fanzine Tertuliando (On-line)

Este "blog" é a versão "on-line" da fanzine "Tertuliando", publicada pela Casa Comum das Tertúlias. Aqui serão publicados: artigos de opinião, as conclusões/reflexões das nossas actividades: tertúlias, exposições, concertos, declamação de poesia, comunidades de leitores, cursos livres, apresentação de livros, de revistas, de fanzines... Fundador e Director: Luís Norberto Lourenço. Local: Castelo Branco. Desde 5 de Outubro de 2005. ISSN: 1646-7922 (versão impressa)

quarta-feira, dezembro 03, 2014

Fotossíntese Capítulo Piloto ( folhetim )



Depois de ter escrito a cómica Santa Muerte, no blogue Tertuliando. Decidi recuperar o género folhetim, ao fim de 4 anos. Depois de seguir o género cómico, non -sense , mais ou menos surrealista, optei por colocar uma história de ficção científica, onde as imagens de cartazes dos míticos filmes de ficção científica do século passado, do cinema mudo. A temática da história gira num contexto das comemorações da Primeira Guerra Mundial, na qual se centram todas as comemorações, entre congressos, publicações, e ao mesmo tempo apresentações de livros, exposições. Num contexto actual optei por escolher um grupo de estudantes de mestrado em História Antiga e Contemporânea que se envolvem numa perigosa experiência, nelas as suas experiências se voltaram em diferentes épocas, na atual (2014), no passado em diferentes épocas (1914 - Primeira Guerra Mundial) e noutras épocas que se contextualizam através de um túnel que dará acesso a uma discoteca muito disputada a Vigário, nelas encontrassem um agente secreto chamado Naram-Sim (que se encontra na foto vestindo um fato digno de um super-herói) e que se vai transformando, hora em génio alado como o que vêm na figura abaixo.


Fig. 1. Génio alado da Gulbenkin (que consta do número 118 da colecção, mas que tem uma  importância vital neste folhetim)


Fig.2 . Este túnel é outro  local central  da história de "Fotossíntese ". Este túnel é a passagem secreta  que dá acesso entre a discoteca Vigário e as épocas antigas da  história.


Fig.3 . Quadro que representa as formas da medicina e da magia da Mesopotâmia (neste contexto estão colocados  os grandes heróis, vilões e assassinos, agentes secretos na história em  que  a partir de hoje fará parte do  vosso  quotidiano).


Se Naram - Sim era o herói trágico na historiografia como demonstrou Maria Lina Ferreira da Paz na  sua dissertação de mestrado (A sombra dos heróis, dissertação de mestrado em História e Cultura Pré Clássica). Agora transformado num super-herói ele terá a forma de mudar o seu destino e da humanidade... as outras personagens  serão apresentadas nos próximos dias.
De

Tornara-se cada vez mais difícil segui-la quando o telefone tocou.
  falta pouco para apanhá-la. Não podes ligar mais tarde? – perguntou uma voz  do outro lado da linha .
Não. – respondeu  Mariana  seca .
 - Sabes quem vem comigo? – perguntou a mesma voz de forma insistente.
- Não, não me disseste. Tenho por acaso alguma bola de cristal? – respondeu Mariana cada vez mais irritada pois haviam acabado com que ela interrompesse a história que estava a escrever. Do outro lado  do tempo, Mariana  ouvia os sacerdotes dos  templos  proclamarem orações:
- Os Deuses clamam por uma doce vítima. Sim devo obedecer-lhes, mas eles não me obedecem a mim.Perante este drama sentia o tremor pelo meu Deus, sendo eu o seu representante na Terra. Mas porquê sair daquelas folhas policopiadas? Estava lá tão bem! Agora transformado num adolescente  de cabelos compridos de t-shirt ,de calças de sarja  com bolsos. Quem te viu e quem te vê !O Senhor realmente vê  que o homem é mesmo mau! Aqueles dois  zumbiam-nos de verdades telefonando pelo telemóvel. Coisa estranha esta. Como é que as pessoas podiam falar para dentro de placas? Serão  os inevitáveis dragões da montanha? Mais um objecto estranho aquelas raparigas a quem julgava serem sacerdotisas chamavam carros. Julgavam-nos outros seres ainda mais estranhos. O que era mais surrealista de facto que nos achavam polícias, uns seres que zelavam pela segurança das pessoas enquanto elas continuavam a serem assaltadas. Julgava-os meus patrícios. Falavam qualquer coisa sobre indicações. Está na hora de consultar os deuses. Levados pelos perseguidores, uma das raparigas afirma que estão a dirigir-se para o mundo dos mortos. A outra manda-a  calar-se dizendo  que tudo isso mais parece um romance de terror de Sthepen  King.
- A salvação está na tua força, na tua grandiosidade, pensa Naram-Sim . Para onde nos estão a levar?
O telemóvel do casal toca.
- Aconteceu algo de mal, liga-me assim que puderes .
- Para onde nos levam? Porquê? – pergunta Naram-Sim
- Cale-se!- responde o homem.
- Porquê?- perguntou uma das raparigas.
- Você parece um rádio intermitente.
- Como se você  soubesse resolver todos os  seus problemas. Para onde é que nos está a levar? Vai-nos matar? Ou o vosso objectivo é raptar-nos ?Isso é tão feio !Só faltava agora você ligar para a polícia e pedir para o virem prender !Afinal como diz aqui este nosso amigo historiador que é especialista em Naram-Sim diz que tudo isto não passa de um castigo de Deus.
-Não é Nam? – perguntou a rapariga que falava pelos cotovelos. O raptor ligou para a polícia e ligou de facto para o virem buscar com as conversas disparatadas de um grupo que se julgava serem colegas de mestrado de história.
-Vá lá, eu sei que não está a perceber patavina nenhuma disto quem são estas raparigas, mas eu vou explicar-lhes. Só vêm uma folha a escrever sózinha. Na realidade já fui uma frondosa árvore, mas se formos às teorias platónicas ou reencarnações hindus fui qualquer coisa. Não sejamos dramáticos! Esta simples caneta... escreve aquilo que eu lhe mando! Porquê? Não acreditam? Eu chamo-me Agatha Cristie! Na verdade este museu que me conserva não me deixa descansar nem um minuto !Parvos, idiotas! Nós não fomos assim! Não acredito que passem o tempo aqui caídos! Posso-vos garantir de que eu voltei do além para escrever um romance. Um romance  que se passa nos dias de hoje  e é em torno de um grupo de estudantes universitários  que estudam a figura do rei sumério que se vão envolver com o próprio que aparece numa discoteca da moda decide  fazer uma invocação à deusa Inana. Desculpem-me, mas acordei hoje com lembranças enquanto fui casada com o meu marido Artur Max Malloman onde tínhamos uma casinha em Nimrud a antiga Kalah que falam os livros de história. O livro não podia ter acontecido mais perto de uma jovem historiadora que se chama Benedita que em seus olhos irradiava uma inteligência superior. A sua paixão pelo monarca sumério e o seu interesse pela sua desgraça fá-la percorrer Paris.  Foi em Paris já dentro dela decido escrever a minha história. Naram – Sim tomado de amores pensar que aquela jovem é a sua amada Inana. Faz uma inumação com um cordeiro em plena discoteca pensando que esta é um templo, preparando-se para a guerra. Ao mesmo tempo começam a ser mortos pessoas influentes na área  da conservação e pessoas que aparentemente  nada têm a ver com os génios alados de Nimrud. É aí  que entra um neto de Hercule Poirot que vem para Portugal com uma bolsa da Gulbenkian para estudar esse relevo Pierrot Poirot. Está  a trabalhar como palhaço numa escola de circo e ao mesmo tempo vir até Portugal onde conhece a jovem Benedita. Ao mesmo tempo ambos têm a certeza de que os crimes têm a ver com uma mente perversa  que quer imitar a arte neo-assíria firmar o seu poder. Mas será obviamente esta teoria... para conseguirmos dar cor a um romance iniciamo-lo com um móbil, a estratégia  do assassino  do seu plano perfeito para isso o pecado  regista-se nele como uma etiqueta.

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