fanzine Tertuliando (On-line)

Este "blog" é a versão "on-line" da fanzine "Tertuliando", publicada pela Casa Comum das Tertúlias. Aqui serão publicados: artigos de opinião, as conclusões/reflexões das nossas actividades: tertúlias, exposições, concertos, declamação de poesia, comunidades de leitores, cursos livres, apresentação de livros, de revistas, de fanzines... Fundador e Director: Luís Norberto Lourenço. Local: Castelo Branco. Desde 5 de Outubro de 2005. ISSN: 1646-7922 (versão impressa)

quarta-feira, janeiro 29, 2014

Manifestos contra o medo na revista Morbo...



Hoje, quarta-feira, dia 29 de Janeiro de 2014, será apresentado o número 10 da "Revista Morbo", publicação editada pelas Ediciones Morbo, sendo que este n.º 10 é dedicado ao tema "El Horror estético, económico, político, social".
A Revista Morbo, conta com sede no estado mexicano de Campeche e tem como Director José Antonio Landa Rosas. 

Capa do número 10 da Revista Morbo...

Neste número 10, incluí-se um texto sobre o livro "Manifestos contra o medo: antologia de uma intervenção cívica", de Luís Norberto Lourenço, editado pela Casa Comum das Tertúlias, sendo o texto inserido na revista assinado por Beatriz Mayor Serrano, colaboradora deste blogue "Fanzine Tertuliando (On line)", autora do prefácio do caderno em espanhol "Manifestos contra o medo: antologia de uma intervenção cívica (Lecturas. Antología mínima)" e responsável pela apresentação do livro na FIL de Guadalajara de 2012.

A apresentação estará a cargo de: Miguel Ángel Avilés (Editor Adjunto da MORBO), Darío Carrillo, Ángel Ortuño, Beatriz Mayor Serano e Luis Noberto Lourenço. 

O evento decorrerá pelas 20 horas, na Sala Elías Nandino, no ex-Convento del Carmen (Av. Juaréz, n.º 638), em Guadalajara (Jalisco, México). 

Entrada livre.

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sábado, outubro 06, 2012

Nova iniciativa editorial da CCT


Capa de "Manifestos contra o medo: antologia de uma intervenção cívica (Lecturas. Antología mínima)" / coordenação e tradução de Luís Norberto Lourenço; textos de Alfredo Pérez Alencart, António Borges Regedor, Carlos Casaquinha, José António Córdon-Garcia, Luís Raposo e Teresa Sá Couto; prefácio de Beatriz Mayor Serrano.
ISBN: 978-989-96187-6-3.

Em breve integralmente no SCRIBD.

Por ocasião da apresentação do livro "Manifestos contra o medo: antologia de uma intervenção cívica" (Castelo Branco: Casa Comum das Tertúlias, 2011), em Cáceres, ontem, 5 de Outubro, dia de aniversário da CCT, foi distribuída a 2.ª edição, revista e aumentada, do caderno - "Manifestos contra o medo: antologia de uma intervenção cívica (Lecturas. Antología mínima)" - já por nós dado aos tertulianos em Salamanca, no passado dia 4 de Setembro, na altura da primeira apresentação do livro em Espanha.    

Esta segunda edição (bem como a primeira), encontra-se já disponível na Biblioteca do Ateneo de Cáceres, na Biblioteca do Museo Provincial de Cáceres e na Biblioteca Pública del Estado en Cáceres "A. Rodríguez-Moñino / M. Brey".
Brevemente estará disponível noutras bibliotecas.

Esta 2.ª edição do caderno contou com o apoio da Câmara Municipal de Castelo Branco.

Este caderno foi pensado para as duas tertúlias já realizadas, em Salamanca (4 Setembro) e Cáceres (5 Outubro), mas também para ser dado a quem compre o livro, nomeadamente nestas duas cidades espanholas, assim, nas livrarias onde está disponível o livro, terão os compradores como oferta esta edição castelhana de e sobre o "Manifestos...".

Vertente editorial da CCT:

Edições da “Casa Comum das Tertúlias”



Colecção “Papéis de sexta”
  1. Oda para quedarse en el corazón de António Salvado / Alfredo Pérez Alencart; apres. António Lourenço Marques (2009)
  2. Auto de arrolamento dos bens existentes na egreja matriz de Penamacor, concelho do mesmo, distrito de Castello Branco, realisado no dia 6 de Julho de 1911 / Luís Norberto Lourenço (2010)
  3. Museus da Raia: um documento para a história da cooperação transfronteiriça e outros textos / José Miguel Santolaya (2012)
  4. Manifestos contra o medo: antologia de uma intervenção cívica (Lecturas) / (Org.) Luís Norberto Lourenço (2012) [1.ª ed. Set/2012; 2.ª edição revista e aumentada, Out/2012, com prefácio de Beatriz Mayor Serrano]



Colecção “Rosa Sinistra”
  1. Manifestos contra o medo: antologia de uma intervenção cívica / Luís Norberto Lourenço; pref. Luís Raposo (2011)



“Tertuliando – Fanzine da Casa Comum das Tertúlias”
Fundador e Director: Luís Norberto Lourenço (2005- )
N.º 0, Outubro/2005
N.º 1, Março/2006
N.º 2, Abril/2006
N.º 3, Maio/2006
N.º 4, Junho/2006
N.º 5, Julho/2006
N.º 6, Agosto/2006
N.º 7, Setembro/2007
N.º 8, Outubro/2007

Para quem diz que a Casa Comum das Tertúlais tem estado pouco activa...

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quinta-feira, outubro 04, 2012

Manifestos contra o medo, apresentado em Cáceres em dia de aniversário da CCT

A Casa Comum das Tertúlias fundada a 5 de Outubro de 2001, para celebrar a República, depois de Ciudad Rodrigo, Salamanca, realiza a sua primeira iniciativa em Cáceres. 

Tertúlia

Apresentação do livro:
"Manifestos contra o medo: Antologia de uma intervenção cívica"

de Luís Norberto Lourenço
(Castelo Branco: Casa Comum das Tertúlias, 2011)

moderador: 
Esteban Cortijo Parralejo (Presidente del Ateneo de Cáceres)

apresentado por: 
Juan Manuel Valadés Sierra (Director del Museo Provincial de Cáceres)

Ateneo de Cáceres (Espanha)
5 de Outubro de 2012
20h 30m (horal local)

Organização:

Colaboração:

Sobre o livro:
La obra de Luis Norberto no habla únicamente del miedo, pero los títulos los carga el diablo, y aunque en el libro encontremos una gran cantidad de temas y de hechos vinculados con la vida social, política y cultural de Portugal, el autor ha proporcionado subliminalmente una vía de interpretación, un recorrido oculto por las sugerencias implícitas en el título. De tal manera que podemos leer los artículos como un diagnostico y una exposición de las incertidumbres y amenazas que sufre una sociedad en estado de crisis, una crisis inferida por imposiciones externas, las económicas, las políticas, las continentales, y una crisis inducida por renuncias internas, las de una población que se ve compelida al adelgazamiento y la consunción en el seno de un sistema que ha levantado la sospecha sobre cualquier forma de progreso.
por José António Córdon-Garcia, do texto da apresentação do livro em Salamanca

Sobre o apresentador:
Juan Manuel Valadés Sierra, é o Director do Museo Provincial de Cáceres, desde 1997, é Licenciado em História e Geografia pela Universidad Complutense de Madrid, com Especialidade em "Prehistoria y Etnologia", Técnico Superior no Instituto de Conservação y Restauração de Bens Culturais do Ministério da Cultura Espanhol, foi Profesor Asociado de "Etnologia General", "Etnologia da Peninsula Ibérica", "Museología y Gestión del Património Arqueológico" na Universidad Complutense de Madrid (1992-1997), Técnico Superior de Museos (1994-1995), Conservador de Museos (1995-1997) no Museo Nacional de Antropologia (antigo Museo del Pueblo Español). Autor de "Extremadura, tres: Integracion y afirmacion etnica en la comunidad extremena de Leganes" (1992), em colaboração publicou "Picasso, homenagem ao toureiro" (Lisboa, 2000), tem artigos publicados na "Revista de Extremadura", "Revista de Museologia", "ETNICEX. Revista de Estudios Etnográficos", "Revista de dialectología y tradiciones populares", "Anales del Museo Nacional de Antropología", "MUSEO. Revista de la Asociación Profesional de Museólogos de España" e publicou ainda "Estatuto de Autonomia Pequeño Rustica".

O cartaz desta iniciativa foi elaborado por Cláudio Félix Trindade.

Todos os presentes na apresentação do livro e na compra do mesmo, serão presenteados com um exemplar da segunda edição revista e aumentada (de 20 para 40 páginas), do caderno "Manifestos contra o medo: antologia de uma intervenção cívica (Lecturas. Antología mínima)" com textos traduzidos para castelhano de e sobre o livro.   
Ligação para a 1.ª edição, versão integral, em pdf, disponível gratuitamente, para leitura e "download":
No início da próxima semana, já depois da tertúlia também a 2.ª ed. será disponibilizada "em linha" da mesma forma.

Ver referência ao evento tertuliano, aqui.

Contactos:

Notícia de hoje no semanário "Reconquista":

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sexta-feira, agosto 31, 2012

Prefacio del libro “Manifestos contra o medo: antologia de uma intervenção cívica”*


[tradução do original português para espanhol por:
 Luís Norberto Lourenço, Beatriz Mayor Serrano y Ana Luísa Esparza Molína] 

            Seguro que no fue por haber sido su profesor, ni por habernos encontrado en repetidas ocasiones desde entonces en museos, además de recibir el honor que el autor consideró al darme el privilegio anticipado de la lectura de esta antología de sus escritos y de juntar algunas palabras introductorias, a la guisa de prefacio.
           No fue igualmente por tener recorridos comunes, ni generacionales (infelizmente para el quincuagenario que sin apercibirme ya soy), ni profesionales (seguimos ambos nuestras vidas, después del proficuo encuentro que tuvimos en la Universidade Lusíada, siendo yo el profesor y Luís Norberto Lourenço el alumno), ni tampoco político-partidarios (ya que, bien vistas las cosas, él despertó para la militancia partidaria cuando yo de ella recién había salido, además, por puertas diferentes). Asimismo, considero saber lo que originó que Luís Norberto me invitara. Es algo casi indecible y que se resume en valores.
           El respeto por la vida y por las ideas, en primer lugar. Cualquier vida y cualesquier idea, aún las ideas contrarias a nuestra forma de ver el Mundo, serán siempre preferibles a la indigencia intelectual. Por eso convergimos en el repudio de aquellos, falangistas o fascistas, que gritaban “¡viva la muerte!” o decían sacar la pistola cuando les hablaban de cultura.
        En segundo lugar, la admiración por la verticalidad, que hace de las personas seres humanos. En el fondo, el arrimo al retrato que ya Sá de Miranda hacia del homem de um só rosto, de um só parecer, de antes quebrar que torcer, aquel que nunca tendrá lugar en la corte, en cualesquiera cortes, pero habrá un día de morir en paz consigo mismo y compensado por, casi sin querer, hacer escuela, quiero decir, dejar alguna buena memoria tras de sí.
            De valores se trata aquí, por tanto. De ser, más de lo que se tiene es de cuánto se trata en las páginas de este libro. Su lectura constituye un grato refrigerio en tiempos de banalidad, de falta de compromiso cívico. En tiempos de abandono de consciencia o de su compra en dinero o especie, en este caso sobre la forma de acciones caritativas, las cuales, por más urgente y sinceras que sean (lo que ni siempre es el caso), están lejos de constituir la repuesta radical que el  Mundo de los Hombres requiere.
            De valores se trata aun en tiempo de indisciplina interior y de arrogancia sobre los otros y sobre el pasado. En este particular y debido a su formación en Historia, Luís Norberto nos da a conocer significativas enseñanzas: Se há lição que a História nos ensina é a da não esquecer as lições do pasado, nos dice a cierto paso, y una vez más queda este arqueólogo/historiador que abajo firma reconfortado en sus idénticas convicciones.
            Existe aún, además de todo lo que queda dicho, una dimensión de los escritos de Luís Norberto Lourenço que constituye un bien inestimable, una casi joya rara: su asumida militancia política inteligente, partidariamente enganchada, pero intelectualmente descomprometida. Nada más equívoco que proclamar principios, y valores, para después no practicarlos o practicarlos sectariamente (el sectarismo ha sido siempre y siempre será sinónimo de estupidez). No es en absoluto el caso del autor, que no duda un segundo en poner la mano en la masa, en “tomar partido”, haciéndolo con la postura del libre-pensador, lo estuvo en el  origen de muchos movimientos de la ciudadanía en siglos pasados, inclusive de aquello que en nuestro País llevó a vivir en res publica  es decir, en República.
            Por eso convergimos, al punto se me dio el honor de hacer el prefacio de ésta obra. El autor es, confesada y orgullosamente, el militante partidario socialista; yo soy el independiente, pero de modo alguno el indiferente, alguien que un día se consideró comunista y militó, con enorme convicción, en el respectivo partido histórico, donde salió un día por divergencias más filosóficas que operacionales, sin nunca dejar todavía de sentir ser esa su familia y que por lo mismo, nunca la cambio por otra.
            Vivimos ambos, pues, la vida por su lado izquierdo, que es el lado del corazón. Defendemos ambos que la historia no terminó y que nuevos mundos, más progresivos, más justos, en el  fondo más humanos, surgirán.
            Y estamos dispuestos ambos a trillar nuevas vías, como abundantemente se documenta en la profusión de las propuestas presentadas en estas páginas, aún ahí con grande identidad de pensamiento, dado que ambos reconocemos que el futuro no será fácil, tal como escribí en uno de mis textos de reflexión sobre las políticas del patrimonio cultural: Não será certamente fácil e cómoda a via para a reformulação do pensamento da esquerda neste domínio (me refería a las políticas de la cultura y del patrimonio cultural). Obligará a negar muchos de las mañanas que cantan, teorías científicas y verdades eternas que nos alimentarán en la juventud, cuando a nuestra vuelta sólo observábamos hambre y represión. Así será, porque el mundo cambió: la represión y el hambre son otras, aunque más sutiles; y nuestros antiguos mañanas, son ya, ayeres. Parecerá aún una vía peligrosa, porque sugiere un camino estrecho, delimitado por el cultivo conservador y pasadista de los grandes monumentos patrios y del otro por el vanguardismo transcultural, contrario a las herencias culturales y defensor de contratos de clase, más que de articulaciones nacionales. Admito que sea estrecho, de facto, este camino, porque la izquierda pasó demasiado tiempo apática y  sólo repitió slogans. Sin embargo, aprender con la experiencia y hacer camino, caminando siempre fueron y serán virtudes con tonalidades de izquierda[1].

*Luís Raposo
(Prefacio de “Manifestos contra o medo: antologia de uma intervenção cívica”)

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[1] “A política de património cultural da esquerda”, in Ideias à Esquerda, nº 2, pp. 48-53. Ed. Campo da Comunicação, Lisboa.

Nota editorial:
Esta publicação, de quatro, realiza-se a pensar na apresentação do livro no próximo dia 4 em Salamanca, ver aqui detalhes.

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