques, limpo e muito seguro. As pessoas não fecham as portas com chave e gostam ter bandeiras em todos os prédios públicos e também nas casas.
Também gostei da pontualidade. Tudo chega e passa na hora que está planejado. Nunca tive que esperar um ônibus porque sempre chegava na hora, ou mesmo acontecia com as aulas, os almoços e os jantares. As pessoas gostam da tolerância e há uma diversidade cultural muito grande.
Todos esses aspetos positivos da cultura canadense têm influído na minha personalidade e desenvolvimento individual e profissional.
A segunda experiência com outra cultura foi quando morei na França. Lá trabalhei como assistente de língua espanhola. Gostei muito de seu amor pela arte, pela gastronomia e pelo vinho. Comer era todo um ritual que eles adoram. Também é uma sociedade que ama muito a pontualidade, algo que para os mexicanos é difícil de fazer. As pessoas são muito amáveis, mas precisamos tempo para fazer uma amizade verdadeira.
À diferença dos canadenses, os franceses são um pouco racistas. Eles falam sobre as origens das pessoas que conhecem. Isso é algo que no México não fazemos muito e que tampouco era um tema de conversação no canada. 
Gostei muito de morar lá e conhecer todos esses lugares bonitos e aprende sobre a arte.
Depois, comecei a trabalhar no Cinepolis. Os primeros dos anos não tive contato com outras culturas, mas ao terceiro ano mudei de posição e tive meu primeiro contato com a cultura indiana.
Trabalhar com os indianos foi muito difícil. As culturas são muito diferentes e tampouco ajuda a diferença de horário. Temos 11 horas de diferença.  Outra coisa que é difícil: todo o tempo dizem sim. Não compreendo bem porquê, mas peço os relatórios e dizem que sim, que enviam. Depois tive que mudar minha táctica e agora peço os relatórios, mas digo o dia e a hora quando eles devem enviá-los.
Finalmente, comecei a trabalhar com os brasileiros. Eles tampouco são muito formais. Este ano estive lá durante três semanas. Conheci um pouco mais sobre sua cultura. Eles amam a beleza física e gastam uma grande quantidade de tempo fazendo esporte. Trabalham sim, mas sabem que tem coisas mais importantes, como sua vida pessoal.
Posso dizer que estas quatro culturas tem feito uma mudança na minha visão de mundo. Também tem mudado meus objetivos pessoais e profissionais.
Acho que cada cultura tem muitas coisas boas e algumas coisas que podem melhorar. É preciso que todas as pessoas possamos ter contato com outras culturas porque só assim vamos viver num mundo mais tolerante e justo.

*Esau Camacho Vargas (México)

Nota editorial:
Este texto foi elaborado numa aula de Português, o autor é meu aluno no ITESM, Campus de Morelia.

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terça-feira, outubro 25, 2016

A minha experiência com outras culturas, por Juan Manuel Tovar Ramírez

A MINHA EXPERIÊNCIA COM OUTRAS CULTURAS*

México 
Dentro desta empresa eu tenho tido a oportunidade de trabalhar com pessoas diferentes de todas as partes do México. E aqui está o meu primeiro comentário: apesar de falar a mesma língua, as palavras não significam a mesma coisa no norte do que no centro ou no sul. E também as questões culturais são muito diferentes: no norte falam com dureza (parece que falam um pouco aos gritos ou batido), no centro é muito comum o uso de palavras em diminutivo e no sul as pessoas são mais submissas e silenciosas.

Outros países 
Por outro lado, com a expansão da Organização, tive contato com os povos de: Guatemala, Honduras, El Salvador, Costa Rica, Panamá, Brasil, Colômbia, Peru, Chile, Espanha, Estados Unidos e Índia. Também através da formação tive contato com pessoas da Coreia do Sul, Inglaterra e Canadá.

Em primeiro lugar a forma de estar entre os países latino-americanos é muito semelhante, uma vez que eles têm uma origem comum, embora com a manta de retalhos de raças têm sido gerados muito diferentes padrões culturais. O povo da América Central têm uma forma de estar um pouco conformista e devido aos problemas nestes países, o seu sonho é emigrar para outros países como México, Estados Unidos, Canadá ou qualquer país europeu. O povo da América do Sul em geral são mais calorosos no seu tratamento.

Particularmente as pessoas da Colômbia são muito respeitadoras e sempre falam com respeito e não tuteiam [tratar por tu] ninguém apesar de ser conhecidas há muitos anos.

No Brasil, as pessoas são muito trabalhadoras e sempre proativas e quando tive relações com eles para diferentes projectos de formação, em um primeiro momento foi complicado de não conhecer a língua, mas ao aprender Português e Inglês, o tratamento tem-se tornado muito melhor e as coisas são muito mais evidentes quando se trata de questões laborais, além de que também se estreita laços de amizade. As pessoas do Peru são mais silenciosas e é difícil fazê-las participar, mas eles são responsáveis.

No caso do povo do Chile, são bastante felizes e têm um papel muito especial no tipo de trabalho: são bastante aplicados em ideias que são transmitidas e gostam sempre de ser informados de todos os projectos. No caso dos americanos, é um pouco mais complicado trabalhar com eles porque eles estão habituados a que sempre têm a razão e os temos de convencer de que o que está sendo proposto é a melhor opção.

No caso do Canadá, estão abertos para ouvir as opiniões e a ser tomadas em conta, independentemente de que não são semelhantes às suas ideias. Em especial eu tinha algum tratamento com pessoal da IMAX (cuja sede está no Canadá) e adaptaram muitas de suas ideias e formas de trabalho para fornecer um melhor serviço aos seus quadros da América Latina, particularmente do Cinépolis. 

Com as pessoas da Coreia do Sul, as pessoas gostam de trabalhar muitas horas por dia (12 ou mais). No entanto, algo que me chamou a atenção foi que cada 45 minutos há uma pausa para fumar e deixar de fazer o que você está fazendo para poder sair a dar uma fumada. Praticamente todas as pessoas que eu conheci eram fumadores e que era algo que eu não tinha visto em qualquer parte do mundo. Por outro lado, tivemos de comunicar numa língua que não era nativa para eles (Coreano), ou a minha nativa (Espanhol), ou seja em inglês e isso gerou uma certa confusão quando não chegam a compreender cada outros perfeitamente.

As pessoas da Inglaterra são tranquilas, respeitadoras e cordiais no tratamento.

O caso mais especial que tenho enfrentado é com as pessoas da Índia. Em várias ocasiões temos tentado implementar alguns projectos (tais como o sistema de gestão da manutenção de equipamentos chamado Máximo de IBM) e fazem orelhas moucas às coisas que você pretende implementar. Mesmo em algumas reuniões onde estávamos a falar em inglês e não chegávamos a um acordo, eles começaram a falar na sua própria língua ignorando-nos completamente, o que é frustrante e desesperante. No entanto, há que ser paciente com eles porque eles são algo fechados.

*Juan Manuel Tovar Ramírez (México)


Nota editorial:
Este texto foi elaborado numa aula de Português, o autor é meu aluno no ITESM, Campus de Morelia.

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