fanzine Tertuliando (On-line)

Este "blog" é a versão "on-line" da fanzine "Tertuliando", publicada pela Casa Comum das Tertúlias. Aqui serão publicados: artigos de opinião, as conclusões/reflexões das nossas actividades: tertúlias, exposições, concertos, declamação de poesia, comunidades de leitores, cursos livres, apresentação de livros, de revistas, de fanzines... Fundador e Director: Luís Norberto Lourenço. Local: Castelo Branco. Desde 5 de Outubro de 2005. ISSN: 1646-7922 (versão impressa)

sexta-feira, dezembro 16, 2005

Poemas de Magda Nisa (I)*

Voei até ao mais alto ponto
E olhei para cima de tudo.
Ouvi canções saídas dos ribeiros e ventos,
Troquei danças com pinheiros e urzes.
Soletrei as palavras capazes de inventar poemas,
Andei por caminhos que se cruzam com doçura.
Despertou em mim a vontade de silenciar toadas,
que compõem os versos de vidas soltas
e apertar nas mãos outras mãos,
cheias de nada capazes de tudo.

Magda Nisa

* Este é o primeiro poema de vários, alguns dos quais serão publicados na versão papel deste "blog".

5 Comments:

  • At 11:12 da manhã, Blogger Ana F said…

    Há pessoas que cruzam o nosso caminho,
    as que percorrem do nosso lado e as
    que vemos entre um passo e outro.
    A todas chamamos de amigos.
    São muitos,como as folhas de uma árvore.
    Os primeiros são o amigo-pai e o amigo-mãe,
    que nos mostram o que é ter vida.
    Depois vem o amigo-irmão,
    com quem dividimos o nosso espaço.
    Há os amigos do peito.
    São verdadeiros, sabem o que nos faz feliz.
    Às vezes, um deles estala o nosso coração
    e então o chamamos de amigo-namorado,
    que dá brilho aos nosso olhos,
    música aos nossos lábios,
    pulos aos nossos pés.
    Há os que são amigos por um tempo,
    talvez um dia ou uma hora.
    Eles colocam sorrisos na nossa face
    enquanto estão por perto.
    Há os que estão longe, que ficam nas pontas
    dos galhos, e aparecem quando o vento sopra.
    O tempo passa, o outono chega e perdemos
    algumas das nossas folhas. Mas elas
    continuam alimentando as raízes com
    lembranças de momentos maravilhosos.
    Desejo a ti, folha da minha árvore,
    paz, amor, saúde, sucesso, prosperidade.
    Cada pessoa que passa em nossa vida é
    única, deixa um pouco de si e leva um pouco de nós.
    Esta é a maior prova de que duas
    almas não se encontram por acaso

     
  • At 4:00 da tarde, Blogger Ana F said…

    Preciso escrever, delinear palavras no papel, mas todos os traços que fizer deixarão de ser meus para serem as palavras no papel, papel de outro alguém, não o meu. O meu papel será outro, com traços ligeiros e lindas frases, e se encostar o meu ouvido bem perto, até conseguirei ouvir os sons de outros tempos, os cheiros de outras eras e aí poderei descansar porque o meu papel mudou.

     
  • At 7:38 da tarde, Blogger Luís Norberto Lourenço said…

    Muito bonitos, os dois textos. Não consigo retribuir na mesma moeda.
    Resta-me um convite público: que tal publicarmos estes dois textos poéticos e outros igualmente belos da sua autoria, no próximo TERTULIANDO... em suporte papel, a sair em Abril?

    Luís Norberto Lourenço

     
  • At 11:25 da manhã, Blogger Ana F said…

    Mais uma vez obrigado, não tenho nenhuma objecção ao convite e teria muito gosto na publicação dos textos.
    Ana

     
  • At 11:00 da manhã, Blogger Ana F said…

    Não se ama pelas qualidades ou defeitos do outro, o amor é muito mais do que isso.
    Não se ama porque é preciso partilhar a vida com alguém, ou porque está na hora de amar.
    O amor vem de mansinho sem dar conta e estremece os corações de quem estiver no seu caminho.
    Quando se ama o dia pode nascer solarengo ou chuvoso, que tanto faz, amar compensa tudo.
    Triste de quem nunca sentiu um grande amor, daqueles que nos faz perder a cabeça e fazer loucuras. Podem até chamar demência a tanto amor, mas o que isso importa?
    Amor assim existe apenas uma vez na vida, pode até não ser para sempre, pode até parecer que se esqueceu mas ele apenas adormeceu esperando um dia acordar.
    E quem disser que amou mais do que uma vez na vida é porque nunca amou de verdade.

     

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