fanzine Tertuliando (On-line)

Este "blog" é a versão "on-line" da fanzine "Tertuliando", publicada pela Casa Comum das Tertúlias. Aqui serão publicados: artigos de opinião, as conclusões/reflexões das nossas actividades: tertúlias, exposições, concertos, declamação de poesia, comunidades de leitores, cursos livres, apresentação de livros, de revistas, de fanzines... Fundador e Director: Luís Norberto Lourenço. Local: Castelo Branco. Desde 5 de Outubro de 2005. ISSN: 1646-7922 (versão impressa)

sábado, dezembro 13, 2014

Fotossíntese Capítulo Décimo


Começo por preparar a  vítima. Aquela  que está diante dos nossos olhos  parece ser a mais  adequada: Como tentar de um momento para o outro o suicídio? Bem vistas as coisas se você for bastante observador não lhe dará  o direito de pôr em dois lados a Igreja como o Suicídio como forma de  projectar o Inferno a Católicos não praticantes. É verdade que essas era umas temáticas dos meus romances .Mas como explicar que o suicídio é uma formula minimalista de decoração da casa , expor os sentimentos e valorizar a vida. Dizem alguns que o suicídio é uma  fórmula de puro ar de egoísmo e agora. Quando uma bomba rebenta, faz um clarão imenso, perfeito. No fundo a  morte é um espectáculo grandioso. Um teatro magnífico! Os inimigos têm sempre a oportunidade de redimir os mortos! Afinal ,eles  já não estão cá para refutarem! Os outros, os amigos guardam-nos nas suas caixinhas de recordações! Fazem-se memorandos, epitáfios tão ridículos que  mais parecem caixas de sardinhas. No fundo todos temos o mesmo destino sermos recordados. Assim passamos ao passo seguinte: Como arranjar um culpado? Onde é que  ele está? Aquele que tem a cabeça quente e que ferve em pouca água! É tão bom arranjar vítimas! Arranje então uma  meia verdade para destruir a pessoa  que quer atingir! É desta forma que eu quero escrever o meu novo romance intrometo-me com as personagens e questiono-as sobre as obras que estão a fazer e como se posicionam, tudo isto é como um jogo de estratégia. Eu Agatha Cristie, mulher de um arqueólogo baptizei uma estátua como a Manlisa de Nimrud. Sem dúvida a primeira mulher a batizar outra sem água benta. Voltando ao  nosso caso anterior desta vez aconselho-vos a ler A Criação do Suspense de Patricia Hismith de que ainda não vos falei e que este livro À espera do Crime se insere. Sem destruirmos o nosso amiguinho não seríamos nada, não é verdade? O assassino nunca perde a sua cabeça em combate, apenas ajuda a resolver  uma forma rápida de resolver os problemas que têm e damos-lhe um bilhete de  viagem sem cobertura amodo de não ter acesso a retorno do longo passeio que é a morte. Empenhe-se então por ser uma vítima, conte os seus problemas a um desconhecido  e ele tratará de fazer a cama. Só não quero deitar tudo a perder. Não deixe que nenhum momento de distracção deite tudo a perder  a não ser que você dê um tiro no seu próprio pé. Dinamite faz barulho , resolvemo-nos por outro género de criações mais sofisticadas as literárias aquelas que nos passam despercebidas. Passemos ao próximo nível!

NÍVEL 1

 Regras do Jogo

  No centro da acção está uma criança que penetra  num universo fantástico. O ponto central desse jogo  é o sacrifício da personagem que entrando na casa encantada de sua mãe tentará  descobrir  o ponto essencial  dessa maldição para a quebrar: a amizade. A serpente criança tinha medo das pessoas e daquilo que  elas lhe podiam fazer. Ora podiam usá-la para pintar quadros, para experiências ou para se servirem dela como tema de livros. Fora o bisavô daquela criança que descobrira aquelas placas que detinham o segredo daquele jogo, fora esse mesmo jogo que declarara a primeira guerra mundial. A sua mãe ficou de tal modo obcecada por tal demanda em encontrar o responsável pela morte do seu pai. Empenhou-se então em descobrir o que acontecera à muitos anos atrás. Tal como fizera Laranja tentou desenvolver histórias que o seu avô  lhe contara. Como fora assassinado o seu bisavô? Laranja entendera-o logo. A serpente conheceu o seu bisavô em criança  elevou-o a penetrar num universo mágico, procurava então conhecer então a floresta mágica que o seu bisavô. Fora uma história mirabolante que ela desconhecia de todo. Era uma história de um processo de fotossíntese que os deixara a dormir completamente nas aulas de Biologia. Deu-se conta porque razão fora estudar a história revolucionária da fotossíntese, estaria a resolver uma parte da história da sua vida. A história de Laranja era a sua própria história. Tinha a certeza de que a história que encontrara no museu onde fizera serviço de voluntariado  em piquena  antes de entrar para a faculdade era mais uma daquelas razões. Aquela era a sua história com um formato infantil, mas que de certo iria ser visitada m breve pelo misterioso assassino. Por uma serpente que era a  má da fita  ditava aquele ponto necessário para chamar os super - heróis que tanto gostava a Hanana (uma super-avó  que procurava seu neto quando ele desaparecia para uma floresta e era encontrado por uma abelha tal como a história da Bela adormecida. Agora tencionava repetir a proeza invocou a deusa  e contou-lhe o que se passara. A anciã escutou-a durante algum tempo, depois disse-lhe:

- Sabes da história da luz? Da lenda que os seres humanos podem produzir oxigénio. Não ouvis-te? Essa resposta só a abelha que picou Telepiu te pode responder, mas só onde ela estiver é que lhe podes pedir ajudar entendes-te? Tens que encontrar uma forma de destruir a serpente. A serpente é astuta. Ela envolve todos aqueles que a encontram. Existe por isso um grupo que a venera. Uma espécie de religião. Encontram-se ali todos aqueles que podem ser seduzidos por ela ao longo dos séculos ,poucos foram aqueles que conseguiram sair dali. O teu bisavô possivelmente nunca saiu de lá... e o monstro das trincheiras é uma manifestação das cobra. Onde estaria agora? Com quem estaria a sua filha? Porque desaparecera ? Lera ela o texto que estava a traduzir? SE fosse isso então estaria tudo explicado. Ela já pertenceria à Irmandade da Serpente. Laranja sabia que a Serpente era poderosa. Nada a fazia demover: Como dizia no texto: Ela alimenta-se do medo dos concorrentes.

Carlota ia a fechar o computador quando viu que tinha uma mensagem:

Que leão alguma vez consultou oráculos?

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