fanzine Tertuliando (On-line)

Este "blog" é a versão "on-line" da fanzine "Tertuliando", publicada pela Casa Comum das Tertúlias. Aqui serão publicados: artigos de opinião, as conclusões/reflexões das nossas actividades: tertúlias, exposições, concertos, declamação de poesia, comunidades de leitores, cursos livres, apresentação de livros, de revistas, de fanzines... Fundador e Director: Luís Norberto Lourenço. Local: Castelo Branco. Desde 5 de Outubro de 2005. ISSN: 1646-7922 (versão impressa)

sábado, dezembro 12, 2009

Poesia de Ida Talavera de Fracchia

Ida Talavera de Fracchia nasceu em Trinidad, Paraguai, a 10 de Fevreiro de 1912 e faleceiu em Assunção a 19-09-1993. Foi casada com o Dr. Victor Fracchia e deixaram quatro descendentes: Laura, Graciela, Victor C. e Ana María.
Ida foi uma poetisa bilingue notável. Escreveu belos poemas tanto em castellhano como em guarani. Mas o conhecimento de Ida não termina no castelhano e no guaraní. Conheceu, falou e escreveu também em francês, inglês e português. Uma das suas poesias em francês, com música de Rodolfo Dami, participou num concurso de canto e poesia em Paris obtendo o nono lugar.
Também escreveu a letra do hino da Faculdade de Filosofia, com música do Dr. Juan Max Boettner.
Dedicou muito do seu tempo ao conhecimento e investigação do idioma guarani e integrou a Academia da Língua e Cultura Guarani. Publicou um livro intulado "Esto de andar". Como artista plástica, ramo que cultivou também, com muita delicadeza. Expôs em Nova Iorque, Washington e várias cidades dol Brasil.

Haihára: Ida Talavera


[versão guarani]

Asapymi ha ahecha
che keguýpe nde arai
ára ru'ãre oguata
nde jasy marangatu,
cherenóivaicha ohasávo
henimbo morotĩmi
ha che ángape añandu
che jopy techaga'u.

Mombyryetéko reime
chehegui Paraguay,
umi nde arasa poty
oĝuahẽ chemyangekói.
Che retepýpe osyry
paraguaiete ruguy,
che py'ápe reikove,
resapukái, cherenói.

Apáy ha ndorojuhúi
che ypýpe Paraguay.
Hi'ãnte chéve aha
aĝuahẽmi ne rendápe
ysapy omyakỹ jave
kapi'ipe rovyũ,
cheañua haĝua che páype
vy'ami marangatu.



[versão española]

Cierro los ojos y veo
tus nubes en mi ensueño
se mueve por el cielo
tu luna divina,
como si me llamara al pasar
su halo blanquecino
y siento en mi alma
que la añoranza me aflije.

Tan lejos estás
de mí Asunción,
tus flores de guayabo
llegan para inquietarme.
Dentro de mi cuerpo fluye
sangre de paraguaya auténtica,
vives en mi conciencia,
gritas, me llamas.

Despierto y no te hallo
cerca de mí Asunción.
Es mi deseo ir
llegando junto a ti
cuando el rocío moje
el verde pastizal,
para abrazarme despierta
a la sublime alegría.


[versão portuguesa]

Fecho os olhos e vejo
as tuas núvens no meu sonho
move-se pelo céu
a tua lua divina,
como se me chamara ao passar
o seu halo branco
e sinto na minha alma
que a anseio me aflije.

Tão longe estás
da minha Assunção,
as tuas flores de guayabo
chegam para inquietar-me.
Dentro do meu corpo flui
sangre de paraguaia autentica,
vives na minha consciência,
gritas, chamas-me.

Desperto e não te acho
perto da minha Assunção.
É meu desejo
chegar junto a ti
quando o orvalho molhe
o verde pasto,
para abraçar-me desperta
à sublime alegría.


NOTA EDITORIAL:
Agradeço o envio desta informação à minha amiga paraguaia Ana Beatriz.
A versão portuguesa do poema e do texto introdutório é de Luís Norberto Lourenço.

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