fanzine Tertuliando (On-line)

Este "blog" é a versão "on-line" da fanzine "Tertuliando", publicada pela Casa Comum das Tertúlias. Aqui serão publicados: artigos de opinião, as conclusões/reflexões das nossas actividades: tertúlias, exposições, concertos, declamação de poesia, comunidades de leitores, cursos livres, apresentação de livros, de revistas, de fanzines... Fundador e Director: Luís Norberto Lourenço. Local: Castelo Branco. Desde 5 de Outubro de 2005. ISSN: 1646-7922 (versão impressa)

quarta-feira, março 03, 2010

Prospostas para a requalificação da arte assíria

É usual dizer-se que o criminoso volta sempre ao local do crime. E neste caso tratando-se de um assunto que arquólogos e historiadores tentaram desvendar.Decidi reencontrar-me com o rei que me levou algum tempo a travar uma batalha com um ser de características sobrenaturais.Nesta civilização tento encontar os motivos pelos quais alguns atrás cometi o crime de olhar um génio alado. Estudar a sua imagem e a ideologia de um rei como forma de propaganda. Escapa-me um pormenor. Nos romances policiais os pormenores por mais insignificantes que sejam ,revelam aspectos muito importantes sobre o quotidiano das personagens.Tal descuido levou-me a dirigir novamente à Fundação Calouste Gulbenkian para uma verdadeira declaração de guerra a esse mesmo ser . Nessa ordem optei por captar a atenção de flor que o génio tinha numa das suas mãos . Esse meio minuto trouxe-me à memória de uma civilização agrícola onde homens e deuses comungam dos mesmos pratos. O fruto que retirei dessa semente levou-me a pensar noutros meios (económicos,administrativos e políticos) a que os homens não esqueciam a sua alimentação.Essa alimentação advêm de vários prismas,símbolos e mensagens escondidas. A elas já diversos autores tentaram falar no papel do historiador de arte em diversos romances policiais ou de temática histórica (O Cego de Sevilha e os Mensageiros Secundários). A Mesopotâmia é um exemplo disso,mas a mensagem que hoje vos quero deixar é aquela que a revista “LesDossiers de l´Archeologie“ que dedicou um número à exposição que esteve patente no Louvre “Babylone“. Roberto Parapetti,director do Centro italo-iraquiano pelo restauro dos monumentos. Num artigo de 6 páginas documentado com fotos face à preparação da reabertura do museu do Iraque (fotos da sala assíria (Dez . 2007) outras tantas que dão a falar da proximidade de uma nova era . A era da reconstrução dsa memória visual e artística de toda a história de um povo . Este pequeno artigo dá-nos não só o empenho com que estes projectos evendiciam novas salas de museu . Assim como afirma o autor do artigo “ O novo projectop compreende o sector de Korsabad um sistema artificial mas eficaz que permita ler os baixos-relevos de uma forma mais homogémea , (...)” (Roberto Parapetti , Réoverture du musée d´Irak , pp 74-79). Aqui dá-se uma nova abordagem a estes seres mágicos que o autor do artigo defende que para a uma melhor compreensão da função original dos lamassus é aq reconstrução dessa cidadela protegida pelos génios . É aqui que entra o olho clínico do historiador de arte enquanto dectective procurar nessa flor o símbolo da ordem estabelecida pelo Estado e das suas instituições. Este ser é apresentado como cúmplice do rei e dos deuses dá-lhes informações sob a forma de estar e de ser . A semente e o polén que está nas mãos do génio remete para uma outra história mais antiga . Alguns anos atrás a assirióloga Bárbara Neville Porter fez um artigo sobre as árvores sagradas , os pólens e a pessoa de Assurnarsirpal II. Portugal continua atrasado nestas temáticas apenas se manifesta solidário quando acontecem catástrofes culturais como a que aconteceu em 2003 mas não tem um projecto como a Professora Doutora Kátia Paim Pozzer . Tudo isto poderia passar despercebido se a Katia fosse minha conterrânea, mas não. A Professora Kátia é professora auxiliar na Universidade Luterana do Brasil. Só mostra que a assiriologia no Brasil consegue ter raízes vincadas. Teve um pai como o Professor Doutor Emanuel Bouzon que deixou o bichinho Por esta área fascinante. Em Portugal não as pessoas não olham com bons olhos para os assírios . Terríveis e fascínoras . Considerados como os vampiros do médio oriente antigo. Amante de livros de terror. Empenhei-me em seguir as suas rotas , os seus relatos sanguinários. Imaginava as suas viagens pelo deserto , os seus palácios e as suas histórias.Em Portugal restam-nos poucos caçadores de vampiros que decidam caminhar por esses caminhos e contam-se pelos dedos quem são eles. Esperamos por eles para a batalha final .

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