fanzine Tertuliando (On-line)

Este "blog" é a versão "on-line" da fanzine "Tertuliando", publicada pela Casa Comum das Tertúlias. Aqui serão publicados: artigos de opinião, as conclusões/reflexões das nossas actividades: tertúlias, exposições, concertos, declamação de poesia, comunidades de leitores, cursos livres, apresentação de livros, de revistas, de fanzines... Fundador e Director: Luís Norberto Lourenço. Local: Castelo Branco. Desde 5 de Outubro de 2005. ISSN: 1646-7922 (versão impressa)

terça-feira, abril 26, 2011

Demónios Egípcios e Mesopomtâmicos: Precisam-se

Apesar da enorme revitalizãção da história antiga nas suas diversas especilidades . Até agora não foi possível fazer um estudo que possibilitasse uma história da demonologia no Antigo Egipto e Mesopotâmia .

Tanto mais que aqueles que nos acompanham devem estar recordados das crónicas e pesquisas feitas nos últimos dois anos sobre os Sonhos no Antigo Egipto . Os maiores especialistas destas áreas são sem dúvida Edda Brescianni (" La porta dei sogni . Interpreti e sognatori nell ´ Egitto Antico ")e Kasia Spzakoska. Durante esta pesquisa encontrei elementos de uma divindade demoníaca chamada Tabutu ( um demónio femenino que surge em sonhos a Setna ( conto demótico ) , que seduz a personagem deste conto e o incita a matar a família em troca de prazer e sexo , para além de ter todas as riquezas . Estas frases faz-nos recordar o episódio de Cristo e o Demónio no alto das montanhas " Tudo isto será tem s eprostado me adorares ". Daqui até encontrar vestígios de pesadelos até entrar a uma comparação entre morte e sonho foi um instante . Se nestas mitologias existiam demónios eles conviviam com os deuses e seres humanos , nada mais natural de que se pensasse numa investigação sobre a demonologia . Daqui até à concretização do mesmo projecto foi um passo , tanto mais que eles nos cheguem de Bona , Grécia e Swansea,respectivamente Kasia Szpakoska , Rita Lucarelli e Panagiotis Kousilis .

É neste sentido que hoje vos venho falar deste projecto inovador que tanto faz falta ao nosso panorama universitário que nos poderia ligar a outras universidades e mais noutros campos . Cada vez se aposta na internacionalização , em parcerias deste género que a maioria das bolsas são pensadas só para a História Contemporânea .
Meus amigos , como diria o outro ! História Contemporânea , é uma boa área , mas só tem mais do mesmo, não dá para fazer ligações com mais nada , quando muito as pessoas teimam só fazer histórias regionais com o período em questão , mas nunca decidem investigador temas de demónios, ou sobre o espiritismo ... Isso seria quebrar um único sentido partidário das nossas universitários . E a história antiga ? Para que serve afinal ? Para enfeitar as prateleiras das nossas livrarias ? Enquanto não entendermos o pensamento antigo , a questão dos mitos , da demonologia que poderá estar na origem da medicina , das doenças e os próprios encantamentos de uma longa investigação sobre o comportamento também, não poderemos compreender determinados movimentos pagãos ou um retorno a estas matérias . Há que fazer ligações entre a História e a Filosofia , a História da Ciência e da Psiquitria ou mesmo até na História da Técnica ...Ou quem sabe na literatura ... quem sabe se não há aqui o prenúnio de um pré realismo mágico ? Palavra seja dita que os nossos colegas espanhóis nos batem em pontos como seisto fosse um jogo de futebol.

Meus amigos invoquem estes demónios e chamem os rapazinhos do Sobrenatural e quem sabe os transformem em egiptólogos e assiriólogos através de uma viagem no tempo , ouna temporada final que tenham tempo de os conhecer no tribunal de Osíris.
No meomento em que o coração e a pena são pesados na balança um dos irmãos ... Sam ... Não sei se me estão a seguir , apresenta-se a Amuit :

-Amuit ,I supose
- Livinstone , nice to meet you ...
Quem sabe que haverá aqui em Portugal uma pareceria entre as Universidades de Teologia e as de História Antiga para um estudo mais profundo . Pensem nisto ... E acreditem as mentalidades são os estudos do futuro ... Para mais informações Sam e Dan . Podem por isso contactar Lilith ou Bastet , os números são 99999 ou 666.

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sexta-feira, novembro 26, 2010

Arlete Mémé Negra ,O pontificado de Dora a exploradora na redação da revista Vogue Apopis Bastet

Autor : Arlete Memé Negra


Título da dissertação:O pontificado de Dora a Exploradora na redacção da Revista Vogue Apopis Bastet durante o I Período Intermediário


Doutoramento : Letras ( História Pré Clássica )
Data da defesa : 31 de Junho de 2083

Júri : Professor Doutor Ficamé Sete Rios ( Universidade Tiro ao Alvo ) e Indecifrável não se dá com ninguém



A dissertação de doutoramento da especialidade de Egiptologia leva Dora a Exploradora a intervir na queda de vendas de Vogue Apopis Bastet . A saída da sua fundadora nas intermináveis passagens de modelos e investimentos na barca Solar de Ré . As exibições constantes e o consumo de roupa criada pelas estilistas Agatha Luiz de Prada que teve de recuar mais de 3000 anos , e mesmo Carolina Herrera para fabricar o perfume Fogo de Apopis no Festival do Jubileu levou que deusa Neith levasse Bat e Hathor em criações evidentemente egiptólogicas em vestidos de linho em caracteres demóto-coptas para levar a criar um estilo de mulher fundamentalista . Não contente com a situação Miranda Presley decidiu pedir a Harry Potter que fizesse sair dos livros das suas filhas gémeas Dora a Exploradra e que a contasse por sonhos . Nos últimos duzentos Arlete tem se dedicado a ligar as essências do fogo da Serpente Apopis , escrito em escrita hieroglífica pela estilista Carolina Herrera sob o castigo de fazer passagens de modelos dentro da barriga de Sobeck . Em entrevista ao nosso blogue , Carolina Herrera afirmou: " compreendo agora a história de carmen Binladen . E acho que até Fidel Castro é mais brando com as suas vítimas do que no período em que estive preso sobre os caprichos de uma rapariguinha tonta que fazia tudo para satisfazer uma ditadora . "

Durante o período da sua investigação Arlete Memé Negra descobriu tendências de roupas fortemente inspiradas nos jogos utilizados nas histórias de Dora a Exploradora para ressuscitar o governo de Pepi I . O discurso de um homem Cansado com o seu Bá poderá ter sido escrito sob o pseudónimo de Batatoon após a expulsão do palhaço no programa " O último a sair ".

A autora defendeu que a culpa de todos estes discursos foram inventados pelo cantor português Roberto Leal o qual disse sob o efeito de hipnose usar este livro para as suas próximas músicas em Português . Na conclusão Arlete afirmou que Dora ficou conhecida como "Aquela que é Explorada "por Miranda acabando por se transformar num mito de origem bastante conhecido nas manhãs de Kepri durante as tardes de Sol .
Arlete Memé usou ainda um anexo iconográfico ao qual a Miranda usou o vestuário de feiticeiro Harry Potter para utilização da heka egípcia . Concluída a apresentação Arlete foi agraciada com o prestigiado queijo flamengo.

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quarta-feira, julho 30, 2008

Não era uma vez?...Ou será apenas um fim de um sonho?

Há algum tempo atrás vi um filme intitulado "Mimzzie" em que dois irmãos recebem uma caixa vinda do mar. Dentro dessa caixa de madeira encontravam-se várias caixas e um coelho de peluche que falava. A grande caixa onde estavam as outras, deu capacidades fora do normal às duas crianças. A uma o poder de descobrir os desenhos da mandala tibetana e à capacidade de mover as pedras e possibilidade prever acontecimentos ou conhecer o passado de cada pessoa.
A arqueologia e a história têm também essa capacidade. Escolhi este filme para ilustrar uma pessoa em questão que não é uma pessoa qualquer.
Tem uma grande sensibilidade que transpõe para os seus trabalhos que nos deixam atónitos. Falo-vos de uma senhora que se tem empenhado em trazer para Portugal a Egiptologia. A sua tese de doutoramento, classificada com Muito Bom e Louvor, intitula-se “Os nomes próprios do Império Novo”, porém não é apenas esta tese e a sua rara idade no meio académico nacional que a tornam especial. Fez parte do grupo de criadores da primeira revista de egiptologia, “Hathor” (1989), da Associação Portuguesa de Egiptologia e, em 2000, obteve uma concessão do Estado Egípcio para escavar em Mênfis.
Por todas estas actividades há que se lhe reconhecer a fibra e o talento, mas recordo-vos ainda que esta senhora ligada à organização do Congresso Internacional de Egiptologia de Lisboa, a 04 de Abril de 2001, que trouxe a maiores sumidades nesta área à capital.
No ano seguinte dirigia já a primeira escavação arqueológica portuguesa no Egipto. Local: Mênfis. A palavra dá lugar à acção e tudo começa.
Foi por isso que escolhi o filme Mimzzie porque tem tudo a ver com a pessoa de que vos falo: a professora Maria Helena Trindade Lopes. Uma lutadora que continua a sonhar. Há pessoas que esmorecem e perdem a capacidade de sonhar quando atingem a maioridade ou simplesmente a idade adulta, outras não. Neste grupo está seguramente a minha amiga Maria Helena Trindade Lopes.
A escavação portuguesa em Mênfis recorda-me as pedras e a capacidade de que o coelho Mimzzie tinha de olhar para o passado e prever o futuro. No filme o coelho de peluche tem de voltar ao local de origem para se proteger, reviver e recuperar esse mundo. Também a escavação portuguesa – e o sonho de Maria Helena Trindade Lopes - não deve parar.
Como pensa a ciência, o governo em Portugal?
Estaremos condenados a prever um final riste para esta história? Todos deverão ter lido no dia 10 de Junho de 2008 uma notícia no "Diário de Notícias" da possibilidade do fim da escavação arqueológica onde a responsável teve que pedir um empréstimo pessoal a um banco porque a Fundação para a Ciência e Tecnologia não deu este ano a verba necessária para a continuação dos trabalhos.
Ora, a história e a arqueologia precisam de apoios, de estratégias e de mais pessoas activas como a grande Helena que tem alcançado no seu percurso académico várias vitórias. Um percurso e uma voz diferentes dos que estamos, mesquinhamente habituados.
Tal como no filme vamos fazer as pedras falar e os hieroglíficas soltarem o seu grito do fundo dos tempos, das areias escaldantes do deserto, para que se possa salvar esta operação delicada.
Mimmzie, o coelho de peluche, conta com a nossa ajuda e tenta comunicar também convosco, só que nem sempre temos a capacidade de o ouvir, e muito menos “os grandes iluminados”.
Peço-vos um minuto para ouvirem as pedras e os seus sinais mágicos falarem. Temos que acreditar num final feliz para esta história que se passa em Mênfis . Força Helena!
PS: Já agora visitem http://home.utad.pt/~apries/

Setúbal, 30 de Julho de 2008

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