fanzine Tertuliando (On-line)

Este "blog" é a versão "on-line" da fanzine "Tertuliando", publicada pela Casa Comum das Tertúlias. Aqui serão publicados: artigos de opinião, as conclusões/reflexões das nossas actividades: tertúlias, exposições, concertos, declamação de poesia, comunidades de leitores, cursos livres, apresentação de livros, de revistas, de fanzines... Fundador e Director: Luís Norberto Lourenço. Local: Castelo Branco. Desde 5 de Outubro de 2005. ISSN: 1646-7922 (versão impressa)

sábado, dezembro 13, 2014

Fotossíntese cap. 11


Não podia acreditar no que estava a ler . Diante de si estavam o misterioso DJ que o achava estranho, François que tinha as suas sérias dúvidas e Caetana que começava a dar cartas . Seria por isso que ela se unira ? Tinha ideias contrárias ás suas , mas a tese de que uma placa de produzir fotossíntese  e libertar esses mesmos gases seria o sonho de mulher cujo o seu avô tivera nas mãos o destino do mundo . A história que ela escrevia era um pouco a sua . Ela não se chamava Carlota Joaquina mas sim Mercedes e desde cedo começara a achar a vida militar muito mais interessante do que as das mulheres . Aspectos que falavam de estratégia determinavam-lhe aspectos muito mais interessantes que aquelas teorias que lia nos livros , por isso história antiga posse pela cultura dera-lhe motivos muito mais que suficientes para si. Necessitava de voluntários para poder continuar o trabalho no quartel onde vira crescer o seu gosto e era tratada como boneco da instituição militar. Vira-se em pequena a brincar com a sua popée , nada mais nada menos que a sua boneca . Estava prestes a criar o maior projecto da sua vida , mas tinha-o guardado em segredo . Deveria guardar parcelas para esses mesmos objectos em relatórios em que encontrara na discoteca “O Vigário “. Sem ninguém saber era ela que escrevia sob o nick “Agatha Cristie “ para se divertir ás custas das várias pessoas , mas ouvir a conversa de caetana a sangue frio fora um golpe dura , teria que se afastar por uns tempos daquelas aventuras ou seria desmascarada dali por pouco tempo. O Vigário era  a discoteca  que estava na moda mas que era o nome para chefe militar na Civilização Assíria onde assumia dois papéis um de chefe religioso e outro o de chefe militar .

-Representante de Deus na Terra –sorriu . Quem frequentava a discoteca observava a sua decoração , imagens de Naram-Sim e de Sargão de Akad . Rei dos quatro quatros e das Quatro regiões era um epíteto que era usado por estes dois reis.  Começou por estudar a civilização assiro - babilónica para compreender o local que tinha à sua frente . A própria discoteca assumia uma personalidade estranha a que muitos poucos sabiam a que universo correspondia, algum tempo depois procurou registos daquelas inscrições  e verificou na biblioteca de uma faculdade que alguém havia escrito um tratado profético que  no futuro a sacerdotisa de Sin afirmava que os seres humanos seriam capazes de fazer fotossíntese daí partiu para as bases culturais  hititas e que foram a partir destas duas versões  que se dera a primeira guerra mundial . No entanto descobrira um artigo de  que o texto detinha algumas semelhanças com o “Pecado Mortal do Jardineiro “. Esse mesmo texto fora escrito por Benedita fora por esse mesmo motivo que decidira escrever um crime a partir do Conto do Pecado Mortal do Jardineiro e próximo do génio alado da Gulbenkian ? O que é aquelas três peças tinham a ver umas com as outras ? A luz e uma espécie de jogo determinado por alguém superior que estaria  ali remendar ou evitar que o passado se repetisse . Precisava de pensar se devia continuar naquele trabalho. As suas pesquisas estavam por um fio . Estava em vias de ser despedida . Até que lhe veio à ideia de apresentar a ideia ao mecenas da noite . Acontece  que ninguém sabia quem ele era . Só apenas Benedita contactava com ele e mesmo assim não lhe via a cara . Era apenas um computador . Começava por agora integrar-se nos computadores das bibliotecas para pesquisar  nos ficheiros  das bibliotecas do mundo inteiro que  abordassem vários temas sobre a arte assíria uma placa de alabastro comprada por Calouste Gulbenkian comprada a um particular francês . Tinha em mente o que ia fazer e não ia perder tempo . Prestes a ser desmascarada , Carlota começou a tremer . Sentia o coração a subir-lhe pela boca . O misterioso  segurança começava por investigar a zona , mas ela começava a desconfiar de que tinha um adversário à altura . Mas eis que naquele instante um pré-ser , uma espécie de larva lançou um ataque . Prestes a espirrar com o odor do perfume lançado pela larva e uma árvore a que o proprietário diziam ser a árvore da vida . Aquela árvore estava movida a um sistema de alarme quando atacada  ou se preparavam para  invadir os seus tesouros . As luzes acendem-se . A porta da discoteca  abre-se e uma infinidade de mulheres corre até à árvore , julgam que se trata de um novo perfume do criador do momento. Meu Deus como sair daqui ? –pensa   Carlota . Os jornalistas  invadem o laboratório . Seria altura  de escapar-me daqui para sempre ?

Do outro lado estava Caetana com um sorriso de escarneo:

-        Doutora Agatha Cristhie  o que está aqui a fazer ? Eu disse-lhe que isto era  um local de trabalho ? Como permitiu isto ?


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