fanzine Tertuliando (On-line)

Este "blog" é a versão "on-line" da fanzine "Tertuliando", publicada pela Casa Comum das Tertúlias. Aqui serão publicados: artigos de opinião, as conclusões/reflexões das nossas actividades: tertúlias, exposições, concertos, declamação de poesia, comunidades de leitores, cursos livres, apresentação de livros, de revistas, de fanzines... Fundador e Director: Luís Norberto Lourenço. Local: Castelo Branco. Desde 5 de Outubro de 2005. ISSN: 1646-7922 (versão impressa)

terça-feira, abril 26, 2011

A mulher que amou o faráo

Os livros são como as pessoas ,simples como a águas. A sua voz conduz-nos até à outra margem da qual corre o viajante no tempo que é o leitor. Só ele é que pode conduzir a história. Se o leitor gosta, percorre a tempestade prevista pelo autor,dinamizando com o autor página a página desejando chegar até ao fim dessa viagem imaginária.
Se não gosta larga os remos da história e fica à margem.
Hoje, eu peguei num livro e deixei-me viajar, como se estivesse em alto mar. Vi as imagens límpidas e claras como a luz do sol, e o mais estranho é que conseguia ouvir a voz dos deuses que ali habitavam e que os meus amigos me diziam que era imaginação minha. Mas não era imaginação minha, mas de uma grande amiga , por quem tenho a maior admiração e lhe dedico este artigo, porque ela merece-o, porque é talvez se não , uma das pessoas que mais tem contribuído pela divulgação do Antigo Egipto em Portugal.

Por isso ouvir a história escrita por Maria Helena é fazer uma viagem no tempo onde uma história é relatada em dois tempos , como um passado e um presente , ou na boa maneira egícia um "eterno perpétuo presente " .

«Quando Ísis, a velha cantora de Amon, abriu a porta da sua memória à neta Tity, estava longe de imaginar que iria entrar numa emocionante viagem ao encontro de si própria e da história recente do país dos faraós, o Egipto… Amenhotep IV, no ano cinco do seu reinado, decide abandonar Waset, terminar com o culto tradicional e fundar uma nova capital numa zona inóspita e desgastada pelos ventos, na margem leste do rio Nilo. Deu-lhe o nome de Akhetaton. O lugar da primeira vez. Era nesta nova cidade que sonhava escrever uma nova página da História do Egipto. Junto da sua mulher, a tão encantadora quanto perigosa Nefertiti, cuja beleza enfeitiçava os homens, e com o apoio do seu ajudante de campo, o confidente e fiel amigo Ahmés. Mas a intriga, a desconfiança e a traição instalam-se e o sonho cedo cai por terra, graças àqueles que lhe são mais próximos. Só uma pessoa permanece ao seu lado, a jovem Ísis, a cantora de voz doce, que tudo faz em nome de um grande amor. E cuja história de paixão e coragem é digna de ser contada durante muitas e muitas gerações. »

Aqui fica o convite para uma viagem a um mundo mágico surepeendente o do Antigo Egipto !Parabéns a Maria Helena Trindade Lopes!

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Demónios Egípcios e Mesopomtâmicos: Precisam-se

Apesar da enorme revitalizãção da história antiga nas suas diversas especilidades . Até agora não foi possível fazer um estudo que possibilitasse uma história da demonologia no Antigo Egipto e Mesopotâmia .

Tanto mais que aqueles que nos acompanham devem estar recordados das crónicas e pesquisas feitas nos últimos dois anos sobre os Sonhos no Antigo Egipto . Os maiores especialistas destas áreas são sem dúvida Edda Brescianni (" La porta dei sogni . Interpreti e sognatori nell ´ Egitto Antico ")e Kasia Spzakoska. Durante esta pesquisa encontrei elementos de uma divindade demoníaca chamada Tabutu ( um demónio femenino que surge em sonhos a Setna ( conto demótico ) , que seduz a personagem deste conto e o incita a matar a família em troca de prazer e sexo , para além de ter todas as riquezas . Estas frases faz-nos recordar o episódio de Cristo e o Demónio no alto das montanhas " Tudo isto será tem s eprostado me adorares ". Daqui até encontrar vestígios de pesadelos até entrar a uma comparação entre morte e sonho foi um instante . Se nestas mitologias existiam demónios eles conviviam com os deuses e seres humanos , nada mais natural de que se pensasse numa investigação sobre a demonologia . Daqui até à concretização do mesmo projecto foi um passo , tanto mais que eles nos cheguem de Bona , Grécia e Swansea,respectivamente Kasia Szpakoska , Rita Lucarelli e Panagiotis Kousilis .

É neste sentido que hoje vos venho falar deste projecto inovador que tanto faz falta ao nosso panorama universitário que nos poderia ligar a outras universidades e mais noutros campos . Cada vez se aposta na internacionalização , em parcerias deste género que a maioria das bolsas são pensadas só para a História Contemporânea .
Meus amigos , como diria o outro ! História Contemporânea , é uma boa área , mas só tem mais do mesmo, não dá para fazer ligações com mais nada , quando muito as pessoas teimam só fazer histórias regionais com o período em questão , mas nunca decidem investigador temas de demónios, ou sobre o espiritismo ... Isso seria quebrar um único sentido partidário das nossas universitários . E a história antiga ? Para que serve afinal ? Para enfeitar as prateleiras das nossas livrarias ? Enquanto não entendermos o pensamento antigo , a questão dos mitos , da demonologia que poderá estar na origem da medicina , das doenças e os próprios encantamentos de uma longa investigação sobre o comportamento também, não poderemos compreender determinados movimentos pagãos ou um retorno a estas matérias . Há que fazer ligações entre a História e a Filosofia , a História da Ciência e da Psiquitria ou mesmo até na História da Técnica ...Ou quem sabe na literatura ... quem sabe se não há aqui o prenúnio de um pré realismo mágico ? Palavra seja dita que os nossos colegas espanhóis nos batem em pontos como seisto fosse um jogo de futebol.

Meus amigos invoquem estes demónios e chamem os rapazinhos do Sobrenatural e quem sabe os transformem em egiptólogos e assiriólogos através de uma viagem no tempo , ouna temporada final que tenham tempo de os conhecer no tribunal de Osíris.
No meomento em que o coração e a pena são pesados na balança um dos irmãos ... Sam ... Não sei se me estão a seguir , apresenta-se a Amuit :

-Amuit ,I supose
- Livinstone , nice to meet you ...
Quem sabe que haverá aqui em Portugal uma pareceria entre as Universidades de Teologia e as de História Antiga para um estudo mais profundo . Pensem nisto ... E acreditem as mentalidades são os estudos do futuro ... Para mais informações Sam e Dan . Podem por isso contactar Lilith ou Bastet , os números são 99999 ou 666.

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segunda-feira, abril 25, 2011

Balneário pré-romano de Bracara
















Editamos fotografias tiradas por nós em Braga, sobre o Balneário Pré-Romano de Bracara ou Balneário pré-romano da Estação da CP, preservado na cave da Estação da CP, a 300m da futura muralha da cidade Bracara Augusta. Datado da época castreja.


Destaque para estudo de Francisco Sande Lemos (Universidade Minho).


Ainda:

http://mdds.imc-ip.pt/pt-PT/sitiosarqueologicos/ContentDetail.aspx?id=129

http://pt.wikipedia.org/wiki/Balneário_Pré-Romano_de_Bracara

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Comemorações do 25 de Abril em 2011 em Castelo Branco



Comemorações do 25 de Abril em 2011 em Castelo Branco.
Fotografias da sessão solene da Assembleia Municipal de Castelo Branco realizada esta manhã.

Fotografias de Luís Norberto Lourenço.

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domingo, abril 17, 2011

Quem tem medo do lobo mau?

Atribuímos a Nicolau Maquiavel toda a aprendizagem da corrupção mas no mundo é necessário descer-se muito mais baixo para se atingir todos os objectivos.Num desses raros momentos de suaves prestações a Deus onde observamos a sua coroa iluminada, nunca pensamos tomar o curto caminho para acompanhar o Capuchinho Vermelho se não fossemos nós lobos sedentos de sangue puro, mas a verdade é que não sabemos de onde é que vêem essas histórias de lobisomens e vampiros? O que é certo é que Maquival nasceu provavelmente na altura em que a Roménia era uma província italiana. Se repararmos, a maior parte dessas palavras têm uma consonância filológica muito idêntica à do italiano, são considerados latinos também. O que é certo a história do homem ser lobo do homem, nãotem a ver com Perrraut, ou outros autores infantis do século XIX que começaram a estudar as lendas e os mitos. Aqui a questão tem a ver com a essência de novas formas, de se estudar os mitos e as lendas. O que não se não o lobo e o morcego a mesma coisa? Que o Arturo Branco que estudou esta temática para a sua tese de mestrado. Escrevo esta crónica hoje, para vos convidar a olhar para a lenda (como parte do mito que se integrou no local e faz parte da sua característica) bem como a do mito (universal).

Podemos ler Pierre Grimal, Carlos Zimburgo, Adolfo coelho ,mas chegamos à conclusão de que nada está feito. Na história das mentalidades, na história cultural , só nos interessa os debates políticos e não somos capazes de ver que alguns filmes , séries e novelas vão buscar estes mitos porque são pessoas especializadas algumas até investigadores académicos que largaram as cátedras e decidram depois de escre ver contos, romances, chegar até ao povo, tal como se fazia com os folhetins que hoje são temas de teses. Muitas pessoas que se dedicaram a estes temas, abandonaram as suas investigações, por falta d emeios ou de tempo, porque a investigação e a crítica tem muito de solidário como diria algum tempo atrás um escritor. Maquiavel, como todos nós apercebeu-se de que se deve olhar para um só senhor: o governo, a academia, nunca como aqueles desgraçados a quem nós chamamos vampiros ou lobisomens, porque acreditqavam naquilo que eram, independente da sua religião, como Vlad Tepes,“”religioso até ao tecto "( basta ler "O historiador "de Elisabeth Koslova e não essas “charopadas “ de Eclipse ,Lua Nova, ou Crepúsculo onde lobisohomens e vampiros que lutam entre si.
Façamos uma chamada de atenção, para quem quiser escrever histórias deste género. Vá às origens. Leia os documentos, que há pelos menos processos judiciais ( entre final do século XIX. Olhar para a dicotomia da Igreja Católica e ver porque é uns crêem na incorruptibilidade do corpo( são santos ) e na Igreja Igreja Ortoxa , essa mesma incorruptibilidade( seria vampiro seria das campas ). Pass a explicar a incorruptilidade do corpo deu a uma separação entre dois clãs católicos, onde não havia diferença entre lobisohomem e vampiros. Esse lobisohomem depois de morto saira da scampas e atacaria os osbreviventes ,levando a que muitos saissem d esuas casas .Aqui está a demosntração da IGreja Ortoxa e o poder de que uma ser levaria o seu grand epoder e terror... Ai daquele que vivesse nas redondezas, era vítima dos vampiros e tornar-se-ia num deles.

Há que levantar muita campa académica ,para que não haja só o mesmo género de estudos… Ou estaremos confinados a ficar sempre a olhar para o mesmo caminho, sem saber onde seguir se quisermos pensar por nós próprios. Quero deixar aqui uma palavra de gratidão a diversas pessoas que em Portugal me têm ajudado nesta matéria ao Luís ,ao Professor João Marques do Algrave, na Galiza, No Brasil ( são tantos, Como Márcia, Professora Lúcia, Arturo ) em Portugal quero agradecer também à minha professora de Antropologia Amélia Colaço que nos ensinou a ver a história sobre diversos prismas. Não sabemos se o corpo de Maquiavel se torenou ou não incorruptível, por isso é que nós estamos no estado em que estamos, E no caso de ser licenciado em História e ser mestrando em História Contemporânea pode se que nosso governo seja todo vampiro ou lobisohomem, porque o seu fadário começa aos doze treze anos quem sabe num infantário político onde se iniciem aí as primeiras actidades Maquiavélicas e que alguns emporcalhem o nome de Marx. Para terminar gostaria de oferecer nesta quadro festiva atodas essas pessoas um disco em vinil ou CD do Max “A Mula da Cooperativa “, ou ainda e convidar alguém a escrever um Maquiavel lobisohomem ou Vampiro. Cuidado com os ovinhos da Páscoa, pode ser que tenham lá uns dentes sanguinários revestidos com pele de lobo. Tenham todos uma santa Páscoa

quarta-feira, abril 13, 2011

Um importante cognomen numa inscrição da Aldeia de Souto da Casa (Fundão), de Pedro Salvado

A Casa Comum das Tertúlias tem tido desde o início, entre as suas preocupações - chamem-lhe missão - a divulgação de eventos culturais (não apenas os nossos), a salvaguarda do nosso Património, sendo que a digitalização do Património Documental e sua posterior divulgação na Internet são um importante contibuto para este fim.

Aqui deixamos mais um documento, um estudo do Dr. Pedro Miguel Salvado, publicado na revista Trebarvna (Castelo Branco), da qual se publica esta separata: "Um importante cognomen numa inscrição da Aldeia de Souto da Casa (Fundão)", de Pedro Salvado. Separata de "Trebarvna", Vol. II, Castelo Branco, 1986.

Um importante cognomen numa inscrição da Aldeia do Souto da casa

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terça-feira, abril 05, 2011

Homenagem ao Japão

O Japão , sempre eterno e amável de todos nós . O país do Sol Nascente dos Samurais e da Manga . Eleva-nos a um outro universo a sua própria tecnologia e a sua própria forma de se regenerar. Até que este ano uma catástrofe natural e uma nuclear deram o motor de alerta . Falou-se de Terramotos , dos Cismos e das Centrais Nucleares . Recordou-se Cernobil e só aí que se falou de tudo aquilo que se passara daí para cá ...
Antes destes acontecimentos o Japão foi tudo como um país inatingível , mas que já havia tido um presente envenenado após a Segunda Guerra Mundial ... e o Japão emergiu das Cinzas ...

O que vos aqui venho falar é de como a grande parte dos escritores brasileiros tem uma grande dádiva de reconhecimento para com este mesmo país . Pelos 103 anos de presença cultural , da poesia Haicai que foi homenageada por Adriana Lisboa que aqui já foi recenseada, como Bernardo carvalho , onde abordava o teatro nô como parte de característica de humor .

Mais recentemente João Paulo Cuenca , um dos novos escritores brasileiros trouxe até nós um livro sobre o Japão e uma história de amor bem humorada .Uma história de amor entre um ser humano e uma boneca insuflável .Um Japão Futurista chamado " O único final feliz para uma história de amor é um acidente ", estas palavras ditas pelo dono de um restaurante de massas faça uma perseguigação psicológica . Quer se goste ou não entre o tradicional e o último grito da moda , O Japão é uma espécie de MP-3 onde estão todas as músicas que gostamos . De um momento para o outro olha-se para aquelas imagens de um país onde tudo seria um género asiático de ficção científica .

Os longos jardins , os seus restaurantes ,as decorações , comer-se com pauzinhos , o shuzi , o chá ,e acima de tudo tudo aquilo que um dia o que nós demos ao Japão ( as espeingardas ) repetidas todos os anos .Um outro legado através de Miazaqui , Godzila , Murakami , Mishima . Todas estas pessoas , personagens cresceram entre os escritores que homenagearam este país .Tudo aquilo que assitimos há alguns meses , e que o mundo ficou chocado determinou para sempre uma perspectiva de apocalipse asiático . Mas nem só de desgraça vive o Oriente . A sua capacidade de trabalho , a forma de trabalhar em equipa como uma forma de retorno a élite de estado : O Samurai atrai . Tal como aquela luz que fez segir os três reis magos , também milhares de pessoas à 103 rumaram em direcção ao Brasil . Criaram as raízes ali e em parte esqueceram as dos seus antepassados . Esta é na base o enredo de Rakusiha . O outro mais enigmático é uma busca uma história ao próprio país e à criação de uma memória . De uma vingaça , Tanizaki , o passado das Geishas , e o colaboracionismo com a Alemenha, mas é sem dúvida no jogo de espelhos que Bernardo Carvalho se movimenta muito bem . Sol se põe em São Paulo é um retrato disso mesmo .

Homenagem antecipada feita pelos autores . Aqueles três escritores foram uma espécie de reis magos que levaram sem dúvida os presentes a um deus asiático que se regenera . Esperemos que o Japão se reerga das cinzas e acreditemos que isto podia ser um bom exemplo como Portugal poderia seguir . Aqui fica a sugestão . Apesar de parecer despropositado ou não , porque poderá ter morrido ou não esta ou aquela cantora , porque não falei em atentados hoje , não quero dizer que não me preocupe com eles ou com este universo em que nós vivemos , apenas temos a certeza de que o universo e a natureza é nossa . A cultura e a sua própria adaptação é sem dúvida aquilo que temos de melhor em nós , apesar de haver movimentos que não queiram dar outras oportunidades . Não queiram viver mais do que aquilo que a memória aguenta . Porque há crimes que não sustentam as catástrofes naturais . Talvez porque o Japão esteve um dia do lado dos extremistas , morreu com eles e se reergueu , eu também faço aqui duas homenagens ao Japão e às suas vítimas . POdem muito bem dizer , olha muito obrigado agora ?
Não , como se diz em bom português . Mais vale tarde do que nunca . Também porque duas catástrofes que assolaram o Japão , nos fazem pensar para aquilo que poderá vir a tornar o desiquilíbrio ecológico . Obrigado pela vossa compreensão .

segunda-feira, abril 04, 2011

Poesia gráfica e visual*

poesia gráfica e visual


*Por: Stephanie Vidal (Almada, 2011)

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